Com ânimos acirrados e um clima pesado. Foi assim a reunião, ontem, no Palácio de Karnak, com representantes da Caixa Econômica Federal, Wellington Dias e a coordenação do PAC no Piauí. A tensão chegou ao ponto de o governador ameaçar a engrossar o coro dos descontentes em Brasília e pedir a saída do banco ou acabar com o monopólio da CEF na operacionalização do Programa de Aceleração do Crescimento.
Como já foi explicado pela coluna, o nó se encontra na liberação das medições para pagamento às construtoras pelo serviço entregue. Atento às portarias editadas pelo Ministério das Cidades, que visam acelerar os procedimentos, o Palácio de Karnak tem questionado as dificuldades encontradas para que os órgãos trabalhem em plena sintonia e não haja tantos desencontros pautados na formalidade e burocracia dos atos administrativos.
É de se imaginar o quão delicada foi a reunião quando se lembra que Wellington Dias é funcionário da Caixa Econômica e, portanto, conhece todos os trâmites possíveis e necessários para desatar tantos nós.
Jogo duro
Com o aceno do PMDB, o senador Mão Santa não poderá dizer no futuro que o partido lhe negou legenda. A situação se inverteu e, agora, poderá ser acusado de ter deixado a sigla porque não queria trabalhar para eleger um candidato próprio, no caso, o deputado federal Marcelo Castro.
Façam suas apostas
Mão Santa ficou, literalmente, numa saia justa. Não pode adotar o silêncio e ainda vai ter que dizer se fica no PMDB diante da disposição de seus pares de votar nele.
Poder de convencimento
Já o ex-ministro João Henrique Sousa está convencido que o melhor a fazer é disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. De acordo com o deputado Warton Santos, este foi um gesto de humildade e abriu caminho sem intrigas para que o senador Mão Santa permaneça no PMDB.
Fica para a próxima 1
A oposição não ficou no plenário da Assembléia para ver a explanação do secretário de Fazenda, Antônio Neto, sobre a situação financeira do Estado. Engraçado que foram os próprios que falaram em trégua desde que Neto apresentasse os balanços oficiais.
Fica para a próxima 2
Um dos argumentos dos tucanos foi um compromisso com o prefeito Sílvio Mendes anteriormente agendado. Mas minutos antes da chegada do secretário os deputados Roncalli Paulo e Tererê se reuniram com Marden Menezes em seu gabinete.
O outro lado da história
A Prefeitura de Teresina esclarece que enviou ao secretário Fernando Monteiro as propostas de ações de trabalho referentes às intervenções emergenciais provocadas pelas enchentes na cidade. O ofício nº 313/2009, de 19 de maio, atesta a entrega da documentação e encontra-se arquivado na Secretaria Municipal de Planejamento.
Segundo round
Não vale a pena criar polêmica por falta de informação. Foi o que disse, sem meias palavras, o governador Wellington Dias na troca de farpas velada com o prefeito Sílvio Mendes. É o segundo embate direto em que os dois “parceiros” não se entendem por conta dos recursos para recuperação das enchentes.
Trânsito livre
Quem quiser conferir o Congresso Internacional de Arte Rupestre, em São Raimundo Nonato, seguir de carro sem cair em buracos, basta optar pela estrada que passa por Oeiras e Simplício Mendes.
Arrumando o quarto
A propósito, o presidente Lula pode até não vir para o evento. Mas, uma suíte presidencial está sendo preparada para receber Vossa Excelência no Hotel da Rede Rimo.
Lotação
Como dito ontem, o novo diretor-geral do Senado, Haroldo Tajra, é funcionário de carreira da Casa. Sua ligação com Heráclito Fortes se deu no início do ano, quando o senador foi eleito para o cargo de primeiro-secretário da Mesa Diretora e lá o encontrou lotado.
Ausência sentida
Alguns deputados reclamavam, ontem, da ausência de colegas na reunião da Comissão de Administração e Justiça na Assembleia. É que estava na pauta projeto do Governo pedia autorização para contratações temporárias. A matéria provocou polêmica até mesmo entre os aliados.
Fale deputado
“Que seja eterno enquanto dure a paz no PMDB”, disse o deputado Warton Santos sobre a disposição de todos os parlamentares da sigla de votar em Mão Santa para o Senado.
O deputado Júlio César Lima corta dobrado para garantir presença nos eventos promovidos pela Prefeitura de Teresina. Tem mais acesso que muito tucano emplumado, frise-se. Na foto, com o secretário Luciano Nunes e o presidente da Fundação Municipal de Saúde, Firmino Filho, durante lançamento da campanha contra a poliomielite.