Prof. Paulo Roberto

PRONOMES PESSOAIS OBLÍQUOS - UMA BRASILEIRA NA ÁUSTRIA VISITA NOSSO BLOG

2 comentários
Avalie ( 0 de 5 )
01/07/2009 - 11h:56

Paulo Roberto
Tânia Ludwig acessa este blog com uma dúvida. Ela mora na Áustria, tenta trocar seu português com o alemão de uma amiga austríaca, mas se sentiu frustrada após o seguinte diálogo ( traduzido em português ):
- Eu amo vocês – disse Tânia.
- Por que você não diz “eu voz amo”? – perguntou-lhe a austríaca.

Tânia, você deve ter dito “Ich liebe du”. O pronome du é objeto direto, usado popularmente, coloquialmente e no singular. Não posso me arriscar, pois essa não é minha área, mas pelo pouco que conheço das correlações existentes nessas duas línguas -português e alemão-, para dizer “Eu amo vocês”, o melhor seria usar o nosso “vos”:
- Ich liebe sie...
O pronome sie é bastante formal, por isso evitado pelos alemães nos diálogos informais.
Ou...
- Ich liebe euch.
No Brasil, como se sabe, praticamente não usamos o pronome na 2ª do plural – nominativo, vós e acusativo, vos. Por isso, preferimos as formas acusativas “vocês”, “os, as” ou o dativo “lhes”.
A propósito, aproveitarei este comentário para falar sobre nossos pronomes pessoais oblíquos ( acusativos e dativos ) na próxima postagem.

comentários

JOAO RIBEIRO - 02.07.2009 - 09:45

Boa dia professor! Gostaria que o senhor me ajudasse a entender como devo fazer o uso corrento das partículas "DE" e "DA". Por exemplo: -Senhor fazei de mim um instrumento DE vossa Paz. OU -Senhor fazei de mim um instrumento DA vossa Paz. Tenho enormes dificuldades na hora de construir frases com elas. Cordialmente, João Ribeiro Aluno Português Total/2008

Deixe seu comentário





Envie mas informações sobre essa matéria





AS FUNÇÕES DO “QUE”

1 comentário
Avalie ( 0 de 5 )
29/06/2009 - 22h:02

paulo
Alguns visitantes demonstraram dúvidas sobre as funções ( sintáticas ) do QUE relativo. Essa tem sido uma abordagem com razoável constância nas provas do Cespe e nas da Esaf.

Como determinar a função do que (relativo)?
a) Isole o “que” entre duas barras:
Foi o demerol, analgésico potente, /que/ levou Michael Jackson à morte
b) Transporte o termo anterior ao “que” para a oração após as barras:
...o demerol levou Michael Jackson à morte.
c) Analise a função do termo transportado (demerol) > sujeito
Função do que: sujeito

Outras (análises) funções do que:
2. Michael Jackson foi um ídolo /que/ o mundo jamais esquecerá
...o mundo jamais esquecerá o ídolo Michael Jackson
............................................objeto direto

Função do que: objeto direto

3. Jackson tinha um estilo extravagante de /que/ os críticos não gostavam
...os críticos não gostavam do estilo extravagante de Jackson
................................................objeto indireto

Função doque: objeto indireto

4. O terrível inimigo é a fama, de /que/ todos os mega-astros têm medo
...os mega-astros têm medo da fama...
compl. nominal

Função do que: complemento nominal

5. A mansão em /que/ Michael Jackson morava era alugada
...Michael Jackon morava na mansão...
ad. adverbial

Função do que: adjunto adverbial (lugar)
____________________________________________________________
Obs.: como conjunção integrante, o que não exerce função sintática.

