Paulo Fontenele

Reunião do governador com a base começa as 8 horas

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18/03/2010 - 18h:37

Está marcada para as 8 horas, na residência oficial, a reunião do governador Wellington Dias (PT) com representantes de todos os partidos da base governista para a definição do nome do candidato à sucessão governamental. Durante a reunião, o governador vai aplicar os critérios aprovados pelos partidos há 6 meses, no mesmo local, que são aceitação popular, aglutinação dos partidos da base e compromisso com o projeto político-administrativo implementado pelo governador durante seus mais de 7 anos de governo. Segundo declarações do governador, a escolha do candidato será definida nesta reunião de hoje.
Nos últimos dois dias a movimentação entre os principais partidos da base aliada foi intensa, com reuniões internas pela manhã, à tarde e à noite. A última entre líderes aconteceu à noite entre o governador e o senador João Vicente, que desejava saber se ele anunciaria na reunião desta sexta-feira (19) se permanecerá no governo ou renunciará para se candidatar ao senado. João Vicente chegou a defender o adiamento da decisão, uma vez que não faz sentido ele ir à reunião sabendo de antemão que, com o anúncio de sua saída, o cenário da sucessão muda, porque o vice-governador Wilson Martins, assumindo, será candidato à reeleição.
Com isso, na opinião de João Vicente, os critérios de escolha não serão levados em conta e, conseqüentemente, estarão quebrados. Além disso, a maioria dos partidos da base, incluindo o PMDB e o PT, têm preferência pelo vice-governador. A conversa entre o governador e o senador foi bastante longa. De acordo com o deputado Nerinho, do PTB, no início da tarde desta quinta-feira (18), João Vicente não pretende romper imediatamente com a aliança do governo se o candidato for Martins. Segundo ele, o senador e o partido irão avaliar o quadro ao longo dos próximos 90 dias e só então tomar uma decisão. JVC, diz ele, é candidato.

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PMDB volta a se dividir na posição sobre a reunião

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18/03/2010 - 18h:35

O PMDB manteve a estratégia acertada anteriormente na reunião que o partido realizou na tarde desta quinta-feira (18) em sua sede, em razão de não haver predominado o consenso sobre a posição que adotará na reunião desta sexta-feira (19) na residência do governador Wellington Dias. A estratégia do PMDB é a de que se o candidato da base for escolhido através de consenso, o partido se manterá na aliança governista e fechará o apoio a ele, porém, não havendo uma escolha consensual, a legenda peemedebista recuará, se reúne depois do dia 2 de abril e decide que destino seguir até o prazo de realização das convenções.
Na reunião desta quinta, o PMDB voltou a dar sinais de que pode ir para as eleições de outubro dividido, uma vez que as discussões provocaram a elevação das vozes quando uma proposta era analisada e ia de encontro ao interesse de cada um dos grupos. Enquanto uma banda do partido deseja permanecer na base para apoiar a candidatura do vice-governador Wilson Martins (PSB) a outra manifesta preferência por uma coligação com o PSDB indicando o candidato a vice do prefeito de Teresina Sílvio Mendes. Para não criar uma tensão entre os integrantes da cúpula, o PMDB decidiu manter a estratégia anterior.

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JVC não irá à reunião se Dias comunicar que deixa o governo

