THE: Strans e Setut justificam aumento da passagem

THE: Strans e Setut justificam aumento da passagem

De acordo com a superintendente da Strans, Alzenir Porto, o reajuste é normal.

Em meio aos protestos realizados por estudantes em virtude do aumento no valor da passagem de ônibus urbanos em Teresina, a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans) e o Sindicato das Empresas de Transporte Urbano (Setut) mais uma vez argumentaram para justificar o reajuste da tarifa, que passou de R$ 1,90 para R$ 2,10 no último sábado. De acordo com a superintendente da Strans, Alzenir Porto, o reajuste é normal, já que o preço precisa ser reavaliado uma vez por ano de acordo com os custos do sistema.

?Em Teresina, quem mantém o transporte de ônibus é o usuário. Os custos da meia passagem e das gratuidades são pagos pelos próprios passageiros, já que não há qualquer tipo de incentivo público?, disse a superintendente. Alzenir afirmou ainda que a média de uso das meias passagens em Teresina está muito acima da média nacional.

?Enquanto em outras capitais a quantidade de usuários que são beneficiados por meia passagem fica entre 15 e 19%, em Teresina temos um índice de 32%. É possível até que pessoas estejam sendo beneficiadas indevidamente?, ressaltou.

O Setut também mencionou a falta de incentivos ao transporte urbano como um dos principais motivos para o reajuste. A assessoria de Comunicação do órgão informou que 48% do valor da tarifa é destinado a custear o salário de motoristas e cobradores, e que o preço da passagem precisa contemplar também o reajuste anual da categoria ? segundo o Setut, foi concedido um reajuste de 8% em maio. O aumento em questão foi dado 12 meses depois do último reajuste, enquanto a passagem permaneceu inalterada após 16 meses.

Assim como a Strans, o Setut também argumentou que, em outras cidades, a meia passagem é custeada pelo poder público, e não pelo usuário. O órgão citou o exemplo de Belo Horizonte-MG, cidade na qual apenas 1% dos usuários utilizam a meia passagem ? o critério básico para a utilização do benefício na capital mineira é o vínculo a algum programa social do governo.

Por outro lado, a população e o movimento de estudantes reage de forma enérgica ao reajuste do preço, cobrando também a integração das linhas, que ainda não existe na capital. O estudante Marcelo Ribeiro protesta: ?Cadê o sistema de integração da cidade? Onde estão as melhorias nas paradas de ônibus? Esse aumento é mais do que absurdo?, afirmou o estudante.

Ontem os protestos contra o reajuste se estenderam por todo o dia e reuniram um grande número de participantes no centro da cidade.

Fonte: Dowglas Lima