Samu é algo de queixa

Coordenação diz que serviço não pode atender consulta agendada

Uma reclamação sobre o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) chegou ao Jornal Meio Norte nesta terça-feira. O Samu não teria prestado atendimento ao metalúrgico Antônio Pedro Lima Moraes segundo o tio do acidentado, Raimundo Chaves. De acordo com a coordenação do Samu o serviço não pode ser utilizado para transporte de pacientes com consulta previamente agendada.

O tio do metalúrgico Antônio Pedro Lima Moraes, Raimundo Chaves explicou que no último domingo o seu sobrinho tinha sofrido um acidente no bairro Cerâmica Cil e foi levado ao Hospital de Urgência de Teresina (HUT). ?Ele quebrou a clavícula e foi levado pelo Samu para o HUT e depois para casa. Desde quando ele chegou tem uma forte dor nas costas e hoje nós ligamos novamente para o Samu e disseram que não poderiam levar de novo porque só podem atender o paciente uma vez?, relatou.

Raimundo Chaves explicou que o sobrinho tem bebido muito pouco e não come. ?Nos disseram para colocar ele em um táxi e levar para o hospital. Nós podemos é piorar a situação dele se a gente for mexer?, comentou o tio. Segundo o tio, Antônio Pedro reclama de fortes dores a partir da clavícula desde segunda-feira. ?Ele grita de dor desde segunda. Não podemos nem encostar nele, além disso ele não come e bebe muito pouco?, contou.

De acordo com a coordenadora do Samu em Teresina, Clara Leal, nos registros do pedido da ambulância nesta terça-feira consta o pedido para o metalúrgico. ?Nos nossos registros conta que foi feito um pedido de ambulância e o motivo da solicitação era uma fratura de clavícula. Hoje eles pediram a ambulância para uma consulta agendada?, explicou a diretora do Samu acrescentando que a norma de funcionamento do serviço proibe este tipo de transporte.

?O Samu por ser um serviço móvel de urgência não permite este atendimento. O motivo dele não ter sido atendido é que não fazemos transporte para consultas previamente agendadas. Nós só podemos transportar para a urgência a partir da nossa grade de hospitais?, relatou a diretora do Samu. (C.R.)

Fonte: Carlos Rocha, Jornal Meio Norte