Executivo admite ‘problema real’ com comentários do Google+ no YouTube

Oexecutivo não escondeu que a adoção do novo padrão do Google+ pode ter sido uma surpresa para os consumidores

A polêmica dos comentários do Google+ no YouTube, enfim, foi comentada por um nome forte do Google. O vice-presidente de gerenciamento de produtos, Bradley Horowitz, admitiu que houve, sim, problemas com a maneira como tudo foi implantado para os usuários, o gerou enorme irritação.


Executivo admite ?problema real? com comentários do Google  no YouTube

Durante uma palestra nesta semana, na conferência LeWeb, em Paris, o executivo não escondeu que a adoção do novo padrão do Google+ pode ter sido uma surpresa para os consumidores, mas destaca que tudo foi feito para evitar abusos de pessoas que não precisavam se identificar nos comentários.

?Claro que não estávamos indo tão bem e muita coisa tinha a ver com o raking e como estávamos em meio de uma guerra contra spam e absusos. Quando se lida com este tipo de coisa, medidas severas são necessárias?, disse.

O novo sistema de comentários causou a irritação de alguns usuários, e muitos deles usaram o próprio YouTube para fazerem vídeos contra a mudança. Até uma petição no site Change.org foi criada; há mais de 223 mil assinaturas, contra o modelo adotado pelo Google que usa comentários da sua rede social, o Google Plus.

?Acredito que houveram problemas reais com a integração e precisamos de alguns dias para resolver. Agora, acho que as pessoas se acostumaram, a experiência ficou muito melhor em algumas coisas, e ainda vamos continuar trabalhando para melhorar mais?, completou o executivo do Google.

Ao que tudo indica, o novo sistema de comentários do YouTube, que exige que o usuário faça login pelo Google+, chegou para ficar, independente de todos os protestos dos usuários nas últimas semanas.

?Estamos trabalhando duro para combater o aumento nos comentários com spam, e fizemos vários updates, como melhor reconhecimento de links ruins e perfis falsos, melhor detecção ASCII e mudanças na largura dos comentários?, diz o comunicado, assinado pela Equipe de Comentários do YouTube.

Fonte: tech tudo