Siameses esperam fazer 6 meses para cirurgia de separação

Siameses esperam fazer 6 meses para cirurgia de separação

Irmãos que são unidos pelo abdômen vão fazer 4 meses no próximo dia 2.

Os gêmeos siameses Cristopher Henrique e Nicolas Samuel terão de esperar completar seis meses para que haja uma definição com relação à cirurgia de separação, segundo a mãe dos bebês, Lorraine Silva Monteiro. As crianças que nasceram unidas pelo abdômen são de Primavera do Leste, a 239 quilômetros de Cuiabá, e vão fazer quatro meses no próximo dia 2.

Os irmãos passaram por um procedimento para a retirada de uma hérnia no intestino. A cirurgia foi realizada nesta quarta-feira (28) no Hospital das Clínicas, em São Paulo. Agora, conforme a mãe, eles já receberam alta e se recuperam em um hotel onde a família está hospedada. "Só que a cirurgia de separação ainda não vai dar para fazer. Só depois de seis meses", frisou a mãe.

Antes de completar seis meses, os siameses deverão ser submetidos a uma série de exames. A previsão era que neste mês os médicos informassem se as crianças tinham ou não condições de serem submetidas à cirurgia de separação sem risco para elas. Porém, os médicos recomendaram aos pais que era melhor aguardar os meninos ganharem mais resistência antes da cirurgia, como explica o pai dos gêmeos, Celso Henrique dos Santos, que viajou para São Paulo para acompanhar o procedimento.

Celso afirma que para fazer a cirurgia para retirar a hérnia os filhos ficaram 12 dias internados porque durante esse período tiveram uma infecção urinária e, por isso, o procedimento teve que ser adiado. O pai conta que a família pretende passar três meses em Primavera do Leste, onde mora, até completar os seis meses necessários para saber sobre a separação dos bebês.

"No dia 9 de abril está agendada uma consulta com um médico que irá dizer sobre a recuperação deles e se poderemos viajar para Primavera", disse por telefone o pai ao G1. Os siameses estão pesando 7,7 quilos, de acordo com Celso, que trabalha como frentista em um posto de combustível em Primavera do Leste e tem contado com a ajuda de colaboradores para garantir o tratamento dos filhos.

A mãe descobriu a deficiência dos bebês quando estava no terceiro mês de gravidez. Os siameses são perfeitos do abdômen para cima, mas são unidos da cintura para baixo.

Fonte: G1