Start-up faz usuárias ‘capricharem no look’ para postagens no smartphone

Start-up faz usuárias ‘capricharem no look’ para postagens no smartphone

O app, gratuito e disponível para smartphones Android e iPhones, chama-se Dujour e é voltado para o mundo da moda

Em vez de ?tirar foto no espelho para botar no Facebook?, como diz o funk, as meninas agora podem publicar as próprias fotografias com suas melhores roupas num aplicativo desenvolvido aqui mesmo na Cidade Maravilhosa. O app, gratuito e disponível para smartphones Android e iPhones, chama-se Dujour e é voltado para o mundo da moda ? os usuários (principalmente usuárias) postam suas próprias imagens vestindo as mais variadas roupas e mostrando seus looks favoritos numa espécie de rede social móvel.

? As pessoas podem seguir os usuários, curtir (com um pequeno coração) os visuais mostrados, enviá-los para os amigos e também compartilhá-los em seus feeds no Facebook, Twitter ou Instagram ? diz Alexandre Van de Sande, designer de formação e um dos fundadores da Dujour, start-up homônima que desenvolve o programinha.

A empresa, que tem uma equipe de oito pessoas, acaba de se mudar para um casarão em Botafogo que funciona como uma cooperativa de start-ups, e seus fundadores, não faz muito tempo, ainda tinham outros empregos em sites. Agora, dedicam-se integralmente à empresa, que já foi convidada para apresentar o aplicativo em eventos em São Paulo (The Next Web), Nova York e San Francisco.

Com 85 mil usuários, a maioria de mulheres ? muitas adolescentes, mas também na faixa entre 35 e 40 anos ?, o app Dujour teve como inspiração inicial um blog de moda da esposa de Alexandre, Fernanda, que postava fotos de ?looks do dia?.

? Vimos que havia potencial nessa seara (dois sócios trabalharam no site Bolsa de Mulher) e, com a ajuda de R$ 20 mil emprestados de um amigo, começamos a desenvolver o produto em outubro de 2012. Depois ficamos um tempo na aceleradora Papaya Ventures, que investiu mais R$ 20 mil ? conta Alexandre.

Na temporada na Papaya, eles refinaram o produto e começaram a ganhar escala, tanto que se mudaram para a nova sede poucos dias. Além de receberem os convites internacionais, já se capitalizaram mais, através de investidores-anjo, e agora concluem as opções de modelo de negócio para monetização.

Segundo Alexandre, um dos caminhos da receita será casar o app com o mobile commerce ? ?muitas usuárias nos contatam querendo saber onde encontrar aquela blusa ou saia? ? e outro trabalhar diretamente com as grifes para divulgação. Mas uma das partes mais interessantes do projeto consiste num ?analytics? das peças de roupa, que está sendo montado aos poucos.

? Essa análise permitirá ao fabricante saber o que acontece com suas roupas depois que são compradas: quem está usando mais, em que cidades aquela peça está bombando, que outras peças são mais combinadas com ela (por exemplo, que saias as meninas preferem usar com determinada blusa), a faixa etária e assim por diante ? diz o executivo.

Outros planos são criar áreas feminina e masculina no app. E também adaptá-lo para tablets Android e para o iPad (no momento o aplicativo só funciona em smartphones).

Fonte: O Globo