Vizinhos tentam linchar mulher suspeita de botar fogo em favela

Vizinhos tentam linchar mulher suspeita de botar fogo em favela

A associação de moradores local impediu o espancamento com um cordão de isolamento.

A mulher apontada pelos moradores da favela do Moinho, no centro de São Paulo, como responsável pelo incêndio que destruiu pelo menos um terço de seus barracos teve que ser escoltada para fora da comunidade. Ela foi arrastada por cerca de 200 pessoas pelas vielas da favela, sob os gritos de "Lincha, lincha, lincha". Moradores dizem que ela botou fogo no barraco em que vivia, e as chamas se alastraram pela favela.

A associação de moradores local impediu o espancamento com um cordão de isolamento e a moça saiu de lá com a Guarda Civil.

Questionado sobre o motivo do incêndio, o secretário Edison Ortega (Segurança Urbana) disse ser "possível que as características do dia de hoje [tempo seco] tenham feito com que um pequeno fogo se alastrasse rapidamente pela comunidade".

Ao menos uma pessoa, ainda não identificada, morreu no incêndio. O corpo foi encontrado em um prédio invadido ao lado da favela e que também foi tomado pelo fogo.

O prédio corre o risco de cair. "O prédio está totalmente comprometido. As guarnições não podem entrar. Precisamos esperar chegar a uma temperatura ideal. Ele apresenta rachaduras e queda de reboco, com risco iminente de desabar", afirmou o capitão dos bombeiros Marcelo Carnevale.

A previsão é de que os bombeiros consigam entrar no edifício na manhã desta sexta-feira e então poderão verificar se existem mais vítimas.

Três ministros do governo federal que acompanhavam a presidente Dilma Rousseff em visita à São Paulo estiveram no local do incêndio: Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral), Maria do Rosário (Direitos Humanos) e Tereza Campello (Desenvolvimento Social e Combate à Fome).

Fonte: Folha.com