O mundo sempre gostou de fingir que não idolatra Jackson, mas todos sabem que ele inventou a música pop e que revolucionou a arte da dança.

comentários

JOAO RIBEIRO - 02.07.2009 - 09:45

Boa dia! Gostaria que o senhor me ajudasse a entender como devo fazer o uso corrento das partículas "DE" e "DA". Por exemplo: -Senhor fazei de mim um instrumento DE vossa Paz. OU -Senhor fazei de mim um instrumento DA vossa Paz. Tenho enormes dificuldades na hora de construir frases com elas. Cordialmente, João Ribeiro Aluno Português Total/2008

Deixe seu comentário





Envie mas informações sobre essa matéria





SUJEITO INDETERMINADO ( Cespe e Esaf )

3 comentários
Avalie ( 5 de 5 )
11/06/2009 - 12h:44

Lúcia acessa este blog e nos pede que comentemos sobre o sujeito indeterminado (que é constantemente cobrado nas provas do Cespe e da Esaf).
Antes, é preciso observar que indeterminamos o sujeito sob as seguintes orientações:

1. A intenção:
a) não sabemos quem é o sujeito:
Roubaram meu celular.
b) sabemos, mas queremos preservar o anonimato:
Precisa-se de dois seguranças
c) sabemos, mas a figura do autor(sujeito) é irrelevante:
Mataram o John Lennon...

2. A construção morfossintática:
a) verbo transitivo direto na 3ª pessoa do plural:
Tentaram matar o Papa
Andam dizendo absurdos sobre aquele rapaz
Mudaram as regras ortográficas
Jogaram sapatos na cara de Bush
Criaram um novo imposto
Dizem que, no fundo, Lula sonha com o 3º mandato.
/
b) verbo transitivo indireto ( 3ª do singular ) + SE:
Precisa-se de duas babás
Não se acredita em promessas de político
Trata-se de questões éticas
Não se acaba com a delinquência do menor reduzindo a maioridade penal

c) verbo intransitivo ( ou “intransitivado”) + SE:
Vive-se intranquilo em tempos de crise
Come-se pessimamente neste restaurante
Mata-se à toa no Oriente Médio
Bebe-se muito no carnaval

____________________________________________________________
Obs.: às vezes, o verbo direto na 3ª do plural não indetermina o sujeito quando ele já estiver identificado:
Assaltaram a padaria da esquina. Segundo a polícia, um homem e uma mulher invadiram o estabelecimento por volta da meia-noite. Levaram todos os pães.
> O sujeito de Assaltaram é indeterminado; mas o sujeito de Levaram é “Eles”, pois já está identificado pelo texto.

comentários

JOAO RIBEIRO - 02.07.2009 - 09:47

Boa dia! Gostaria que o senhor me ajudasse a entender como devo fazer o uso corrento das partículas "DE" e "DA". Por exemplo: -Senhor fazei de mim um instrumento DE vossa Paz. OU -Senhor fazei de mim um instrumento DA vossa Paz. Tenho enormes dificuldades na hora de construir frases com elas. Cordialmente, João Ribeiro Aluno Português Total/2008

Deixe seu comentário





Envie mas informações sobre essa matéria





REFORMA ORTOGRÁFICA: O FUNERAL DO SENHOR TREMA

0 comentário
Avalie ( 0 de 5 )
03/06/2009 - 11h:20

Não sei se foi por razões políticas (ou perseguição ideológica), o certo é que no fatídico dia 29 de setembro de 2008 o presidente Lula promulgou o Decreto 6583, que, entre outras disposições, condenou o Senhor Trema à pena de morte, à execução sumária, sem direito a julgamento. A execução aconteceu no dia 31 de dezembro. O carrasco foi o próprio ministro da Educação, que puxou a alavanca da guilhotina, decepando impiedosamente a cabeça do tímido Senhor Trema.
Convidado pela família, eu fui ao velório. Lá fora espocavam os foguetes: o povo, alheio à dor da família do Senhor Trema, brindava o Novo Ano de 2009 nas ruas, nos clubes e nas churrascarias. Ali dentro reinava a tristeza: um caixão com o corpo do tímido Senhor Trema, sem a cabeça ( que estava exposta ao público no Palácio do Planalto ). Os familiares apresentaram-me Dona Cedilha, a inconsolável viúva. Um primo do defunto, o Acento Agudo, chamou-me a um canto e apresentou-me seus dois irmãos: o Circunflexo, um senhor meio corcunda, envergado pela velhice, e o Til, um sujeitinho de fala nasalada, olhares falsos e andar rastejante feito uma cobra. O Acento Grave, um senhor de porte ereto, pescoço inclinado para trás, como se olhasse para o teto invocando aos Céus uma explicação pela morte do querido amigo, olhou-me e, com voz muito grossa e baixa, apresentou-se:
- Sou o senhor Acento Grave, primo do falecido.
- Prazer – eu disse. – Como vai sua esposa, a Senhora Crase?
- Meio assustada, ainda. Felizmente não fomos atingidos por esse Decreto.
Para puxar assunto, eu observei:
- Estou notando a ausência do Senhor Hífen...

