Aprenda como tirar proveito de redes sociais sem perder sua produtividade

Especialista alerta: excesso pode atrapalhar desenvolvimento da carreira


Veja como tirar proveito de redes sociais sem perder produtividade

Os jovens que passam horas navegando pelas redes sociais durante o horário de trabalho podem prejudicar seu futuro profissional. O alerta é de Manoela Costa, gerente da Page Talent, unidade de negócios da Page Personnel dedicada ao recrutamento de estagiários e trainees. Segundo ela, jovens que não sabem utilizar o Facebook, Twitter, LinkedIn e outras redes de forma equilibrada podem comprometer sua trajetória profissional.

?As redes sociais fazem parte do cotidiano desses jovens. A maioria acessa diariamente pelo smartphone ou pelo computador. O que tem de ser ponderado é a quantidade de horas que esses profissionais passam conectados às redes durante o horário de trabalho. Muitos perdem a concentração, o foco e acabam deixando de realizar ou atrasando a entrega de projetos importantes. O jovem precisa ficar atento ao uso das redes para que isso não seja um entrave no desenvolvimento de sua carreira?, diz.

Por meio de um levantamento realizado nacionalmente em novembro de 2012 com cerca de 200 estagiários e trainees, a Page Talent procurou entender se os jovens utilizavam as redes sociais e por quanto tempo ficavam conectados nesses sites. Quase metade dessa amostra (46%) afirmou que checa as redes sociais durante o horário de trabalho. E 42% desse mesmo público confidenciou que passa ao menos uma hora por dia ligado nas redes de relacionamento durante o expediente. Além disso, um terço dos entrevistados reconheceu que a atividade pode atrapalhar na produtividade.


Veja como tirar proveito de redes sociais sem perder produtividade

Segundo Manoela, a produtividade de um profissional em suas horas de trabalho é um quesito muito utilizado em avaliações periódicas. ?Os gestores sempre avaliam o que você conseguiu produzir dentro das horas de trabalho que cumpriu. Os que trabalham em carga horária regular e não conseguem alcançar suas metas, desde que plausíveis e normalmente atingidas pelo restante da equipe, normalmente são os que têm a tendência de acessar as redes com maior frequência ? ou os que estão sempre conectados no celular?, afirma a especialista.

?Claro que não podemos generalizar. Há outros fatores que influenciam na produtividade dos jovens profissionais, como falta de autonomia, de conhecimento, de experiência e de uma gestão bem direcionada e influenciam muito nos resultados finais apresentados por cada profissional?, diz.

Para ela, as redes sociais são benéficas e também podem ser uma aliada no ambiente profissional. ?Com elas há a possibilidade de se conectar com pessoas-chaves do seu negócio, de se manter informado sobre as empresas relacionadas ao seu ramo de atuação e até mesmo levantar informações relevantes a respeito de qualquer aspecto do dia a dia de trabalho. Para os que não conseguem deixar de acessar as redes durante o expediente, faça isso com inteligência. Assim elas podem melhorar sua produtividade em vez de prejudicá-la", aconselha.


Veja como tirar proveito de redes sociais sem perder produtividade

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Requisito para contratação

Assim como as empresas estão de olho na produtividade de funcionários que costumam usar redes sociais, as companhias também têm usado os sites de relacionamento para avaliar se os candidatos têm o perfil adequado para fazer parte do seu quadro de funcionários.

O estrategista em marketing Gabriel Rossi afirma que o comportamento nas redes sociais conta no momento da seleção do candidato, além de todos os tradicionais requisitos procurados pelas corporações como experiência, dinamismo e segundo idioma.

?A aferição de perfis em redes sociais já virou hábito de setor de recursos humanos em grandes empresas. E há até casos de companhias que pedem para que os candidatos enviem os links de seus perfis nas redes sociais junto com o tradicional currículo. É aí que está a importância de pensar antes de incluir algum comentário no Linkedin, Facebook, Twitter, Orkut ou até mesmo fotos no Instagram. As empresas avaliam a postura, gostos e comportamento geral dos candidatos?, diz.

Mas, segundo ele, as redes não podem ser encaradas como fonte de pontos negativos, mas podem ser usadas para construir networking e demonstrar o domínio sobre determinados temas. ?Há perfis que valorizam alguma característica do candidato, como a predileção por esportes ou atividades beneficentes. E isso conta na escolha do profissional pela empresa?, diz Rossi. ?Mas casos, por exemplo, de falar mal dos antigos colegas de trabalho, do ex-chefe ou da empresa na web demonstram falta de ética, de respeito e de profissionalismo, mesmo que a pessoa tenha razão em sua reclamação. É importante lembrar que grande parte do que se faz na internet fica registrado tanto nas timelines quanto em sites de buscas. São os ?rastros digitais?. Isto, com certeza, depõe contra ou a favor do candidato?, diz.

Adicionando colegas

A maioria dos executivos brasileiros não vê problemas em adicionar colegas de trabalho na rede social Facebook, segundo pesquisa realizada pela Robert Half, empresa de recrutamento especializado.

O estudo revela que 41% dos profissionais que atuam no país se sentem muito confortáveis em adicionar os chefes na rede social e 51% quando são apenas colegas de trabalho. O levantamento foi realizado com 1.775 pessoas em 13 países e grandes centros.

Enquanto no Brasil os executivos se sentem confortáveis em adicionar contatos profissionais no Facebook, o levantamento aponta que na média mundial apenas 19% se sente muito confortável em se tornar amigo dos superiores na rede social.

Para Daniela Ribeiro, gerente sênior das divisões de marketing e vendas e engenharia da Robert Half, é importante saber segregar as redes sociais. ?É comum vermos a migração dos assuntos profissionais para o Facebook. A recomendação é de que as questões pessoais fiquem restritas ao Facebook e profissionais ao LinkedIn e Twitter?, diz. ?A preocupação maior, além da marca que o profissional representa, é a marca dele mesmo?, alerta.

Fonte: G1