Taxistas esperam propostas da Prefeitura para cumprimento de lei

Para Rogério de Almeida, taxista há mais 20 anos, a maior dificuldade em adaptar o veículo está nos altos custos

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A Lei nº 4.678/2015 sancionada pelo Prefeito Firmino Filho (PSDB), de autoria do Vereador Antonio Aguiar (PROS), exige que 2% da frota de táxis em Teresina sejam de veículos adaptados para pessoas com deficiência física. Apesar de nem ter entrado ainda em vigor, mas já está dando o que falar. Se para as entidades e famílias de cadeirantes representa um alívio e maior facilidade, já para os taxistas, essa lei significa mais gastos e nenhuma compensação a classe.

De acordo com Antonio Barbosa, Presidente do Sindicato dos Taxistas, mesmo sendo a favor da lei, revela que ela só será devidamente cumprida se os novos alvarás forem liberados.

“O Sindicato é favorável a lei de adaptação a pessoas com deficiência. Mas o valor é muito caro, custa no mínimo R$15 mil. Nós temos os 2% da cota exigida pela Lei Federal, de taxistas dispostos a adaptar o veículo. Mas tudo isso vai depender da liberação dos novos alvarás”, destaca Antonio Barbosa.

Para Rogério de Almeida, taxista há mais 20 anos, a maior dificuldade em adaptar o veículo está nos altos custos e ainda, segundo ele, a exigência da prefeitura de reduzir o valor da corrida e garante que não compensará.

“A maior dificuldade é o custo da adaptação do carro, é bastante alta. Custa mais de R$15 mil. Além disso, a prefeitura quer que a corrida seja de menor custo que a normal. Mas se torna difícil, porque leva se um tempo para adaptá-lo dentro do carro. Em vez de eu estar fazendo uma média de dez corridas sem deficientes, quando eu colocar um deficiente vou perder bem mais tempo e o valor da corrida não vai cobrir esse prejuízo, nem o custo e nem muito menos o tempo”, explica o taxista.

O taxista Rogério de Almeida afirma que nessas condições, a classe não tem interesse e espera propostas da prefeitura para beneficiar a todos, inclusive a classe, que segundo ele, está descumprindo a lei por ordens da prefeitura.

Repórter: Márcia Gabriele

Fonte: Márcia Gabriele