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17/03/2010 - 21h:00

O senador João Vicente, pré-candidato do PTB e da base aliada à sucessão de Wellington Dias (PT), pode não comparecer à reunião desta sexta-feira (19) quando será definido o nome do candidato governista se o governador decidir renunciar ao mandato para se candidatar a uma cadeira de senador nas eleições de outubro. João Vicente tomou essa decisão numa conversa em Brasília nesta quarta-feira (17) com alguns amigos e parlamentares de seu partido. Neste encontro, JVC e seus amigos fizeram uma avaliação da situação, depois de ficarem sabendo que Wellington Dias já oficializou a Wilson Martins (PSB) que deixa o cargo no final de março.
A conversa que o senador teria com o governador nesta quarta foi adiada para esta quinta em razão do vinda de JVC ter sido adiada porque o avião do grupo pertencente a seu pai, João Claudino, ter ficado retido em Goiânia por um problema de bateria. Neste encontro com Dias, se o governador comunicar para o presidente do PTB que deixa o governo para se candidatar ao senado, ele não comparecerá à reunião do dia seguinte sob a alegação de que não faz nenhum sentido ele participar sabendo que a base não terá um candidato apenas, uma vez que, assumindo, Wilson Martins não aceitará a definição do nome no prazo estabelecido.
Com isso, na avaliação do senador para o grupo em Brasília, fica quebrado o acordo de definição do nome com base nos critérios aprovados por todos. Diante desse quadro, JVC já decidiu o que vai fazer – sendo o vice-governador o candidato em conseqüência de sua posse no governo, ele não terá alternativa senão deixar a base aliada e analisar a possibilidade de desistir da candidatura e apoiar o prefeito Sílvio Mendes formalizando uma coligação do PTB com o PSDB. João Vicente chegou a ventilar a possibilidade de ser até candidato a vice de Mendes, porque a cadeira de senador continuará com seu partido, pois o suplente é seu tio e diretor do grupo João Wilton Fernandes.
Ao senador foi levantada a questão – e ele manteve-se em silêncio – se o governador não teria sido atropelado por Wilson Martins ou se essa movimentação do vice-governador não teria sido do conhecimento dele para empurrar com a barriga uma definição em torno do nome dele para que ficasse na base até o último dia de prazo de desincompatibilização. JVC teria se queixado que, após o fechamento do acordo dos critérios, ele deixou que o governador coordenasse o processo e em nenhum momento desafiou sua posição de coordenador ameaçando quebrar as regras.
No almoço em que estava presente o empresário João Claudino na terça-feira (16) no restaurante Porcão, em Brasília, o deputado Ciro Nogueira (PP) reforçou seu compromisso com o senador petebista e disse que se o PTB deixar a aliança em direção a oposição seu partido vai junto e fechará a coligação com o PSDB.

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PMDB fecha acordo com Wilson e Madson protesta

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17/03/2010 - 20h:53

Contrariando todas as expectativas, que apontavam o partido na direção do PSDB, o PMDB fechou um pré-acordo com o vice-governador Wilson Martins (PSB) e os dois partidos devem marchar juntos nas eleições de outubro caso o presidente estadual do PSB assuma o governo com a provável renúncia do governador Wellington Dias. Nesta quarta-feira (17), Martins se reuniu com vários deputados da bancada do PMDB, entre eles Themístocles Filho, Mauro Tapety, Warton Santos e Kleber Eulálio e ficou acertado que o partido indicará o candidato a vice-governador, pela ordem de preferência, Marcelo Castro e o presidente da Assembléia.
O acerto entre os deputados peemedebistas e o vice-governador Wilson Martins mereceu um protesto silencioso do deputado João Madson, que está em Brasília, e chegou a dizer para o senador João Vicente e o deputado Hélio Isaías, com quem estava, que, com essa atitude o PMDB quebrou o pacto de unidade aprovado por todos e sequer foi consultado sobre o rumo que foi dado ao partido. Em conseqüência, João Madson disse que o PMDB vai para a eleição mais uma vez dividido, o que é lamentável. O deputado peemedebista é um dos mais ferrenhos defensores da aliança do PMDB com o PSDB para apoiar o prefeito Sílvio Mendes.
Na conversa que teve com os deputados do PMDB, segundo apurou o Blog, o vice-governador comunicou que vai assumir o governo e desejava ter o partido como aliado não só no governo como na campanha eleitoral. Com o apoio do PMDB, Wilson Martins vai tentar atrair para sua aliança de partidos o PT, uma vez que já conta com o pré-acerto do PDT e também do PC do B para fechar o leque de alianças para sua candidatura. Martins disse para o deputado Warton Santos que sua preferência para vice recai sobre o deputado Marcelo Castro, mas caso este não aceite aceitará qualquer nome que o partido indicar. No que Santos apontou o nome do presidente da Assembléia por achar que se trata de um grande articulador.

