O PT continuará a dar todas as cartas nas próximas eleições, sem o temido desgaste natural de quem passa oito anos à frente do executivo, lá e cá. Não por menos, os partidos da base aliada se movimentam e acompanham os indicadores que apontam o presidente Lula como o grande eleitor da sucessão de 2010. Por muito menos ainda, o PMDB nacional começa a pensar numa aliança global que submeta coligações nos estados ao projeto nacional. E vice-versa. Esta também é a estratégia do PT, como já foi colocado na coluna há alguns dias, mas que ganha força na principal e maior corrente da sigla, a Construindo um Novo Brasil (CNB). A Folha de São Paulo, neste domingo, chegou a falar em “enquadramento de petistas que contrariem aliados de Dilma”, tese defendida pela CNB que também quer que o PT abra mão de estados para eleger presidente, ou melhor, a presidenta.
“O João Vicente Claudino é o candidato mais afastado do PT”,
disse o diretor geral do Detran, Jesus Rodrigues, pré-candidato a deputado federal.
Reação em cadeia
Considerando a estratégia nacional, o deputado Marcelo Castro está bem na fita e pode sair lucrando numa negociação entre PT e PMDB. É nisso, inclusive, que aposta o peemedebista.
Dois por um
A questão é que a negociação nacional pode desconsiderar o Piauí. Não custa lembrar que o Estado não chega a 2% do eleitorado no país. Outra coisa: considerando também o cenário, quem estará à frente do Palácio de Karnak será Wilson Martins, do PSB.
Vale tudo
O Governo Federal resolveu ignorar as regras da Lei de Responsabilidade e liberar recursos para projetos e obras nos estados e cidades que estão em débito com a União. O levantamento mostra que Teresina está entre as 16 capitais brasileiras em situação irregular. E o prefeito Sílvio Mendes pode, no entanto, alegar rigor na análise das contas.
Na ponta do lápis
O Governo Wellington Dias não está livre desta responsabilidade e o Piauí também tem seu nome apontado no levantamento do Portal da Transparência, mantido pelo Governo Federal.
Sinceridade à prova
Não se tem mais dúvidas no PT sobre a candidatura do governador Wellington Dias ao Senado.
Questionado sobre o assunto, o secretário Assis Carvalho foi direto: “isso não se discute mais”.
O conselheiro Olavo Rebêlo e o deputado Osmar Júnior colocaram o papo em dia com o empresário Ulysses Morais, o médico Eliziário Cardoso e o Pinheiro, durante festival de inverno que movimentou a cidade de Pedro II.
Breves
Mão Santa segue os passos dos ex-governadores Garotinho (RJ) e Joaquim Roriz (DF). O primeiro saiu do PMDB, quando teve inviabilizada sua candidatura, o segundo ameaça deixar a sigla se não lhe entregarem o comando.
O corpo do bebê de um ano foi encontrado. Sobe para oito o número oficial de mortos na tragédia da barragem de Algodões I, em Cocal.
O deputado Ismar Marques fez a trilha da Cachoeira do Salto Liso, em Pedro II, durante sua estada na cidade por conta do festival de inverno. A caminhada de 30 minutos exige muito fôlego porque a trilha sobe e desce ladeiras de pedras íngremes, mas o esforço vale a pena.