Rios Poti e Parnaíba, em Teresina, não têm boa qualidade de água

Segundo as análises de qualidade da água, realizadas pela SOS Mata Atlântica no final de janeiro, o governo e a sociedade civil devem ficar em alerta.

O caminhão do projeto ?A Mata Atlântica é aqui ? exposição itinerante do cidadão atuante?, da Fundação SOS Mata Atlântica, esteve na cidade de Teresina entre os dias 26 e 30 de janeiro, estacionado na Praça Pedro II, para levar mais informações sobre a Mata Atlântica. Durante a visita, aproximadamente mil pessoas participaram das diversas atividades realizadas pelos educadores ambientais do projeto. Entre as atrações, esteve a análise da qualidade da água dos rios Poti e Parnaíba, com coleta de água realizada no primeiro dia de evento. O resultado apontou que a qualidade da água dos rios não está adequada, indicando que alguns cuidados ainda precisam ser tomados para melhoria da situação de ambos.

O monitoramento da água visa analisar a qualidade dos rios, córregos, lagos e outros corpos d?água em todas as cidades por onde passa o projeto. Para realizar essa análise, a equipe contou com um kit de monitoramento desenvolvido pelo Programa Rede das Águas da própria ONG. O kit classifica a qualidade das águas em cinco níveis de pontuação: péssimo (de 14 a 20 pontos), ruim (de 21 a 26 pontos), aceitável (de 27 a 35 pontos), bom (de 36 a 40 pontos) e ótimo (acima de 40 pontos). O Rio Poti permaneceu no nível aceitável, pela soma de 27 pontos. Já o Rio Parnaíba, obteve 25 pontos e teve sua análise avaliada como ruim.

Os níveis de pontuação são compostos pelo Índice de Qualidade da Água (IQA), padrão definido no Brasil por Resolução do Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA), obtido pela soma da pontuação de 14 parâmetros físico-químicos, biológicos e de percepção, avaliados com auxílio do kit. Cada um destes pode aumentar de um a três pontos, obtendo um mínimo de 14 e máximo de 42. Os parâmetros são: temperatura, turbidez, espumas, lixo, odor, peixes, larvas e vermes brancos ou vermelhos, coliformes totais, oxigênio dissolvido, demanda bioquímica de oxigênio, potencial hidrogeniônico, níveis de nitrato e de fosfato.

Fonte: Assessoria