Novo traje espacial da Nasa se parece com brinquedo de Toy Story

Novo traje espacial da Nasa se parece com brinquedo de Toy Story

Traje da Nasa se parece com o de Buzz Lightyear

Branco e verde-limão, o novo traje espacial da Nasa parece ter sido inspirado nas vestes de um famoso astronauta: Buzz Lightyear, da animação "Toy Story".

Apesar da semelhança, a agência espacial americana não confirma de onde veio a ideia para a concepção do protótipo do traje.

O estilo da roupa, porém, é apenas um de seus aspectos que chama a atenção. As novidades do conjunto, na verdade, representam o maior salto na tecnologia de trajes espaciais desde 1998.

Flexível, o protótipo batizado de Z-1 foi desenhado para que os astronautas façam manobras de maneira mais confortável e tenham maior habilidade ao caminhar.

O traje usado atualmente pela Nasa para caminhadas no espaço, conhecido como EMU (unidade extraveicular de mobilidade, em inglês), foi desenhado para a construção da Estação Espacial Internacional. Uma versão anterior da roupa, porém, foi usada nas missões Apollo.

O objetivo agora era produzir uma roupa mais versátil que pudesse enfrentar qualquer missão. E, para onde quer que os astronautas possam ser enviados no futuro --como Marte--, a agência queria ter a certeza de que eles estarão protegidos contra a radiação, por exemplo.

Não há uma data para a estreia do Z-1, mas ele poderá ser usado a partir de 2015.

COMO VESTIR

Uma das mudanças inclui a maneira de vestir o traje --é preciso abrir a parte de trás do capacete e entrar por ali.

Até então, os trajes da Nasa eram divididos em duas peças, enquanto os russos já usam a entrada pelo capacete desde 1977.

Isso resolve alguns dos problemas enfrentados pelos astronautas. Um deles é o uso de câmaras de ar comprimido para despressurização, um processo exaustivo. No entanto, com a nova "porta" de entrada e saída, a roupa pode ser fixada na parte de fora da espaçonave e o astronauta pode simplesmente entrar no traje ou sair dele.

Para testar a performance do traje, a Nasa levou astronautas para o deserto, onde eles executaram ações similares às que podem ser feitas no espaço, como coletar pedras no solo.

Um problema, porém, foi detectado: seu peso. O novo protótipo pesa cerca de 72 kg, contra 45 kg do modelo atual. Mesmo em Marte, onde a gravidade é um terço da da Terra, esses quilinhos a mais podem fazer diferença.

Fonte: Folha