Queimadas intensas afligem todo Piauí

No decorrer de junho, foram detectados aproximadamente 5.900 focos de calor

Os focos de incêndio de 1º e a 15 de agosto no Parque Nacional Nascentes do Rio Parnaíba, na divisa do Piauí com o Maranhão, Bahia e Tocantins já somaram 116.

No decorrer de junho, foram detectados aproximadamente 5.900 focos de calor, de acordo com as medidas feitas pelo satélite AQUA_M-T. Estes focos de calor aumentaram 85% em comparação com maio passado e 30% em relação ao mesmo período de 2011.

Considerando a climatologia das queimadas para este período, houve redução no Mato Grosso e em São Paulo, em função da ocorrência de chuvas acima da média, e aumentos expressivos no Tocantins, Piauí, Maranhão e no extremo Oeste da Bahia, como resultado da estiagem que atinge a maior parte das Regiões Norte e Nordeste do Brasil. Em comparação com junho/2012, houve aumento no Piauí (90%, com 830 focos), no Pará (80%, com 185 focos), no Mato Grosso (70%, com 1650 focos), no Maranhão (50%, com 600 focos) e no Tocantins (25%, com 930 focos). No restante da America do Sul, observou-se aumento de 155% na Argentina (1.500 focos) e de 60% na Colômbia (270 focos). Nos demais países da América do Sul, as reduções mais significativas ocorreram no Paraguai (80 %, com 170focos) e na Bolívia (35%, com 350 focos).

O trimestre ASO é considerado o período mais crítico em relação às queimadas, com média de 39.700 focos no Brasil.

No restante da América do Sul, a média é de15.600 focos, destacando-se a Bolívia, Argentina e Paraguai. De acordo com a previsão climática para o trimestre ASO/2012, as queimadas tendem a ser menos intensas no setor sul da Região Centro-Oeste, abrangendo o Mato Grosso do Sul, o sul de Goiás e o sul do Mato Grosso, além de São Paulo e do Triângulo Mineiro.

Climatologicamente, os meses de agosto e setembro são os mais críticos no sul da Amazônia e nas Regiões Nordeste, Sudeste e no Centro-Oeste, especialmente no Mato Grosso. Durante outubro, as queimas tenderão a diminuir gradualmente no Brasil Central. Este trimestre também será critico para as queimas nos demais países da América do Sul, especialmente na Bolívia e no norte Argentina.

Fonte: Thauana Cavalcante