Sem cuidados, rio Poti pode virar esgoto a céu aberto em Teresina

O objetivo da ação é fazer um diagnóstico da situação

Como já é comum nesta época do ano, o rio Poti novamente está sendo tomado por aguapés e canaranas. O aparecimento desordenado das plantas aquáticas é motivo de preocupação de ambientalistas de Teresina e da Secretaria Municipal do Meio Ambiente.

Segundo a coordenadora da Rede Ambiental do Piauí, Tânia Martins, o surgimento dos aguapés e canaranas revela o aumento da carga poluidora do rio.

“A proliferação é apenas um sintoma que o rio está mesmo no fim. Se não forem tomadas ações urgentes, o Poti corre risco de virar um esgoto a céu aberto”, alerta a ambientalista.

Tânia explica que os aguapés são despoluidores naturais do rio, mas em maior quantidade, a planta aquática pode provocar a morte de peixes, pois impossibilita a oxigenação da água. A solução efetiva para o problema, de acordo com a ambientalista, é o investimento em saneamento básico.

“Precisamos de um monitoramento dos dejetos que são jogados nos rios, sem nenhum tipo de tratamento. Nós só temos 17% de cobertura de esgotamento sanitário e o Poti recebe dejetos de diversas galerias fluviais oficiais, sem falar das clandestinas. O rio Poti é fragilizado”, ressalta Tânia.

A Secretaria Municipal do Meio Ambiente também está preocupada com a situação e, em entrevista ao jornal Meio Norte, garantiu que fez uma nova licitação para contratar uma empresa que deverá fazer a retirada dos aguapés e canaranas do leito do Rio Poti.

“Queremos fazer um trabalho de emergência ainda nesta semana. O trabalho será feito em parceria com a Agespisa”, conta o secretário Aluísio Sampaio.

Aluisio é consciente de que só a retirada dos aguapés não resolve o problema de poluição do Poti. O gestor adianta que está elaborando juntamente com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (IBAMA) uma operação de fiscalização em toda margem do rio Poti dentro do território de Teresina.

O objetivo da ação é fazer um diagnóstico da situação de poluição do rio e acabar com alguns pontos de contaminação do Poti.

Fonte: Virgínia Santos e Izabella Pimentel