Veja 4 motivos para não acreditar que vacinas vencidas causam Zika

A mensagem mentirosa é um risco para a saúde pública

Existe um boato circulando pelas redes sociais de que o surto de microcefalia no país, a deficiência no desenvolvimento do cérebro de bebês, não é causado pela infecção de mulheres pelo zika vírus durante a gravidez. Internautas têm espalhado a informação - falsa - de que os casos são resultado de vacinas de rubéola vencidas, aplicadas em gestantes. A mensagem mentirosa é um risco para a saúde pública.

Mosquito Aedes aegypti (Crédito: Reprodução)
Mosquito Aedes aegypti (Crédito: Reprodução)


1) As mulheres grávidas não são vacinadas contra a rubéola. O calendário nacional de vacinação prevê que essa imunização deve ser aplicada aos 15 meses de vida.

2) Todas as vacinas distribuídas pelo Ministério da Saúde são seguras. Não há nenhuma evidência científica publicada no Brasil ou em outro país de que haja relação entre as vacinas e a microcefalia.

3) Ainda que por alguma hipótese uma vacina esteja vencida, o vírus atenuado, presente na vacina, não tem condições de causar uma infecção tão grave. "Não existe a possibilidade da microcefalia ser causada pelo vírus vacinal da rubéola”, diz a médica-infectologista Thaís Guimarães, presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia.

4) Em outros países, o zika vírus também causou microcefalia. A informação do boato de que não existe relação entre o zika e deficiência de desenvolvimento não é verdadeira.

Esse tipo de mensagem enganosa que circula pelas redes sociais é muito perigosa. Neste momento, o mais importante é levar informações corretas às gestantes para que elas possam se proteger adequadamente do mosquito Aedes aegypti, transmissor do zika vírus.

Caso as pessoas acreditem que a causa da microcefalia foram vacinas vencidas, podem relaxar na proteção - roupas compridas, uso de repelentes e evitar expor-se ao mosquito - e ficarem vulneráveis à infecção. Na dúvida, não compartilhe informações cuja veracidade você não pode verificar. Com informação não se brinca – muito menos quando ela envolve vidas.

Fonte: Com informações da Revista Época