Promotoria policiais que simularam sexo com escultura de vaca

Promotoria policiais que simularam sexo com escultura de vaca

A pena prevista é de seis meses de prisão, que pode ser cumprida no quartel em tempo integral

Os policiais militares flagrados uniformizados simulando ato sexual com uma escultura de vaca no centro de Florianópolis, em novembro de 2011, serão denunciados pela Promotoria Militar de Santa cataerina por crimes de prevaricação e violação do ato funcional.

A informação foi repassada pelo promotor da Justiça Militar Sidney Eloy Dalabrida. Os quatro PMs já haviam sido afastados das atividades pela "brincadeira", feita ao lado do Mercado Público, num momento em que a área parecia praticamente deserta.

A pena prevista é de seis meses de prisão, que pode ser cumprida no quartel em tempo integral, ou dividida entre ficar no prédio pela manhã e retornar para casa à noite. Porém, o Código Penal Militar indica que eles não podem usufruir de atenuantes, como prestação de serviço à comunidade.

As fotos vazaram na internet apenas em janeiro. Nelas, um dos policiais se posiciona atrás da estátua da vaca, enquanto os colegas registram com câmeras e dão risada da cena. Dois carros da polícia aparecem estacionados próximos do local.

As esculturas fizeram parte da exposição urbana CowParade, que espalhou 52 vaquinhas em Florianópolis e em outras quatro cidades do Estado. Em fevereiro deste ano, as obras arrecadaram quase R$ 500 mil em um leilão, sendo que metade da quantia foi doada a instituições de caridade.

Casos recentes

Um outro caso recente ganhou repercussão envolvendo PMs catarinenses, relacionado às fotografias de policiais militares em supostos atos íntimos com uma mulher vestindo farda.

O inquérito aberto pelo Batalhão da PM em Caçador tem prazo para conclusão em até 40 dias, e, se forem comprovadas as irregularidades, o caso será encaminhado à Justiça Militar.

Segundo a promotoria da Justiça Militar, estes episódios não são inéditos no estado. Há, pelo menos, mais seis investigações semelhantes em curso, que incluem denúncias de corrupção de menores e estupro dentro de veículos e de unidades da corporação.

Fonte: UOL