Projetos querem evitar poluição no leito do Poti

A tomada do leito do rio Poti pelos aguapés e outros tipos de vegetação deixou os teresinenses assustados

Nos últimos dias, a imagem que se tem não é mais de um espelho verde. Como já era previsto, devido as chuvas intensas no começo desta semana, o rio Poti já perdeu grande parte dos aguapés que cobriam todo seu curso em algumas localidades da capital. No entanto, a preocupação com este fenômeno deve continuar, pois ele pode se repetir, se não forem tomadas medidas efetivas.


Projetos querem evitar poluição no leito do Poti

Isto, quem explica, é o ambientalista Kaio Campelo. Segundo ele, as chuvas só atenderam a uma medida imediata, porém deve ser elaborado um trabalho maior para que a realidade não se repita.

"Já foi possível notar que uma parte da matéria orgânica foi embora, por conta da quantidade de água que o rio recebeu, mas com o tempo essas plantas podem voltar. A necessidade real reflete um trabalho de saneamento em toda a cidade", explica.

Conscientizados desta realidade, a Secretaria de Meio Ambiente do Estado afirma que vai intensificar seus trabalhos em parceria com outros órgãos para que este fenômeno não aconteça nos próximos anos. Um dos projetos prevê a ampliação do esgotamento sanitário em Teresina.

"Nosso intuito é trabalhar para atingir 52% em redes de esgotamento sanitário na capital, que até então tem sido precária. É importante destacar que também devemos elaborar um projeto para que esta ampliação atinja os 100%, porém esta é uma ideia a médio e longo prazo ainda", acrescenta o superintendente da Secretaria de Meio Ambiente, Carlos Moura Fé.

Além deste trabalho, deve fazer parte destas ações emergenciais a construção de uma barragem em Castelo. O superintendente destaca que já há recursos para este trabalho.

O intuito com isso é, na época da seca, garantir uma vasão mínima ao rio e assim conseguir depurar a carga poluidora que tanto atrai os aguapés.

Apesar destas prevenções, Carlos Moura Fé também alerta para a consciência da sociedade. "A gente pede que se evitem as ligações clandestinas que desembocam no rio.

Qualquer água que passa por um processo de uso possui uma certa carga poluidora, e por conta disto não pode ser lançada na sarjeta a qualquer modo", conclui o superintendente.

Fonte: Francisco Lima e Thauana Cavalcante