Servidores da Eletrobras-PI paralisam atividades por 24h

Para demonstrar insatisfação a falta de propostas com relação ao acordo coletivo da empresa, funcionários da Eletrobras Piauí e da Chesf paralisaram

Os servidores da Eletrobras Distribuição Piauí e da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) realizaram na segunda-feira uma paralisação de 24 horas. Essa foi uma forma de demonstrar sua insatisfação diante da falta de proposta das empresas em relação ao acordo coletivo da categoria.

Eles deram o prazo de até 21 de junho para que as empresas negociem e mostrem uma proposta condizente com os anseios da classe. Caso isso não aconteça, eles poderão entrar em greve por tempo indeterminado a partir dessa data.

?Nós já estamos há mais de 60 dias com nossa pasta de negociação do acordo coletivo e até agora não houve nenhuma resposta deles?, afirmou o diretor de Imprensa do Sindicato dos Urbanitários do Piauí (Sintepi), Herbert Marinho.

Os servidores querem um reajuste salarial de cerca de 10%, que corresponde à reposição da inflação, acrescido da média do crescimento do consumo de energia elétrica brasileiro observado no país nos últimos 3 anos.

Os servidores afirmam que havia uma reunião marcada para o dia 5 de junho para negociar estes pontos e a empresa desmarcou sem dar uma previsão de novo encontro com a categoria.

Além de buscar um reajuste salarial, a classe também reclama da ameaça de perda de direitos históricos, como o congelamento do Adicional por Tempo de Serviço (ATS), diminuição da gratificação de férias, restrição do pagamento da periculosidade em algumas atividades, ameaça de retirada do adicional por tempo de serviço, dentre outros. ?Esses são direitos que temos há mais de 20 anos e não queremos perdê-los?, pontuou o vice-presidente do Sintepi, Francisco Marques.

Durante toda a manhã de ontem os servidores ficaram na porta da Eletrobras e da Chesf para tentar chamar a atenção da diretoria. Em todo o Piauí são 1.400 servidores da Eletrobras e 360 da Chesf.

Fonte: Pollyana Carvalho