WhatsApp vira alvo de hackers; saiba como se proteger

Veja abaixo sete dicas que vão ajudá-lo a manter seu WhatsApp seguro, seu smartphone e, consequentemente, todas as senhas e informações pessoais armazenadas no dispositivo móvel.

Com a expansão do WhatsApp --que tem ganhado em média 25 milhões de novos usuários por mês, segundo levantamento da própria empresa--, o aplicativo tem virado um dos principais alvos dos invasores de smartphones. É o que aponta Rovercy de Oliveira, especialista em segurança da informação da consultora Real Protect.

"Toda a ferramenta que é muito utilizada acaba chamando a atenção dos usuários maliciosos e não é diferente com o WhatsApp", diz Oliveira, que destaca a importância do 'bom uso' da ferramenta e da 'proteção' do smartphone para que você não seja pego por esse tipo de vetor cada vez mais utilizados pelos hackers. "É uma questão de educação digital", enfatiza.

Veja abaixo sete dicas que vão ajudá-lo a manter seu WhatsApp seguro, seu smartphone e, consequentemente, todas as senhas e informações pessoais armazenadas no dispositivo móvel, que se caírem nas mãos erradas podem causar um verdadeiro estrago.

1. Instale e mantenha atualizado um antivírus

Para se proteger de possíveis invasores, o primeiro passo, de acordo com Oliveira, é instalar e manter atualizado um antivírus, que desde que os celulares adotaram as funções de um computador, se faz cada vez mais necessário. "O mercado possui ótimas opções gratuitas e pagas, tanto para Android quanto para iOS", afirma o especialista.

A medida, segundo ele, ajudará o usuário a manter seu celular seguro contra invasões como vírus, trojans (programas maliciosos que entram no computador e criam uma porta para uma possível invasão), vulnerabilidades no sistema, adwares (programa que executa automaticamente e exibe uma grande quantidade de anúncios sem a permissão), spywares (programas automáticos que recolhem informações sobre o usuário, sobre os seus costumes na Internet e os transmitem) e outras pragas virtuais.

Ter um antivírus não significa, porém, que não será preciso tomar os demais cuidados de segurança. "Por melhor que seja o antivírus, ele não detecta 100% das ameaças. Como eles analisam comportamentos e/ou assinaturas, acabam não detectando novas ameaças ou comportamentos que, incialmente, não se demostram maliciosos", explica Oliveira.

2. Apague periodicamente as conversas

Não transforme o seu WhatsApp em um arquivo de sua vida. O ideal, conforme orientação de Oliveira, é que as conversas sejam apagadas periodicamente. Ainda que o aplicativo de bate-papo salve automaticamente no celular as fotos e vídeos visualizados na tela, é possível --e bastante recomendado-- que a opção seja desabilitada.

Também é recomendado que informações sigilosas, tais como senhas e dados bancários, não sejam transmitidas pela ferramenta, mesmo que para pessoas confiáveis. "Quem te garante que o celular desse amigo é seguro?", questiona o Oliveira. Quando necessário passar esse tipo de dados, opte por um telefonema. "Mas, se o WhatsApp for a única solução, lembre-se de apagar o histórico e pedir que o receptor faça o mesmo."

3. Não receba arquivos de desconhecidos

Evite receber arquivos de desconhecidos, bem como baixar fotos, mensagens de voz ou vídeos quando não tiver certeza da origem do conteúdo. "Um cuidado que deve ser estendido --ainda que em menor grau-- aos materiais divulgados pelos amigos, que mesmo sem saber, podem estar propagando vírus", diz Oliveira.

Recentemente, segundo o especialista em segurança da informação, foi descoberto um código malicioso, chamado J.Laucher, que chega por meio da troca de dados por mensagem e se instala no smartphone de maneira imperceptível. O malware permite que o invasor acesse arquivos como fotos, conversas no WhatsApp, vídeos, acesso a sua lista de contatos, acesso as suas mensagens de voz e até mesmo interceptar chamadas telefônicas. "Em alguns casos, o usuário malicioso consegue até manter total controle do smartphone."

4. Cuidado redobrado com os grupos

"Quanto mais pessoas em uma conversa, menor o controle", aponta Oliveira, que afirma que os grupos --comuns no aplicativo-- podem conter arquivos contaminados sem que os demais membros saibam. A recomendação, portanto, é manter cuidado no compartilhamento de dados. As informações podem estar infectadas e o risco de ser infectado involuntariamente é ainda maior.

5. Se atente às imagens comprometedoras

Procure não divulgar fotos íntimas no aplicativo de bate-papo para evitar que futuramente seja mais uma vítima da "vingança pornô" ou que as imagens --caso caiam na mão de usuários maliciosos-- sejam usadas como uma possível moeda de troca.

Oliveira recomenda ainda o cuidado com a troca de fotos de pedofilia, sexo e racismo, mesmo que se tratem de piadas de mau gosto. "Apesar de ser bastante comum no WhatsApp, essas práticas são consideradas crime e, ainda que não concorde com elas, pode ser considerado conivente simplesmente por armazenar esse tipo de imagem em seu smartphone." Essa é mais uma razão para você desabilitar a opção que salva automaticamente no computador as imagens vistas na tela.

6. Redes públicas de Wi-Fi

Evite ao máximo as redes públicas de Wi-Fi, que, de acordo com o especialista em segurança da informação, são perigosas não apenas para quem usa WhatsApp, mas para qualquer tipo de aplicativo que transmita dados pela web.

"As redes públicas corporativas são, teoricamente, mais seguras, já que temem manchar sua imagem mediante qualquer invasão. Duvide das redes privadas de desconhecidos, principalmente daquelas que não possuem senha para acesso", orienta Oliveira. "Na dúvida: não se conecte. É melhor ficar sem internet do que o transtorno de ter todos os seus dados roubados."

7. Bloqueie o smartphone

É importante também adotar uma senha de acesso smartphone para se proteger dos invasores, que nem sempre são virtuais. Entre as senhas numéricas e de reconhecimento de padrão, Oliveira aponta a primeira opção como a mais segura. "É mais fácil para os espiões de plantão ver o desenho do que os números." Alguns modelos disponibilizam ainda a biometria como proteção.

Fonte: Uol