Pesquisas indicam que elefantes usam língua secreta para se comunicar

Pesquisas indicam que elefantes usam língua secreta para se comunicar

Fêmeas grávidas usam sons de baixa frequência para pedir proteção ao resto da manada

Pesquisadores do Zoológico de San Diego, nos Estados Unidos, revelaram nesta segunda-feira (22) ao jornal inglês DailyMail que, além de urrar com aquele som de trombeta, os elefantes também se comunicam usando uma linguagem que os seres humanos não conseguem ouvir.

As informações coletadas revelaram que as fêmeas usaram uma linguagem para se comunicar. As elefantas grávidas usaram sons de baixa frequência para contar ao resto da manada quando estavam para dar à luz.

A mensagem é um alerta aos outros elefantes para que, nos dias que antecedem o nascimento, procurem predadores que podem fazer mal aos recém-nascidos.

Os pesquisadores monitoraram as conversas de uma manada de elefantes africanos e descobriram que quando eles fazem uma espécie de murmúrio, a maior parte dele é muito baixo para ser ouvido pelas pessoas.

Chefiada por Matt Anderson, a equipe de estudiosos decidiu analisar essas conversas para tentar descobrir o que os animais estavam dizendo uns aos outros.

Os pesquisadores colocaram, em oito deles, uma coleira de couro de R$ 4.202 com um microfone no queixo, sistema de rastreamento de GPS e um dispositivo de gravação.

Os cientistas gravaram os bate-papos por 24 horas durante dez semanas. As gravações foram então combinadas com observações sobre os elefantes e com dados do GPS para contextualizar os sons.

Anderson, que é diretor do departamento de biologia do comportamento do zoológico, disse que os pesquisadores diziam pensar que os elefantes tinham um pequeno vocabulário, ?mas estamos descobrindo que ele é muito maior do que qualquer um possa ter imaginado?.

Ele acrescentou que a descoberta pode ajudar os pesquisadores a criar ambientes livres de estresse para os elefantes que crescem em cativeiro.

Agora, o próximo passo da equipe será a produção de um catálogo dos sons dos elefantes a partir da pesquisa.

Fonte: R7, www.r7.com