Escaneamento do nariz pode ser usado para detectar terroristas

Formato dele é único e não pode ser escondido nem ser mudado por expressões faciais

Pesquisadores da Universidade de Bath, na Inglaterra, disseram que o nariz humano é único, tem um formato que não pode ser escondido e não pode ser mudado pelas expressões faciais das pessoas.

Os cientistas desenvolveram uma nova tecnologia que se aproveita dessas características e que poderá ter um papel importante na luta contra o crime, principalmente o terrorismo, revelou o jornal inglês DailyMail nesta quarta-feira (3).

Chamado de PhotoFace, o sistema usa várias fotos iluminadas por um flash a partir de diferentes ângulos, criando sombras na face da pessoa. O software analisa as sombras e cria coordenadas para cada ponto do rosto.

O PhotoFace escaneia o nariz e analisa cada imagem de acordo com seis tipos principais de formatos ? romano, grego, núbio (nativo da Núbia, faixa de terra entre Egito e Sudão), adunco, arrebitado e empinado.

Depois, cada nariz é testado pelo software, que analisa o perfil, a ponta e a parte do topo do nariz que encontra a linha dos olhos.

O chefe da pesquisa, Adrian Evans, explica que o nariz é uma parte saliente do rosto, mas seu uso biométrico ainda é inexplorado. Os cientistas de sua equipe queriam descobrir a eficiência do nariz no reconhecimento de pessoas a partir de um banco de dados.

Segundo os pesquisadores, não existe nenhum dado biométrico mágico. A íris é um dado biométrico poderoso, mas pode ser difícil de capturar com precisão e pode ser escondida pela pálpebra ou por óculos.

- Já o nariz é fácil de fotografar e difícil de esconder, por isso um sistema que reconheça narizes trabalharia melhor para fins de segurança.

O professor Melvyn Smith, da Universidade do Oeste da Inglaterra, disse que eles usam três características em suas análises. O sistema tira quatro fotos em sequência de cada ponto do rosto, cada um sob diferentes condições controladas de luz.

Depois, o software trata a cor, a orientação da imagem e a profundidade de cada ponto na face, ao analisar a sombra de cada uma das fotos.

A técnica deve tornar possível um nível de detalhamento que está além das atuais tecnologias e pode ser estendida para outros fins, da inspeção industrial até os cométicos.

Os pesquisadores pretendem construir um banco de dados de narizes para testar e aperfeiçoar o software e conferir se ele consegue selecionar pessoas a partir de um grande grupo de indivíduos ou diferenciar membros da mesma família.

Fonte: R7, www.r7.com