Três casos de Zika são confirmados em Teresina

ssim como a dengue e a chikungunya, a Zika tem como única prevenção

O inquérito investigativo para confirmar a ocorrência da Zika em Teresina, que aconteceu no mês de junho deste ano, foi divulgado pela Fundação Municipal de Saúde (FMS) nessa quinta-feira (16). De 19 amostras de sangue, três deram resultados positivos.

O vírus da Zika que tem período de incubação em torno de quatro dias, é transmitido por meio da picada do mosquito Aedes aegypti. Os pacientes atingidos pelo vírus adquirem sintomas como: febre, dores musculares, manchas vermelhas no corpo, inchaço nas extremidades e dor atrás dos olhos, que também podem ficar vermelhos.

De acordo com Amariles Borba, diretora de Vigilância em Saúde da FMS, a doença Zika é de fácil cura. “A diretoria de Vigilância da FMS sempre esteve atenta ao vírus, tendo em vista que a transmissão se dá por meio da picada do mosquito Aedes aegypti, o mesmo transmissor da dengue.

Apesar disso, a Zika é uma doença que tem uma evolução para cura”, ressalta a diretora. Para Amariles Borba, a diferença entre a dengue e a Zika está na incidência de mortes.

“A grande diferença é a letalidade. Enquanto a Zika tem recuperação rápida, a dengue, se não tratada adequadamente, pode se tornar grave e levar à morte. Daí a necessidade de procurar assistência médica logo nos primeiros sintomas”, alerta.

A diretora de Vigilância em Saúde acrescenta ainda que, devido aos sintomas semelhantes, pacientes com Zika podem ter sido diagnosticados com dengue.“As recentes confirmações da nova doença deram origem a uma curiosidade se teriam alguns casos de Zika sido confundidos com a dengue. É provável que sim”, destaca.

Assim como a dengue e a chikungunya, a Zika tem como única forma de prevenção o combate ao mosquito Aedes aegypti. E é sobre essa questão que alerta Luciano Nunes, presidente da FMS:

“Precisamos ficar vigilantes e evitar criadouros do mosquito em nossas residências, locais de trabalho e escolas. A FMS continua realizando atividades de educação em saúde por meio de palestras, fiscalização de agentes de endemias, ou seja, a luta contra o Aedes aegypti deve ser contínua, durante todo o ano”, explica.

Já que não há vacina contra a Zika, o tratamento se restringe ao uso de paracetamol que ameniza os sintomas da febre e dores. Além disso, é recomendado que o paciente mantenha-se hidratado.

Fonte: Virgínia Santos e Márcia Gabriele