Universitário vira hit por conseguir lamber o próprio cotovelo e esticar o pescoço; vídeo

Universitário vira hit por conseguir lamber o próprio cotovelo e esticar o pescoço; vídeo

Moreno disse que percebeu na infância que conseguia fazer movimentos com o corpo que normalmente as pessoas não fazem.

Esticar o pescoço, lamber o cotovelo, inflar a língua e mexer um olho de cada vez. Estas são algumas das habilidades do estudante universitário Bruno Moreno, de 23 anos. Depois que um amigo postou na internet um vídeo mostrando as peripécias do rapaz, ele ficou conhecido por centenas de milhares de pessoas.

Moreno disse que percebeu na infância que conseguia fazer movimentos com o corpo que normalmente as pessoas não fazem. ?Na verdade eu faço isso desde que eu nasci. O curioso é que eu descobri que as pessoas não sabiam fazer isso. Eu lembro o dia que eu estava esticando meu pescoço e alguém virou assim para mim, ?o que você está fazendo cara?? Eu falei: esticando meu pescoço né!?, contou.





Com o tempo, Moreno foi aprimorando suas técnicas e começou a apresentar o ?Show do Torto?. O estudante explicou que já foi ao médico e o diagnóstico foi de frouxidão ligamentar ou hipermobilidade. Como indicação, ele fez uma reestrutura postural. Moreno convive normalmente com sua hipermobilidade e faz a alegria das pessoas apresentando seu espetáculo de contorcionismo.

O rapaz mora na cidade de Viçosa, na Zona da Mata de Minas Gerais, onde, além de estudar, desenvolve o projeto social ?De Jovem Pra Jovem?. ?É o melhor projeto que eu participei na vida inteira. Nós juntamos com alunos do Ensino Médio de Viçosa para poder criar novos projetos que provocam mudanças na cidade. A gente descobre quais são os problemas que incomodam eles e criamos soluções?, disse entusiasmado.

Segundo Moreno, o apelido ?Torto? pegou devido aos números de contorcionismo. Porém, ele disse que começou a ser chamado dessa forma devido ao estilo de jogar futebol. ?Todo mundo falava que parecia que eu jogava capoeira enquanto tava com a bola no meio do campo. Hoje em dia mais da metade das pessoas que eu conheço me chama de Torto, tem gente que nem sabe qual é o meu nome?, finaliza.

A frouxidão ligamentar ou hipermobilidade articular não é considerada uma doença. De acordo com a diretora da Associação Médica de Minas Gerais, Cláudia Fonseca Pereira, atualmente a medicina explica a hipermobilidade como uma diferença na amplitude dos movimentos, o que é considerado normal. ?Não é uma doença?, afirma a fisiatra.

Segundo Cláudia, a frouxidão é mais comum nas mulheres, e a mobilidade é potencializada depois da primeira menstruação. Contudo, conforme a fisiatra, independentemente do sexo, a partir dos 40 anos, as pessoas começam a perder, naturalmente, a elasticidade do corpo.

Ainda segundo a médica, a hipermobilidade tem fatores familiares e genéticos. ?É por isso que a gente vê famílias inteiras que trabalham com contorcionismo?.

Cláudia disse que as pessoas com frouxidão podem viver normalmente, mas é preciso alguns cuidados para se evitar entorses e luxações nos tornozelos, ombros e joelhos. ?É necessário fortalecer os músculos em volta das articulações e evitar movimentos errados. Esse fortalecimento evita também a artrose?, diz.

Ainda de acordo com a fisiatra, é importante que a pessoa faça uma avaliação médica para saber as limitações do corpo e evitar traumatismos.

Fonte: G1