Celulares em módulos do Google podem chegar ao mercado em 2015

Esses módulos podem ser trocados à vontade

A Motorola anunciou no ano passado o projeto Ara, que consiste na customização de celulares a partir de aparelhos divididos em módulos. Com a compra da Motorola pela Lenovo, o andamento do projeto ficou um pouco incerto, no entanto, de acordo com o CNET, o Google manteve o controle sobre o ATAP, programa de tecnologia avançada e projetos da Motorola responsável pelo desenvolvimento do Ara, e revelou na última quarta-feira (26) que dará continuidade ao projeto ao longo deste ano.

Segundo o diretor do projeto Ara, Paul Eremenko, espera-se que um protótipo esteja pronto já nas próximas semanas e que o produto seja comercializado no começo do ano que vem.

O objetivo do Projeto Ara é disponibilizar a customização além dos ringtones, wallpapers e capinhas, ou seja, a personalização de hardware nos aparelhos a partir de peças modulares. Os aparelhos consistiriam de uma estrutura principal, como um esqueleto, que recebe partes ou módulos de acordo com a preferência do usuário. Assim, seria possível escolher se o aparelho teria ou não teclado, bateria extra, câmera, etc. Dessa forma, os módulos seriam intercambiáveis e permitiriam a troca de uma única parte caso houvesse alguma falha.

"Será que conseguiríamos fazer para os hardwares o que o Android e outras plataformas fizeram pelos softwares?", questiona Eremenko. "Isto é, diminuir a barreira entre os desenvolvedores de modo que milhares de pessoas possam produzir componentes, em vez de cinco ou seis empresas maiores".

O Google pressiona para que o esqueleto custe 50 dólares, equipado apenas com Wi-Fi ? nem a antena de celular estaria inclusa. A partir disto, os usuários poderiam construir o próprio aparelho da forma que quisessem, instalando processador, câmera, alto falantes e demais componentes de acordo com suas necessidades.

A empresa planeja disponibilizar três tamanhos de esqueleto: mini, médio e jumbo, que terão uma armação de alumínio, circuitos de rede e uma bateria reserva, além de diversos espaços para conexão. Por exemplo: o médio comporta até 10 conectores. Esses módulos podem ser trocados à vontade sem que seja necessário o desligamento do aparelho.

"Um grande desafio do projeto é fazer com que as peças se encaixem de um modo eficiente, de maneira que as pessoas possam trocá-las em casa, adicionando ou removendo partes, sem que isso cause aumento de peso ou de preço", explica a engenheira mecânica líder do projeto Ana Knaian.

Para o Projeto Ara, o Google firmou parceria com a NK Labs para a construção da parte elétrica, mecânica e para engenharia de software. Já sua parceria com a 3D Systems tem como intenção produzir uma impressora 3D de alta velocidade, para a produção em massa dos esqueletos.

Fonte: canaltech