Cientistas americanos criam computador com esquizofrenia

Pesquisadores criaram uma máquina esquizofrênica como parte do esforço para entender melhor a patologia nos pacientes humanos.

Pesquisadores da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, usaram recentemente um modelo virtual de computador, também conhecido como rede neural, para testar o que acontece quando seu cérebro produz dopamina em excesso. Ao fazer isso, eles descobriram que a rede agiu de maneira esquizofrênica ? em outras palavras, eles desenvolveram esquizofrenia na máquina.

Os especialistas, com objetivo de estudar distúrbios da fala e delírios ocasionados pela doença, simularam oito mecanismos diferentes da esquizofrenia correspondentes no Discern, um modelo de rede neural artificial para compreensão da narrativa e memória.

Alguns desses mecanismos da doença envolveram falhas ao ?trabalhar com memória, semântica, erros de predição e neuromodulação de dopamina".

Além de utilizar o Discern para simular mecanismos da patologia, os pesquisadores também estudaram pessoas com esquizofrenia e outros desordens esquizoafetivas.

Ao estudar os indivíduos, os pesquisadores puderam determinar quais mecanismos estavam relacionados com certas doenças ou perfis de quebra de narrativa. A comparação desses dados com aqueles que o Discern estava simulando permitiu verificar que eles fizeram a combinação correta entre mecanismos da doença e os perfis de quebra de narrativa.

Por fim, descobriram que a rede dos especialistas trabalhou para comparar as informações com indivíduos saudáveis. Porém, quando testaram certos mecanismos como memórias episódicas, os estudiosos descobriram que as simulações renderam ilusões massivas.

Além disso, enquanto simulavam a liberação excessiva de dopamina, os pesquisadores observaram que a rede neural produziu memórias muito parecidas com as de pessoas com esquizofrenia. Depois de algum tempo, a rede neural começou a colocar a si mesma no centro das histórias ? algumas das quais muito absurdas, ao ponto do computador alegar responsabilidade por um atentado terrorista.

Fonte: UOL