UESPI seleciona candidatos com transtorno obsessivo para pesquisa

UESPI seleciona candidatos com transtorno obsessivo para pesquisa

Laboratório de Neurociência Cognitiva está selecionando 96 voluntários para desenvolver uma pesquisa que visa a eficácia de um novo tratamento para portadores do Transtorno Obsessivo-Compulsivo

O Laboratório de Neurociência Cognitiva do Curso de Psicologia da UESPI está selecionando 96 voluntários para desenvolver uma pesquisa que visa a eficácia de um novo tratamento para portadores do Transtorno Obsessivo-Compulsivo, o TOC. Os interessados, entre 18 e 60 anos, devem apresentar sintomas excessivos de obsessão (pensamentos invasivos) e/ou compulsão (rituais, comportamentos repetitivos) ou diagnóstico da doença há, pelo menos, um ano.

O coordenador do Laboratório de Neurociência Cognitiva, o professor Eleonardo Rodrigues, explica que os voluntários selecionados serão divididos em dois grupos, um grupo experimental formado por 64 pessoas com TOC e outro formado por 32 controles saudáveis. “Os dois grupos passarão por uma ressonância magnética para realizar o estudo do cérebro de cada pessoa, após isso, serão submetidos a 12 sessões de psicoterapia por três meses e, por fim, será feita uma nova ressonância magnética, da qual será estudado o que mudou e os efeitos”, explica.

A pesquisa é uma parceria com a Secretaria Municipal de Saúde e o Centro Integrado de Reabilitação (Ceir) que disponibilizará o equipamento de ressonância magnética. O novo tratamento, sugerido pela pesquisa, tem por objetivo oferecer ao paciente com TOC uma maneira mais realística de avaliar seus próprios pensamentos de forma a ampliar e reestruturar suas crenças sobre o TOC possibilitando a modificação de estruturas cerebrais mantenedora do transtorno. “Durante o período de pesquisa, pretendemos comparar as duas formas de terapia, a de exposição e a cognitiva processual, mediante o emprego de neuroimagem, como a ressonância magnética, antes e após o tratamento com o objetivo de ajudar as pessoas que sofrem com esse transtorno”, observa Eleonardo Rodrigues.

Para serem aprovados, os voluntários não podem ter sido submetidos previamente ao tratamento psicoterapêutico de abordagem comportamental ou cognitivo-comportamental. Também não poderão participar indivíduos que possuam peças metálicas no corpo, como pinos, próteses, marcapasso e portadores de doença neurológica que comprometa a coleta.

Caso haja interesse em participar da pesquisa, entrar em contato com os pesquisadores Wilson pelos fones (86) 9978 9175, Pedro 8817 9159 ou pelo e-mail [email protected] ou ainda comparecer ao Serviço Escola do CCS/Uespi (3221 4948).

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Fonte: Rhauan Macedo