Segunda caixa-preta do avião que caiu nos Alpes Franceses é encontrada

O equipamento contém os parâmetros de voo do avião.

A segunda caixa-preta do avião da Germanwings que caiu nos Alpes franceses foi encontrada nesta quinta-feira (2) pelas equipes que fazem buscas na região, informou a justiça francesa, segundo a France Presse.

O equipamento contém os parâmetros de voo do avião. A primeira caixa-preta foi encontrada no mesmo dia do choque, e sua análise indicou que o copiloto, sozinho na cabine no momento da queda, teria provocado voluntariamente a derrubada da aeronave.

A procura pela segunda caixa-preta era o último trabalho das equipes de busca no local do acidente. A retirada dos restos mortais dos passageiros do voo foi encerrada nesta terça-feira (31), depois que todos os restos foram recuperados.

 "Não há mais nenhum corpo na zona de colisão", declarou nesta terça-feira o tenente-coronel Jean-Marc Menichini, nos Alpes-de-Haute-Provence, à agência France Presse e ao jornal alemão "Die Welt".

O voo da Germanwings caiu na última terça-feira (24), matando as 150 pessoas a bordo. O voo partiu de Barcelona (Espanha) e ia para Düsseldorf (Alemanha). Segundo procuradores franceses, o copiloto alemão Andreas Lubitz derrubou o avião de maneira deliberada. Nesta segunda, a promotoria de Düsseldorf informou que Lubitz passou por tratamento para tentar conter tendências suicidas no passado.

Identificação das vítimas
Os restos retiradas da região permanecem no laboratório montado próximo ao terreno, que envia ao Instituto de Pesquisa Criminal da Gendarmaria da França (IRCGN, sigla em francês) somente uma pequena amostra da qual é possível extrair o DNA correspondente.

A comissão de especialistas que trabalha na identificação dos restos mortais do Airbus A320 informou nesta segunda que levará "de dois a quatro meses" para divulgar os resultados das análises.

"Nenhuma identidade será informada até que se tenha o resultado de todas as análises, e isso levará de dois a quatro meses", disse a um grupo de veículos da imprensa internacional,  o coronel François Daoust, diretor do IRCGN. Daoust ressaltou que os especialistas não podem garantir que todas as vítimas serão identificadas.

No entanto, diante da notícia da tragédia, alguns familiares, empresas e órgãos oficiais dos países divulgaram nomes de pessoas que estavam no voo logo depois de sua queda.

Fonte: G1