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PSDB só fará aliança proporcional que ajude o partido

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17/03/2010 - 07h:49

A decisão do PSDB sobre coligações proporcionais nas eleições de outubro vai levar em conta o risco de o partido eleger um deputado federal, que não tem, e não perder cadeiras na Assembléia Legislativa, anunciou nesta quarta-feira (17) o secretário de Planejamento da Prefeitura Municipal de Teresina e ex-senador Freitas Neto. Em entrevista ao Bom Dia Meio Norte, o secretário disse que já ouviu o prefeito Sílvio Mendes, virtual candidato a governador, que a decisão sobre composição da chapa majoritária ficará a cargo dele, ouvindo os partidos e definindo os cargos, mas em relação às coligações partidárias elas serão tomadas pelos próprios partidos envolvidos.
“Nós temos que fazer uma aliança para a disputa por cadeiras de deputado pensando em primeiro lugar no PSDB, o que é bom para ele, pois não fechar coligação para serem mínimas as chances de eleger um deputado federal e ao mesmo tempo correr o risco de perder cadeiras na Assembléia”. Na avaliação do secretário municipal, o DEM já vai indicar o nome do senador Heráclito Fortes para disputar a eleição e manter a cadeira no senado. “Neste caso”, analisa, “o PSDB e DEM podem se ajudar na conquista do pleito, mas no plano proporcional vamos medir quais as vantagens para o nosso partido, porque não podemos fazer aliança em que só o nosso aliado ganhará”.
Com relação ao quadro da disputa sucessória, revelado pela mais recente pesquisa que o jornal e a TV Meio Norte divulgaram na terça-feira (16), Freitas Neto disse que ele consolida Sílvio Mendes como uma alternativa forte para a disputa do governo. “Em todos os cenários mostrados, a pesquisa revela que o prefeito tem muitas chances de sair vitorioso, mas só posso falar por mim porque quem vai decidir sobre a candidatura é o próprio Sílvio, o que faz com que sua posição atraia adesões de outras forças”, comenta. “O governador errou ao deixar que após a eleição de2006, o processo de sua sucessão fosse deflagrado, porque isso suscitou paixões dos dois lados que hoje se um for escolhido não terá o apoio das bases do outro, chegando a esta situação”, concluiu.

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Dias cancela agenda para articular escolha do candidato

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16/03/2010 - 18h:21

O governador Wellington Dias (PT) passará as próximas 24 horas que antecedem o dia da reunião com os partidos da base aliada para se dedicar inteiramente à articulação política com o objetivo de preparar o ambiente para a definição do nome do candidato à sua sucessão. Para isso, o governador determinou ao secretário de Governo, Kleber Eulálio, o cancelamento de toda sua agenda administrativa até sexta-feira (19). A única exceção será aberta para a solenidade de inauguração da ampliação da linha do metrô, nesta quinta-feira (18), porque estará presente o ministro das Cidades, Márcio Fortes.
A inauguração da obra do metrô estava prevista somente para sexta-feira, mas o ministro das Cidades ligou para Wellington Dias comunicando que só poderia vir a Teresina na quinta-feira porque foi chamado pelo presidente Lula para uma reunião no Palácio do Planalto. Deste modo, o governador recomendou à sua assessoria que antecipasse a solenidade em 1 dia a fim de que a obra pudesse ser inaugurada. Com isso, a sexta estará totalmente livre para que o governador possa realizar a reunião com os partidos e definir o nome do candidato da base que disputará a eleição de seu sucessor no cargo em outubro deste ano.
Nesta terça-feira, Wellington Dias passou o dia em Brasília cumprindo uma agenda extensa em diversos órgãos do governo e até no Supremo Tribunal Federal. Para esta quarta-feira, Dias não tem nenhum compromisso administrativo e permanecerá o dia em Brasília para encontros políticos, entre os quais uma conversa com o vice-governador Wilson Martins (PSB), um dos pré-candidatos da base. Especula-se que o encontro será a três com a presença do senador João Vicente Claudino. O governador deve ainda se encontrar com os líderes do PC do B e do PP, os deputados Osmar Júnior e Ciro Nogueira Filho.
O retorno do governador a Teresina está previsto para a noite desta quarta-feira, devendo chegar acompanhado do ministro Márcio Fortes que dorme na cidade em razão da solenidade de inauguração do metrô está prevista para as 7h30m, já que será marcada por um percurso das autoridades no trem, da estação da Miguel Rosa com Frei Serafim até a parada final no shopping do cidadão. Após a solenidade, o governador retoma sua agenda de articulação política se reunindo com outros líderes de partidos aliados, a fim de que quando chegar na reunião todo o processo de conversações esteja definitivamente concluído.

