Professores paralisam suas atividades na Universidade Federal do Piauí

Entre as reivindicações, o movimento quer a abertura de negociações do Ministério do Planejamento, junto aos representantes do Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (SPF)

Após decisão em assembleia geral, convocada pela Associação de Docentes da Universidade Federal do Piauí (ADUFPI), os professores da instituição paralisam as atividades durante todo dia de hoje (23).

Entre as reivindicações, o movimento quer a abertura de negociações do Ministério do Planejamento, junto aos representantes do Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (SPF).

Essa é a segunda paralisação em menos de 20 dias. A categoria reivindica aumento de 27,3% no piso salarial dos trabalhadores; redução da jornada de trabalho para 30 horas, sem ponto eletrônico e sem redução de salário;
creche nas Universidades; cobrar do governo a efetivação da Política

Nacional de capacitação e retirada dos ataques sobre direitos já conquistados pela classe trabalhadora. Além disso, o movimento também se manifesta contra o Projeto de Lei 4330, que regulamenta os contratos de terceirizações.

Dessa forma, Marcos Antônio Santos, presidente da Adufpi, deseja a garantia dos direitos dos docentes. “Queremos que seja discutido o plano de carreira que foi imposto pelo governo.

Somos ainda contra o corte no orçamento do ensino superior, que é uma conta sendo jogada para os servidores pagarem, e isso interfere na nossa condição de trabalho e prestação de serviço”, afirma.

O presidente explica que a paralisação é ainda o momento de lembrar que a categoria está consciente da reunião de negociação com o Governo Federal. Após a mobilização, os professores realizam reunião dos sindicatos nacionais em Brasília, durante o sábado (25) e domingo (26).

“A Adufpi se fará presente para saber como foi a primeira rodada de negociações e trazer para a base. Dessa forma, vamos construir ações sobre tudo o que foi apresentado, pois os professores se mobilizam para tudo o que for necessário, a fim de atender as nossas reivindicações”, finaliza.

Para realizar o chamado de alunos, professores e técnicos-administrativos da instituição, o movimento realizou panfletagens nas salas, debates e visitas nos Centros.

 

Fonte: Pollyana Carvalho e Daniely Viana