E-mail é mais popular do que as redes sociais, diz pesquisa

Já 62% das pessoas com acesso à web se comunicam por redes sociais

Uma pesquisa divulgada nesta terça-feira (27) revelou que os e-mails são enviados e recebidos por 85% das pessoas que estão conectadas à internet. Já 62% desses usuários se comunicam por sites de redes sociais, especialmente na Indonésia, Argentina e Rússia, que apresentam as maiores porcentagens de usuários.

De acordo com a nova pesquisa Ipsos/Reuters, mais de 80% dos indonésios e 75% dos argentinos, russos e sul-africanos visitam sites de mídia social. A pesquisa também mostrou que a maior parte do mundo está interconectada graças aos recursos de e-mail e de redes sociais como Facebook e Twitter.

Estados Unidos

Ainda que o Facebook e outros sites populares de redes sociais, blogs e fóruns de discussão tenham sido criados nos Estados Unidos, a porcentagem de usuários no país era menor, com 6 a cada 10 usuários, e no Japão ela caiu a 35%, a menor entre os 24 países pesquisados.

"Mesmo que o número nos EUA seja de 61%, a maioria dos norte-americanos usa sites de redes sociais", disse Keren Gottfried, gerente de pesquisa na Ipsos Global Public Affairs. O fato de que mais de seis em cada 10 pessoas do planeta usem redes sociais e fóruns, acrescentou, sugere uma transformação na maneira pela qual as pessoas se comunicam.

?É uma verdadeira interconexão e contato com os outros. Não se trata apenas de enviar e receber mensagens, mas de construir mensagens em diversas comunidades, e apenas as mensagens significativas se firmam?, explicou.

Superior à população

?Parece que a maioria do planeta está se comunicando dessa maneira", disse, acrescentando que os números eram superiores à metade da população em quase todos os países pesquisados. A Ipsos entrevistou 19.216 adultos em todo o mundo, em uma pesquisa on-line.

A Hungria lidera no uso de e-mail, com 94%, seguida por Suécia, Bélgica, Indonésia, Argentina e Polônia. O uso mais baixo de e-mail ocorre na Arábia Saudita, com 46%. A pesquisa envolveu entrevistas com pessoas da África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita Argentina, Austrália, Bélgica, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Espanha, Estados Unidos, França, Hungria, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Polônia, Reino Unido Rússia, Suécia e Turquia.

Fonte: G1