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Medeiros diz que PT fez sua parte e espera o mesmo dos aliados

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15/03/2010 - 07h:53

O secretário de Educação e pré-candidato petista ao governo Antônio José Medeiros disse nesta sexta-feira (15) que o PT fez sua parte em reafirmar o apoio aos critérios de escolha do candidato da base à sucessão do governador Wellington Dias e agora é a vez dos partidos aliados fazerem o mesmo para que a definição do nome seja respeitada e cumprida. Para ele, no entanto, é preciso que na reunião do próximo dia 19 o exame dos critérios seja bem claro e aplicados de maneira que ninguém possa contestar e por essa razão sugere que cada um deles seja bem explicitado para que não haja nenhuma dúvida na hora da aprovação do candidato.
“Não há dúvida de que as intenções de votos medidas nas pesquisas são importantes mas ela não é o componente principal porque é importante também o candidato contar com o apoio de todos os partidos da base”, avalia o secretário lembrando que “a imposição de apenas um ou dois critérios pode levar a um impasse e com ele comprometer a escolha cuja conseqüência resultará no risco de a base romper. E rompendo a base o PT não terá outra alternativa senão cumprir um dos itens do documento aprovado na convenção que é apresentar candidatura própria, em caso de a base não se manter unida em torno de um único nome para suceder Wellington Dias”.
Sobre a reunião, Medeiros disse que ela não registrou os fatos que muita gente imaginava que iria acontecer. Segundo ele, a reunião do diretório foi tranqüila porque ela contou com uma pauta previamente estabelecida, elaborada por ele depois de ouvir as várias tendências do partido, onde dos 20 pontos propostos 17 foram aprovados consensualmente. Dos três mais controversos, o mais importante era aquele que o partido se submeteria aos critérios de escolha do candidato. Ainda assim foi aprovado sem problema. Para Medeiros, não existe briga interna no PT, apenas divergências de teses que podem ser superadas em plenário como aconteceu neste domingo.

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Elmano Ferrer define nomes de alguns auxiliares

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14/03/2010 - 11h:05

A menos de 20 dias de tomar posse no cargo com a renúncia do prefeito Sílvio Mendes (PSDB), que se candidatará ao governo nas eleições de outubro, o vice-prefeito Elmano Ferrer, que é do PTB, já tem definido alguns nomes para a equipe que substituirá os auxiliares de Mendes em todos os escalões da administração municipal. Embora o prefeito tenha afirmado que não tratou de transição com o vice, alguns auxiliares escolhidos por Ferrer já fizeram contato com as secretarias e órgãos que vão dirigir, como é o caso do ex-ministro João Henrique Souza, que esteve com o secretário Charles Silveira a quem sucederá na Secretaria Municipal de Governo.
O blog teve acesso a alguns nomes que vão ocupar cargos na gestão Elmano Ferrer a partir de abril. Além de Souza na pasta do Governo, estão definidos os nomes do arquiteto João Alberto Monteiro para a Secretaria de Planejamento, da vereadora Graça Amorim, que será deslocada da Secretaria do Trabalho e Assistência Social para a Secretaria de Educação, o nome do médico Ursulino Neto, que é do PRTB, partido que tem o empresário João Claudino como seu organizador no estado. O vereador Roney Lustosa será convidado a continuar na Secretaria de Esportes e Lazer para que o suplente Humberto Mariano, que é do PP continue na câmara.
O médico Carlos Filho, ex-vereador, sobrinho do deputado e secretário estadual de Defesa Civil, Fernando Monteiro, ambos integrantes dos quadros do PTB, será convidado a assumir a presidência do IPMT (Instituto de Previdência Municipal de Teresina), onde já exerce o cargo de diretor. O advogado e procurador Miguel Dias, que é do PRTB, deve ir para a Procuradoria Geral do Municipal. Secretarias como Desenvolvimento Rural (SDR), Desenvolvimento Econômico (SDE), da Juventude, e órgãos como a Fundação Wall Ferraz, Fundação Monsenhor Chaves, além das SDUs, Elmano Ferrer pode colocar indicados por partidos que fizerem aliança com o PTB. As secretarias de Administração e Finanças, a escolha será pessoal.

