Teresina se torna polo de eventos científicos em 2014

Teresina se torna polo de eventos científicos em 2014

Teresina está se tornando a capital dos eventos científicos este ano. Somente nas três universidades públicas já aconteceram quase 80 eventos científicos, entre encontros, simpósios e congressos

A cidade de Teresina está se tornando a capital dos eventos científicos este ano. Somente nas três universidades públicas já aconteceram quase 80 eventos científicos, entre encontros, simpósios, congressos e semanas nas mais diferentes áreas, que visam discutir e disseminar trabalhos e projetos científicos. Na Universidade Estadual do Piauí (UESPI) houve 16 eventos e mais seis estão marcados para as próximas semanas, tanto na Universidade Federal Piauí (UFPI) e no Instituto Federal do Piauí (IFPI), cerca de 30 já aconteceram em 2014 em cada instituição.

É no mês de outubro que a maior parte desses eventos está sendo realizada. Semana passada aconteceu na UFPI, a XI Semana de História: “Oficina de Clio: O método do historiador no limiar do século XXI” que visa criar espaços de discussões e de práticas a respeito da metodologia no campo da História. De acordo o organizador, professor Stenio de Sousa Everton, a semana foi resgatada após cinco anos sem nenhum evento específico na área e agora deverá fazer parte do calendário anual do curso de História da instituição. “Há cinco anos que os estudantes não tinham a oportunidade de participar de um evento científico como este. Foram meses de planejamento para organizar uma semana voltada para os graduandos e pós-graduandos, sendo de suma importância para a formação intelectual e profissional de cada um. Assim como todos os eventos que estão acontecendo na UFPI queremos fazer essa integração entre professores renomados, os que já saíram da universidade e os que estão entrando”, explica.

Ainda segundo o professor, a programação aborda diversos temas que não são vistos dentro da grade curricular do curso, relacionando História a pontos como a internet, a oralidade, a cultura e a educação. Sendo a área de atuação do historiador o ponto comum dentro desses aspectos, pois o campo da História é amplo, por isso existe uma dificuldade no trabalho do pesquisador tanto em formação quanto o profissional em conseguir focar em determinado tema sem que haja um desvio do conteúdo.

A XI Semana de História reuniu cerca de 200 participantes, 10 palestrantes renomados e mais 12 que ministraram os minicursos. O professor Ricardo Arrais lembra que na I Semana de História em que organizou há quase 30 anos na década de 1980, não se compara aos eventos científicos atuais, pois a participação do estudante se limitava apenas a ouvinte. “Eu fui o presidente do Centro Acadêmico de História e o idealizador da Semana e naquela época somente os palestrantes mostravam seus trabalhos e os discentes pouco compareciam. Hoje, os estudantes são ativos dentro desses eventos, que são voltados inteiramente para troca de experiências e interação acadêmica. Dessa forma conseguimos evoluir dentro do nosso curso tanto profissionalmente quanto na área da pesquisa”, revela.

Ainda dentro do evento ocorreu um Simpósio Temático, em que os estudantes têm a oportunidade de apresentar trabalhos científicos para a comunidade. São 26 artigos científicos relacionados a História e Gênero, Historiografia, Cultura e Sociedade, Desafios do Ensino e disputas teóricas e práticas urbanas.

Eventos científicos criam parcerias com outros centros de ensino

A quantidade de eventos científicos em Teresina é o resultado do reconhecimento das universidades sobre a importância de organizar e promover a troca de informações entre estudantes e pesquisadores renomados. Para o pró-reitor de Pesquisa da Universidade Estadual do Piauí, Geraldo Luiz, são essas oportunidades que o graduando possui para realizar pesquisas não somente para sua área, mas também para a sociedade. “Esses eventos acabam servindo de incentivo e motivação para o estudante produzir, como também conhecer de perto os pesquisadores que tanto estudam em sala de aula. São momentos ímpares em que todos saem ganhando com essa troca de informações”, revela.

Ainda segundo Geraldo, são nessas ocasiões que surgem as parcerias com as mais diferentes universidades, pois os pesquisadores convidados vêm de outros estados ou mesmo da Europa e América Latina com uma linha de pesquisa que também gera interesse pelos pesquisadores locais, por isso, surge a possibilidade de investimentos na área ou mesmo conseguir bolsas para os estudantes tanto de graduação quanto mestrado ou doutorado.

Fonte: Rhauan Macedo