Remédio contra gripe A será vendido em farmácias populares

O objetivo do Ministério é oferecer à população mais condições de acesso ao tratamento

A partir do dia 15 do próximo mês, o Tamiflu - remédio contra a gripe A - estará disponível para comercialização nas farmácias populares de todo o país até 15 de março de 2011. O preço deverá ser bastante acessível, pois o governo vai subsidiar 90% do valor. Nas farmácias da rede privada, o comprimido terá desconto de 10% e não poderá ser vendido sem prescrição e retenção da receita médica.

O objetivo do Ministério da Saúde é oferecer à população mais condições de acesso ao tratamento. Segundo informações de Carlos Gilvan Nunes, epidemiologista da Fundação Municipal de Sáude, isso não havia sido feito antes porque o Governo Federal decidiu guardar a fórmula para usá-la em casos de pandemia. ?Como a segunda onda da gripe tem ocorrido em pequeno número, o Ministério liberou?, disse Gilvan.

Nas farmácias populares o medicamento será vendido em cápsulas de 75 mg. Quem fica com a responsabilidade de produzir e distribuir o remédio é a Fundação Osvaldo Cruz.

Até que não se inicie a venda do Tamiflu em farmácias, será dada continuidade à campanha de vacinação, que teve início desde o dia 08 de março. A princípio, serão imunizados os profissionais de saúde. O objetivo dessa iniciativa é reduzir o risco de expansão de transmissão do vírus e impedir que o tratamento seja interrompido em decorrência da contaminação, mantendo os serviços de saúde da rede de atenção básica.

A coordenadora de Ações Assistenciais da FMS, Amariles Borba, explica que nem todos os profissionais serão imunizados. ?Somente aqueles com potencial risco de contrair o vírus devido o contato com infectados?, enfatizou. A campanha de vacinação desse grupo irá até o dia 19 desse mês. No total, serão vacinados aproximadamente 8 mil trabalhadores da saúde.

Logo após essa primeira etapa, iniciará a imunização de 13.440 gestantes e 20.951 crianças de seis meses a dois anos.

Também serão vacinados 172.611 adultos e jovens e 129.627 piauienses sadios de 30 a 39 anos. ?A escolha desses grupos foi feita baseado em dados científicos e epidemiológicos. Verificamos que essas pessoas são as que mais adoeceram?, destaca Amariles Borba.

Fonte: Nayara Felizardo