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Fonteles diz que se diretório mudar decisão partido vai rachar

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12/03/2010 - 08h:02

Divulgacao
O deputado Nazareno Fonteles disse nesta sexta-feira (12) em entrevista ao Bom Dia Meio Norte que se o diretório do PT anular no domingo a decisão tomada na reunião de janeiro o partido vai rachar. Fonteles afirmou que uma mudança de orientação pode ser perigosa principalmente porque o governador Wellington Dias está deixando o governo e, saindo, a direção do partido sai também de sua faixa de influência e as conseqüências podem ser desastrosas para ele. O deputado alerta que após o 2 de abril virá a convenção e tudo o que foi acertado agora pode não valer, já que a posição da maioria é a favor de que o partido tenha candidato próprio.
“Eu não estou criando nenhum problema para o partido nem para o governador”, disse Nazareno Fonteles, acrescentando que sua atitude “é um alerta sobre o que pode acontecer se o governador ir contra a vontade da maioria, por isso é que na carta que encaminhei ao partido fiz referência à decisão de janeiro que o diretório aprovou a candidatura própria”. Fonteles citou uma passagem na Bíblia que diz “o amigo que ajuda o outro tem o dever de corrigir seus erros”. Ele fazia referência a ajuda que, segundo ele, deu a Wellington Dias em sua carreira política, em todas as fases. “Quando fui deputado, ajudei ele na eleição de vereador, em 1994 quando fui candidato a governador, em 98, quando ele se elegeu para a câmara e em 2002 na escolha para o governo”, citou.
Para Fonteles, o encaminhamento da sucessão dentro do PT foi equivocado, mas não quis responsabilizar o governador Wellington Dias sozinho, por achar que todos erraram. Em dezembro de 2008, depois da eleição, o deputado petista disse que sugeriu a Antonio José Medeiros que se lançasse candidato. “Ele até queria, mas o governador preferiu o Antonio Neto, fazendo com que mais tarde o partido tivesse que fazer a troca e isso foi ruim”, relata. “Depois veio a idéia dos critérios, e tudo poderia ficar pior se nós não fizéssemos o alerta. Já pensou se o governador decide com os aliados a escolha de um candidato sem ter uma posição do PT?. Por isso duvida que na reunião de domingo o diretório volte atrás na decisão de janeiro.

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Fábio Novo diz que PT pode tirar consenso da reunião do diretório

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11/03/2010 - 19h:19

A reunião do diretório estadual do PT, marcada para o próximo domingo (14), pode não ter necessidade de recorrer à votação para a instância partidária estadual ratificar a decisão da executiva que concedeu ao governador Wellington Dias poderes para decidir se renuncia ao cargo para se candidatar ao senado ou se fica no governo, e apoio aos critérios de escolha do candidato da base à sucessão governamental. O deputado Fábio Novo, presidente regional do PT, disse nesta quinta-feira (11) que pode ser tirada da reunião uma decisão de consenso, pois está trabalhando com os membros do diretório para todos seguirem o que decidiu a executiva.
Fábio Novo disse que “nossa intenção, do governador e dos demais petistas que desejam respeitar o acordo com os partidos da base, é evitar qualquer disputa interna nas questões relacionadas à escolha do candidato e da posição daqueles que reivindicam a candidatura própria”. Para ele, o PT sempre foi um partido que tomou suas decisões debatendo propostas, ao ponto de haver polêmicas semelhantes à de hoje. “Vamos para a reunião de domingo com o propósito de construir um consenso, ouvindo a opinião de todos, mas se for necessário, a decisão pode ser tomada pelo voto, mas esperamos que não”, concluiu o presidente do PT.

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