Sequestrador se entrega à polícia após 7 horas fazendo mensageiro refém em hotel de Brasília

O homem, que estava armado, é Jac Souza dos Santos, 30. Ele se candidatou ao cargo de vereador pelo PP (Partido Progressista) na cidade de Combinado (TO) em 2008.


Após cerca de sete horas, chegou ao fim um sequestro no hotel Saint Peter, na região central de Brasília. O sequestrador liberou o refém e se entregou à polícia na tarde desta segunda-feira (29) Por volta das 16h, o sequestrador armado e o refém apareceram algemados um ao outro e com os braços levantados em uma janela no 13º andar do hotel.

O refém, que antes vestia um colete, estava sem a peça. O sequestro começou por volta das 9h. O criminoso pedia a extradição do ex-ativista italiano Cesare Battisti e a aplicação prática da Lei da Ficha Limpa como condições para soltar o refém, afirmou o chefe da Divisão de Comunicação da Polícia Civil do Distrito Federal, o delegado Paulo Henrique Almeida.

O homem, que estava armado, é Jac Souza dos Santos, 30. Ele se candidatou ao cargo de vereador pelo PP (Partido Progressista) na cidade de Combinado (TO) em 2008. Jac tem uma fazenda avaliada em R$ 60 mil. Ele também foi secretário de Agricultura do município.

Três cartas de despedida foram deixadas por Jac Souza dos Santos em casa de parentes e em sua própria residência em Palmas. "O teor da carta é de despedida. Ele falou que essa tempestade vai passar e que ele vai dar cabo da vida dele", relatou Almeida. Algemado, o refém era José Ailton de Souza, 49, funcionário do hotel. Ele foi obrigado a vestir um colete que, segundo a polícia, estava carregado de explosivos.

O hotel foi totalmente evacuado, e a área próxima, isolada. Segundo relato de hóspedes que não quiseram se identificar, o hotel começou a ser esvaziado por volta das 9h. Muitos estavam tomando café e outros, ainda dormindo. A maioria não conseguiu pegar seus pertences. A justificativa da administração naquele momento foi a de que estava havendo um vazamento de gás. Só depois, do lado de fora, os hóspedes ficaram sabendo o motivo real do esvaziamento. Três negociadores, um deles especialista em explosivos, mantiveram contato com o sequestrador. Atuaram no caso agentes da Polícia Civil, Polícia Militar e da Polícia Federal.

Fonte: Portal Meio Norte