Segurança do público LGBT ainda é maior desafio no PI

Durante VI Encontro Estadual de Travestis e Homossexuais as discussões mostram que a integridade física das pessoas desse segmento ainda é desafio

Alguns avanços já podem ser percebidos, mas eles ainda são poucos na luta pelo direito da população LGBT, principalmente travestis e homossexuais, em Teresina e em todo o Piauí.

Autoridades no assunto afirmam que um dos maiores desafios ainda é a segurança dessas pessoas. No ano passado, quatro travestis foram assassinas com requintes de crueldade e nesse ano uma morte desse tipo já foi registrada.

Além dos casos de morte, há ainda os inúmeros casos de agressão sofridas por essas pessoas, por causa da sua orientação sexual. Só em Teresina, no ano passado, foram registrados 20 casos.

A segurança dessa parcela da população, juntamente com diversas outras questões relevantes na luta pelo direito dessas pessoas esta sendo discutida durante o VI Encontro Estadual de Travestis e Homossexuais, que está sendo realizado no SINTE. O evento iniciou ontem (08) e se estende até hoje (09).

Participaram das discussões representantes de dez municípios do Piauí, onde há militância em torno dessa causa.

?Esse evento é para discutirmos a identidade de gênero que ainda é desconhecida de muitas pessoas, principalmente a transexualidade. Muito se fala de homossexualidade e se confunde com as outras denominações, mas não são a mesma coisa?, disse a secretária geral do GPTrans, Laura dos Reis.

A coordenadora de Enfrentamento à Homofobia da Secretaria de Assistência Social e Cidadania do Estado do Piauí (SASC), Joseane Borges, afirma que a luta para garantia dos direitos e para a efetivação de políticas públicas voltadas para o público LGBT é diária.

?Nós já conseguimos a questão do nome social que é uma conquista muito grande e faz parte do Plano Piauí sem Homofobia, que busca sempre mais melhorias para essa parcela da população, principalmente buscando atuar junto a todas as secretarias do Governo do Estado?, pontuou.

Representantes de vários grupos LGBT participam do evento e ainda políticos do Estado. Segundo Laura, eles foram chamados para apresentar as propostas que têm para essa parcela da população.

Fonte: Pollyana Carvalho