Celulares básicos da Nokia são mais lucrativos que smartphones

O mercado espera que a Nokia divulgue na quinta-feira forte queda nos resultados de segundo trimestre

Os celulares básicos da Nokia geram lucro operacional muito melhor que sua linha de smartphones, informou a empresa finlandesa nesta terça-feira (19).

A margem de geração de lucro operacional de smartphones, que a companhia chama de margem de "contribuição", caiu 6,2% no primeiro trimestre ante 10,4% no mesmo período de 2010. Enquanto isso, a margem de celulares mais simples da empresa caiu de 19,4% para 16,5%.

O mercado espera que a Nokia divulgue na quinta-feira forte queda nos resultados de segundo trimestre. O presidente-executivo da companhia, Stephen Elop, depositou as esperanças de reverter a situação em novos smartphones acionados pelo Windows Phone, mas eles só chegarão ao mercado no final de 2011.

O preço das ações da Nokia caiu à metade de fevereiro para cá, quando a empresa revelou o plano de adotar o Windows, em meio às preocupações dos investidores de que a empresa venha a perder mercado e que não consiga mais reconquistar a posição que tinha no passado.

No final de maio, a Nokia alertou que os resultados do segundo trimestre ficariam bem aquém da projeção anterior, e abandonou metas anuais anunciadas anteriormente. Para manter clientes, a Nokia cortou os preços de sua linha de smartphones, a partir do começo do terceiro trimestre, e isso deve afetar as margens de lucros de maneira adversa, disseram analistas.

Os problemas com os smartphones devem arrastar a Nokia a um prejuízo líquido no segundo trimestre de 10 milhões de euros, ante lucro de 419 milhões de euros no período um ano atrás, de acordo com a média das previsões de 27 analistas consultados pela Reuters.

Segundo os analistas, a crescente popularidade do Android, do Google, ajudou a Samsung a pôr fim aos 15 anos da Nokia como maior fabricante mundial de celulares inteligentes. Em termos de volume geral do mercado de celulares, a Nokia continua liderando o setor, com 95,5 milhões de aparelhos, impulsionada por forte liderança em mercados emergentes. A empresa é seguida pela Samsung, com 73,7 milhões.



Fonte: g1, www.g1.com.br