Secretaria de Justiça cria novo modelo de administração nas penitenciárias piauienses

Com esse intuito, cerca de 50 agentes passaram por treinamento nos últimos dias através de uma parceria da Secretaria de Justiça com a Diretoria Penitenciária de Operações Especiais (DPOE)

As penitenciárias piauienses passarão a adotar um novo modelo de administração baseado em experiência constatada na capital federal. A medida, que também abrange a elaboração de um Regimento Interno, já começou a ser implementada sendo caracterizada em um primeiro momento pela capacitação. Com esse intuito, cerca de 50 agentes passaram por treinamento nos últimos dias através de uma parceria da Secretaria de Justiça com a Diretoria Penitenciária de Operações Especiais (DPOE).

O processo se estendeu na manhã de ontem com os diretores das unidades quando o secretário de Justiça, Daniel Oliveira, esteve presente e ressaltou a importância da ação. “Na próxima reunião com os gerentes e diretores já pode ser apresentada a proposta geral que irá compor o regimento, levando em consideração as especificidades de cada unidade”, impôs.

O gestor ainda agradeceu a vinda da DPOE ao Estado e os esforços realizados no primeiro mês de atuação, possibilitando melhorias em todo o sistema. Neste âmbito, o representante do órgão, Railson Guilhon, sugeriu a criação de uma força tática no Piauí, de modo que possa atuar nas situações de crise. “Treinando os agentes, o Piauí pode conter o crescimento da população carcerária. Além disso, a criação do regimento já é um importante primeiro passo, que padronizará as rotinas em todas as penitenciárias”, finalizou.

ENCONTRO – Ainda na manhã de ontem, Oliveira esteve reunido com familiares de detentos na sede da Ordem dos Advogados do Brasil, Secção Piauí, a audiência pública resultou no compromisso quanto o combate à tortura e o crime organizado nas unidades prisionais. “Estamos realizando uma intervenção administrativa nas penitenciárias e iniciamos pela Irmão Guido, onde a situação era mais grave e onde havia atuação de três facções do crime organizado”, disse.

Fonte: Francy Teixeira