Vacinas oferecem muito mais benefícios do que efeitos adversos, diz FMS

Vacinas oferecem muito mais benefícios do que efeitos adversos, diz FMS

O cumprimento do calendário de vacinação é a forma mais fácil de proteger a criança de uma doença e ainda melhor do que se submeter a um tratamento para se curar.

Ao nascer, com a trilha sonora do seu próprio choro, os bebês trazem consigo a vontade de viver e despertar alegrias por onde passam. Mas, para isso acontecer, é claro que alguns cuidados dos pais terão que ser tomados ao longo da criação dessas crianças.

Um ponto importante a ser levado em conta, que são provas de amor, carinho e cuidado, é a saúde dos filhos. E logo no nascimento e até antes mesmo dele acontecer, este cuidado é indispensável. Uma das formas de promover a saúde dos filhos é através da vacinação, que deve ser iniciada logo após o nascimento das crianças e é a forma mais fácil de se proteger de uma doença e ainda melhor do que se submeter a um tratamento para se curar.

É pensando desta forma que a autônoma Ana Cláudia Pereira sempre leva os seus três filhos aos pontos de vacinação para receberem a imunização no período certo. Desde o nascimento do filho mais velho, Victor Gabriel, de 8 anos, ela tem o cuidado de acompanhar a caderneta de vacinação dos seus filhos mantendo sempre em dia as vacinas.

“Sempre acompanhei para que ele não corresse o risco de pegar doenças”. Agora, após o nascimento das outras filhas, Sarah Maria, 5 anos e Mariane Carvalho, 3 anos, ela continua seguindo o cronograma estabelecido no calendário de vacinação. “Fazendo isso tenho a segurança de saber que certas doenças não farão parte da vida deles, ou, pelo menos, serão mais leves, como o sarampo, a papeira, dentre outras”, coloca Ana Cláudia.

De acordo com a diretora de Vigilância em Saúde da Fundação Municipal de Saúde - FMS, Amariles Borba, é fato científico que as vacinas trazem muito mais benefícios do que os possíveis efeitos adversos e por isso o calendário nacional de imunização deve ser ressaltado constantemente, visto o risco das doenças. “Se hoje não temos casos de paralisia infantil é porque as pessoas receberam a vacina. Se antes tínhamos muita diarreia, já tem uns 6 anos que implantamos a rotavírus, e este número diminuiu, também devido à vacina”, informou.

Reação maior é de proteção

Orientados de maneira errônea, ou apenas através de informações disponíveis na internet, os pais que não vacinam os filhos põem em risco não apenas a própria criança, mas toda a população, pois algumas doenças simples podem ter consequências graves.

“Estas pessoas ficam inventando hipóteses sem comprovação. As vacinas têm efeitos adversos, mas o benefício é ainda maior. Já houve tentativas de não fazer a vacina BCG, e a tuberculose se manifestou de maneira drástica, fazendo meningite e a tuberculose miliar”, comenta Amariles Borba.

Ela explica ainda que qualquer produto que se coloca dentro do corpo, seja passando ou ingerindo, sempre será algo estranho, pois o corpo foi construído para reagir a estranhos que chegam dentro dele. “A vacina é um estranho. Então o corpo vai reagir e a ideia da vacina é essa mesmo: você colocar algo estranho no corpo e ele reagir formando anticorpos para se defender deles”, complementa.

No caso de Ana Cláudia, em todas as vacinas já tomadas pelos seus filhos, a reação foi apenas de proteção. “Para não dizer que eles não sentiram nada, só tiveram a reação básica, aquela que eles já avisam que a criança pode ter”, conclui a mãe.

Não alcance das metas é multifatorial

Atualmente, o Brasil é um país livre da poliomielite, mas segundo informações da Organização Mundial de Saúde (OMS), 10 países registraram casos da doença entre 2013 e 2014. Em relação ao sarampo, entre 2013 e 2014 foram registrados 596 casos da doença no país, com maior concentração nos estados de Pernambuco e Ceará. Estes dados mostram a importância da vacina.

Mesmo assim, alguns pais estão se inserindo em um movimento crescente nos Estados Unidos e na Europa: o de pais que encaram com desconfiança o grande número de vacinas dadas nos primeiros meses de vida do bebê e optam por adiá-las ou mesmo eliminá-las. Mas este movimento não justifica o não cumprimento das metas estabelecidas nas campanhas de vacinação.
Amariles Borba explica que uma série de fatores estão relacionados a isso.

O primeiro deles é a mudança das datas das campanhas e a falta de interesse dos pais; outro da não valorização das crianças. “Como é que você consegue vacinar em um único dia 130 mil gatos e cachorros e em dois meses não consegue vacinar 56 mil crianças menores de 5 anos? Se os dois seres vivos não vão ao local de vacinação sozinho?”, indaga a diretora ao frisar que os vírus e as bactérias ficam adormecendo e podem voltar.

O Piauí ficou entre os estados que não alcançaram a meta de vacinar 95% das crianças contra sarampo e poliomielite. Foi a pior cobertura do Nordeste e a campanha teve que ser prorrogada. Segundo dados do Ministério da Saúde, a cobertura de vacinação contra a poliomielite foi de 79,57%, e contra o sarampo, de 65,59% no território piauiense. “Fizemos 20 mil folders para as campanhas ano passado e demos várias entrevistas na imprensa, mas as pessoas não levaram os filhos”, lamenta.

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Fonte: Aline Damasceno