Governo admite que a interação entre órgãos e cidadão deve ser aprimorada

Para especialistas, utilizar corretamente as ferramentas dessas plataformas potencializa a relação com o público

O número de brasileiros com acesso à internet subiu 6,8% em 2012, em comparação com 2011, e chegou a 83 milhões de pessoas, segundo dados divulgados neste ano pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD). Outro estudo, esse feito pelo Nielsen, aponta que 75% da população acredita que a principal função do smartphone é o acesso às redes sociais. Há um aumento constante no uso dessas plataformas e, mesmo assim, praticamente não houve mudanças na forma com que o governo lida com elas.

As páginas de relacionamento oferecem diversas ferramentas, mas a maior parte delas não é utilizada pelos perfis dos órgãos públicos. No caso do Facebook, por exemplo, na maioria, o usuário pode enviar as dúvidas por mensagem privada (que é uma função básica). Em outros, só é possível curtir, comentar e compartilhar as publicações. O porta-voz da Presidência da República, Thomas Traumann, que administra contas como a de Dilma Rousseff e do Blog do Planalto, diz que a função principal das páginas do governo é informar. ?O serviço público deve ser transparente e prestar contas ao cidadão, e as redes sociais também têm esse papel?, opina.

Conhecimento

A maior parte dos órgãos públicos têm páginas nas redes sociais, mas isso não significa que a comunicação existe. ?Abrir canais é fácil, mas é preciso ter uma equipe capacitada para interagir com a população?, alerta o consultor e estrategista de comunicação digital Marcelo Vitorino, sócio-fundador do Presença Online. Para o gerente de Mídia e Desenvolvedor de Marketing do Twitter Carlos Moreira Jr., não é apenas o governo, mas muitas companhias privadas, personalidades e usuários comuns ainda não sabem usar todos os recursos que a plataforma proporciona. ?A hashtag, por exemplo, permite se inserir em uma conversa existente e, ainda, criar um diálogo que outros poderão encontrar com facilidade depois?, explica.

Fonte: Correio Web