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••• atualizado em 13 de Julho de 2009 às 05:30

"Soltar" pipa causa acidentes e mortes e deixa quase 2 milhões sem energia elétrica

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Repórter

O menino franzino, com uma chupeta pendurada no pescoço, atravessa a Avenida Brasil, dribla os carros como os craques da bola passam pelos adversários. Chega do outro lado da pista e consegue alcançar a pipa, antes que ela chegue ao chão. Com ar triunfal, ergue o “troféu”, ignorando os protestos dos motoristas e celebrando a vida. Mas nem sempre os caçadores de pipas saem vitoriosos.

Em época de férias, aumentam os casos de atropelamentos e acidentes com pane na rede elétrica devido à falta de cuidados em soltar pipas. Nas conversas com os garotos em bairros do subúrbio, eles mesmos contam várias histórias de amigos que morreram com uma descarga elétrica, outro que despencou do alto de uma laje e sofreu fratura de crânio, o colega que morreu atropelado ou se feriu com cerol.

Não existe um levantamento preciso dos índices estatísticos desses casos, mas a Light, que todo ano promove uma campanha preventiva para alertar a garotada dos riscos, possui números da contabilidade dos prejuízos para seus usuários.

De acordo com a empresa, responsável pelo fornecimento de energia na cidade, em 2008, quase dois milhões de clientes ficaram sem energia por causa de incidentes com pipas.

“A gente recomenda que procurem locais abertos, afastados da rede elétrica. Além do risco para quem solta a pipa, pode acarretar interrupção de energia prejudicando vários bairros. Outro alerta que fazemos é que evitem usar material metálico, que sejam condutores de energia e jamais tentem retirar uma pipa presa nos fios”, afirma o superintendente técnico da Light, Gustavo de Alencar.

Em 2008, foram registrados na área de concessão da Light 1.236 desligamentos da rede causados por pipas, deixando 1 milhão e 793 mil clientes sem energia elétrica.

De janeiro a junho deste ano, 776 mil clientes já foram prejudicados por causa de 550 ocorrências.Os desligamentos por pipas são mais comuns na Zona Oeste do Rio e na Baixada Fluminense, especialmente no período de férias escolares, mas também nos finais de semana.

Os bairros de Campo Grande e Santa Cruz lideram as estatísticas da Zona Oeste e o município de Belford Roxo da Baixada Fluminense.

Na tarde de sexta-feira (10), um grupo de meninos soltava pipas no Parque das Missões, próximo ao acesso à Linha Vermelha, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, onde um garoto de 9 anos morreu ao ser atingido por linha com cerol de pipa.

“A gente toma cuidado. Eu digo para a minha mãe que só usamos cerol perto da pipa e não atravessamos ruas movimentadas”, garante, até ser “cortado” e sair correndo, driblando os caminhões e outros veículos em alta velocidade.

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