UESPI ofertará cursos para assentados da reforma agrária

A iniciativa visa garantir o retorno dos conhecimentos adquiridos pelos assentados em benefício do espaço familiar, sem que estes tenham de se deslocar para trabalhar na área de formação

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) do Piauí assina na manhã desta terça-feira, 30, um convênio com a Universidade Estadual do Piauí (Uespi), que garante a criação de três cursos superiores voltados a atender os assentados da reforma agrária.

O Incra/PI por meio do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), que busca a ampliação dos níveis de escolarização formal dos trabalhadores rurais assentados, vai garantir os cursos de Geografia, que será ofertado no Campus da Uespi de São João do Piauí, Pedagogia, no campus da Uespi de Esperantina, e Agronomia, na Uespi de Parnaíba.

De acordo com Marcelo Mascarenhas, superintendente do Incra/PI, os cursos Geografia, Pedagogia e Agronomia foram escolhidos para contribuir com a educação voltada ao ensino superior dos assentados. “Esses cursos são ofertados dentro do Pronera e foram escolhidos esses três para melhorar a qualificação dos assentados. A reforma agrária envolve várias áreas do conhecimento para melhorar a vida dos assentados, inclusive a educação. E estamos dando importância também ao ensino superior”, afirma o superintendente do Incra/PI.

Para Marcelo Mascarenhas, a iniciativa visa garantir o retorno dos conhecimentos adquiridos pelos assentados em benefício do espaço familiar, sem que estes tenham de se deslocar para trabalhar na área de formação. “A expectativa é a qualificação dos beneficiados, para que estes possam atuar no seu próprio espaço, sem que esses tenham de se desligar do ambiente familiar. E assim, aplicando na prática o que aprendeu na teoria, conhecimentos em prol dos assentamentos”, garante o superintendente.

Os cursos terão quatro anos de duração, com o valor total do investimento de R$ 3.675.350,00. O público que será beneficiado serão os assentados da reforma agrária, assentamentos estaduais reconhecidos pelo Incra, assentamentos do crédito fundiário e comunidades quilombolas. O edital está previsto para ser em janeiro com 50 vagas para cada curso.


Fonte: Virgínia Santos e Márcia Gabriele