III Fórum da Internet no Brasil oferece cursos com foco em acessibilidade

Nas aulas, os grupos tiveram contato com os novos recursos do HMTL e CSS para criar sites cada vez mais acessíveis

Os novos padrões de acessibilidade para web foram destaque nos cursos sobre HTML5 e CSS3 oferecidos aos visitantes durante o III Fórum da Internet no Brasil, em Belém. As aulas obedecem demandas constatadas em pesquisas como o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o estudo, 24% da população brasileira se definiu como portadora de algum tipo de deficiência. O percentual equivale a cerca de 45 milhões de pessoas, sendo 35 milhões delas portadoras de deficiência visual no Brasil.

Aproximadamente 80 pessoas participam das aulas ministradas pelos analistas de desenvolvimento do World Wide Web Consortium (W3C) do Brasil, Reinaldo Ferraz e Yasodara Córdova. O W3C busca padronizar a Internet e conta com participação internacional de quase 400 membros entre empresa, governos e órgãos independentes.

Nas aulas, os grupos tiveram contato com os novos recursos do HMTL e CSS para criar sites cada vez mais acessíveis para quem possui algum tipo de deficiência.

?Esse número engloba muitos idosos, o que prova que em algum momento todos nós vamos precisar de sites mais acessíveis?, explica Ferraz, durante palestra no Fórum da Internet.

As aulas abordam princípios básicos da linguagem e a importância de priorizar a acessibilidade desde o início do projeto. ?O objetivo é que as pessoas saiam daqui trabalhando com HTML5 em seus projetos e considerando a acessibilidade desde o início deles?, acrescenta.

Leitores de tela e softwares

Entre as diretrizes do W3C estão a navegação com softwares leitores de tela destinados a portadores de deficiência visual e navegação por teclado. Os alunos também têm acesso a aplicação de alternativas em texto para conteúdo não textual e textos alternativos para imagem.

Ferraz explica ainda que a experiência no curso oferecido no fórum funciona como um multiplicador de ideias. ?As pessoas estão interessadas em acompanhar as tendências?, diz.

Os participantes são estimulados a desenvolver projetos para concorrer ao Prêmio Nacional de Acessibilidade na Web. A premiação é uma forma de promover a acessibilidade no país e conscientização dos desenvolvedores para que projetem sites cada vez mais amigáveis.

Fonte: Tech Tudo