Por US$ 1 bilhão, Microsoft compra patentes do grupo AOL

Por US$ 1 bilhão, Microsoft compra patentes do grupo AOL

O acordo só será concluído no final do ano, após aprovação de órgãos reguladores nos Estados Unidos.

A Microsoft fechou um acordo para a compra de mais de 800 patentes da AOL por pouco mais de US$ 1 bilhão, informou a companhia de serviços e conteúdo para internet nesta segunda-feira (9).

A AOL continuará a deter 300 patentes, que incluem os segmentos de anúncios, busca e mapeamento e disse ter recebido licenciamento das patentes vendidas à Microsoft. O CEO da AOL, Tim Armstrong, afirmou em memorando aos funcionários da empresa que as patentes vendidas envolvem ?tecnologias essenciais e estratégicas?.

A companhia de serviços e conteúdo para internet disse que planeja retornar uma "significativa porção da arrecadação da venda" para seus acionistas.

Por enquanto, não está claro como a Microsoft deverá utilizar as patentes compradas, segundo o site especializado em tecnologia ?TechCrunch?. Entre as tecnologias compradas, algumas estão relacionadas a dispositivos móveis e serviços de mensagens instantâneas, além de serviços baseados em localização e entrega de conteúdo personalizado ? que podem ser usadas pela Microsoft, por exemplo, no sistema móvel Windows Phone e no buscador Bing.

"Este é um portfólio valioso que temos seguido por anos e analisado em detalhes por meses", disse o conselheiro geral da Microsoft, Brad Smith.

A AOL têm se esforçado nos últimos anos para se manter ?viva? no mercado web. No ano passado, a empresa anunciou que iria se reorganizar, após uma série de demissões de funcionários, reforçando sua divisão de serviços web.

A transação inclui a venda de uma unidade da AOL, e por isso a empresa espera registrar uma perda de capital por motivos fiscais. Se o negócio não for concretizado, a Microsoft terá de pagar à empresa uma taxa de terminação de 211,2 milhões de dólares, informou a AOL em um documento regulatório.

O acordo só deve ser concluído no final do ano, pois depende ainda de aprovação de órgãos reguladores nos Estados Unidos.

Fonte: Reuters