Problemas não afetam novos alunos

Aulas em férias são a pedido dos alunos, diz reitor

Os novos estudantes estão chegando, mas há preocupações quanto a estrutura para recebê-los na Universidade Federal do Piauí (UFPI). O reitor da UFPI, Luiz Santos Júnior, é enfático ao ressaltar que não há motivos para preocupações e que os problemas relacionados aos cursos criados a partir da expansão da universidade já estão resolvidos ou em processo de resolução.

Sobre as aulas em períodos de férias que estão acontecendo durante o mês de janeiro, o reitor negou que elas estejam acontecendo pela falta de professores e instalações da universidade. ?O período de férias é uma solicitação dos alunos para avançar na matriz curricular. Em algumas áreas o departamento ofertou as disciplinas. Isso é normal e acontece tanto aqui como fora?, comentou Luiz Santos Júnior. Quanto aos prédios construídos a partir do Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), o reitor disse que o ritmo está adiantado.

?Quanto aos prédios estamos dentro do calendário. Muito dos nossos espaços físicos tanto aqui como no interior eram fechados no período da manhã como da tarde e nós estamos aproveitando estes espaços ociosos?, relatou Luiz Santos Júnior. Para os cursos oferecidos na capital o reitor explicou que aconteceu apenas uma adaptação buscando ligar os cursos novos a outros cursos já existentes, chamados por ele de ?cursos básicos?. ?O curso de engenharia tem disciplinas básicas que são oferecidas no CCN. Não temos problemas e sim somos exemplos para o Brasil?, disse.

Com relação aos problemas pelo preenchimentos de vagas para professores, o reitor comenta os problemas foram causados por falta de profissionais para preencherem as vagas. ?Lamentavelmente algumas vagas não foram preenchidas por falta de oferta, mas por falta de candidatos aprovados para preencher o número de vagas e aí tivemos de lançar mão dos professores substitutos?, ressaltou Luiz Santos Júnior acrescentando que não há falta de professores na instituição, mas incompatibilidade entre a oferta e o número de professores.

Ao comentar sobre o desnível entre oferta e número de professores, o reitor lembrou da polêmica ocorrida em 2009 com os professores relacionada a distribuição de turmas e disciplinas. ?Estamos levantando a relação carga horária por professor e estamos em dias com a oferta em cada departamento. Não é falta de professor e o que faltava era um ajuste entre a oferta e o número de professores, o que causou em setores localizados alguns problemas?, finalizou. (C.R.)

Fonte: Carlos Rocha, Jornal Meio Norte