ONU alerta que existem 4,3 bilhões de excluídos digitais no mundo

ONU alerta que existem 4,3 bilhões de excluídos digitais no mundo

Os excluídos estão principalmente em zonas rurais de países em desenvolvimento, mesmo tratando-se de zonas que nos últimos cinco anos duplicaram o número de usuários

Cerca de 4,3 bilhões de pessoas não têm acesso à internet, mais do que os 3 bilhões que utilizam regularmente a rede mundial, segundo relatório de uma agência das Nações Unidas (ONU) divulgado nesta segunda-feira (24).

Apesar do claro aumento da utilização da internet, estimado em 6,6% para este ano em todo o mundo, as tecnologias de informação não chegam à maior parte da população mundial, 90% dos quais vivem em países em desenvolvimento, segundo o relatório anual da União Internacional de Telecomunicações (UIT).

Os excluídos estão principalmente em zonas rurais de países em desenvolvimento, mesmo tratando-se de zonas que nos últimos cinco anos duplicaram o número de usuários.

Em 2014, segundo o documento, 44% dos lares do mundo tinham acesso à internet, acima dos 40% registrados em 2013 e dos 30% em 2010.

Desigualdade espacial

O problema é que a distribuição é desigual. Nos países desenvolvidos, 78% dos lares têm acesso à rede.

Nos países de rendimentos médios e baixos são apenas 31%, e nos países mais pobres, 5%.

“É errado pensar que todo o mundo está conectado”, escrevem no relatório os analistas da UIT.

O relatório aponta, por outro lado, o aumento do fosso de conectividade entre zonas urbanas e rurais, não apenas nos países em desenvolvimento, como também em alguns dos países mais ricos.

Em países como Japão e Coreia do Sul, a diferença de penetração da internet nos lares urbanos é 4% superior à das áreas rurais, uma diferença que pode chegar aos 35% em países como Colômbia ou Marrocos.

Segundo o ranking da UIT, a Dinamarca é o país com mais alto nível de desenvolvimento de tecnologias de informação, em termos de acesso, utilização e conhecimento, seguida, pela ordem, da Coreia do Sul, Suécia, Islândia, do Reino Unido, da Noruega, Holanda, Finlândia, de Hong Kong e Luxemburgo.

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Fonte: Brasil Post