Vizinhos alimentam animais presos há seis meses em uma casa vazia no DF

O morador Wallison Leal conta que é possível ouvir os animais sofrendo com fome todos os dias.

Um cachorro e nove gatos são mantidos presos em uma casa abandonada em Sobradinho II, no Distrito Federal , há pelo menos seis meses, segundo vizinhos. Os animais sobrevivem graças à ajuda de pessoas que moram nas proximidades do imóvel.

O morador Wallison Leal conta que é possível ouvir os animais sofrendo com fome todos os dias. "Você pode passar aqui de dia que os gatos estão miando, o cachorro latindo com fome, porque eles não têm outro meio de sobreviver."

Imagens feitas por um dos vizinhos mostram os gatos tentando pegar a comida deixada na porta da residência.

O cão fica em outro cômodo da casa, separado dos gatos. É possível vê-lo pela janela com vidros quebrados, por onde os moradores oferecem comida ao animal. Pelas imagens, é possível ver que o cachorro vive em condições precárias, com comida estragada e cercado por materiais de construção acumulados.

Apesar do flagrante de maus tratos, os animais não podem ser retirados da casa porque não têm para onde ir, já que os abrigos no DF estão lotados. Uma campanha da Associação Protetora dos Animais nas redes sociais procura novos donos para os bichos abandonados.

"Quem tiver um lar para ele, vai ser uma excelente companhia. Ele é carinhoso, bem dado", disse a diretora da associação, Valéria Sokal. "A pessoa deixou o animal ali sem a devida higiene, alimentação adequada, o ambiente adequado. Claramente sinal de maus-tratos."

Nesta terça-feira (8), a Polícia Militar Ambiental foi até o local para verificar a situação. Segundo a PM, a dona do imóvel já foi localizada e vai responder pelo crime de maus-tratos. Se for condenada, ela pode pegar até um ano de prisão.

"Tem o flagrante, a polícia pode entrar, só que o ideal seria que já tivesse um receptor para os animais. Seria ideal que alguém continuasse com os cuidados que os vizinhos estão prestando", afirmou o 1º tenente da PM Cristiano Rocha.

Fonte: G1