Microsoft promete não vasculhar mais e-mails de seus usuários

Microsoft promete não vasculhar mais e-mails de seus usuários

O comunicado vai além do que a empresa já havia revelado anteriormente

Na última semana, a Microsoft se envolveu em uma polêmica. Para investigar o vazamento de uma cópia do Windows 8, ela vasculhou os e-mails de um usuário do Hotmail para encontrar as provas necessárias para prender o funcionário responsável pelo vazamento. Agora, a empresa promete que não fará mais isso.

Em comunicado no blog oficial da empresa, o responsável por assuntos jurídicos Brad Smith, afirma que a partir de agora, quando a Microsoft identificar que alguma propriedade intelectual sua está em risco, tomará medidas diferentes.

Anteriormente, os termos de uso do Hotmail e do Outlook.com permitiam que a empresa vasculhasse dados pessoais de usuários caso identificasse possíveis riscos à sua propriedade. Agora, a Microsoft promete entregar o material para a polícia para deixar a ação seguir seu curso.

O comunicado vai além do que a empresa já havia revelado anteriormente, que mudaria sua política para vasculhar e-mails apenas com um mandado conseguido nos tribunais.

Na ocasião, a Microsoft acabou perdendo muito da confiança do público, já que a empresa olhou e-mails alheios sem um mandado, mesmo que as políticas de privacidade do Outlook.com protejam a Microsoft. O contrato, que a maioria dos usuários aceita sem ler, dizia que isso é permitido. ?Nós podemos acessar informações sobre você, incluindo o conteúdo das comunicações para proteger os direitos ou propriedades da Microsoft?, dizia o texto, que agora deve ser mudado.

Na época, em comunicado enviado à CNET, a Microsoft dizia que, sim, os termos realmente davam permissão para este tipo de acesso à conta do usuário, mas que isso ?só acontecia em circunstâncias excepcionais?, e que hava um processo rigoroso antes de tomar qualquer medida parecida. No caso específico do blogueiro que teve os e-mails vasculhados, a Microsoft diz que havia ?evidências fortes? de que atividades criminais seriam conduzidas com o material presente em sua conta.

Fonte: Olhar Digital