Com a voz mais cavernosa ainda, o Acento Grave confidenciou-me:
- Está preso. Inventaram um monte de irregularidades que ele jamais praticou, grampearam seus telefones. Sua família caiu em desgraça com o Decreto. Está sob custódia e não se sabe ainda seu destino, coitado!
Um sujeitinho maltrapilho entrou aos choros. Era o Senhor Apóstrofo, o primo mais pobre da dinastia dos diacríticos, ladeado dos poucos e minguados filhos sobreviventes dos decretos (que desgraçaram sua família) em 1911, 43 e 71: a Galinha-d’angola, o Olho-d’agua, o Pau-d’arco, a Estrela-d’alva e o sempre bêbado Pau-d’água.
O salão do velório era enorme, mas quase já não cabia tanta gente. Ao lado do caixão do tímido e falecido Senhor Trema, começaram a enfileirar seus angustiados filhos, dezenas deles: a pontual Freqüência, a assanhada Lingüiça, o destrambelhado Inconseqüente, o sempre elegante Pingüim ( trajando um impecável smoking ), a temida Conseqüência, o coronel Nicaragüense (revolucionário bolivariano que veio num jato emprestado pelo amigo vizinho Hugo Chávez ), os gêmeos Qüinqüênios, a sempre falante e tagarela Eloqüência, a curiosa e enxerida Argüição e o Seqüestrador ( foragido da Justiça e ovelha-negra da família ).
A Eloqüência, com sua compulsiva tagarelice, murmurou em meus ouvidos que um parente afastado, um tal de Senhor Müller ( um alemão neonazista ) traíra o Senhor Trema e, por isso, escapara do Decreto 6583.
Com passinhos miúdos, rosto muito sereno, arrastava-se em volta do caixão o sempre devagar Senhor Tranqüilo...
Pobres órfãos!

comentários

Seja o primeiro a comentar

Deixe seu comentário





Envie mas informações sobre essa matéria





TEXTO INJUNTIVO X TEXTO PRESCRITIVO TIPOLOGIA TEXTUAL

2 comentários
Avalie ( 5 de 5 )
28/05/2009 - 10h:59

Vera, de Santo André (SP), acessa este blog e nos faz esta pergunta:
- Qual a diferença entre texto injuntivo e texto prescritivo?
Sua dúvida é bastante pertinente, Vera, pois as teorias sobre tipologia textual e, notadamente, sobre textos-programadores ( injuntivo, instrucional, programador ou prescritivo ) são diversas e pouco claras. Quando se reúnem conceituações sobre esses textos, tem-se a impressão de que “todos são sinônimos”. Mas não me parece bem isso. Posso estar atropelando essas teorias tipológicas, conquanto seja meu dever ter uma posição a respeito. Deixe-me ver se consigo ajudá-la.

Texto Injuntivo: qualquer texto que tenha a finalidade de instruir o leitor (interlocutor). Por esse motivo, sua estrutura se caracteriza por verbos no imperativo: ordenando ou sugerindo.

a) Injuntivo-instrucional: quando a orientação não é coercitiva, não estabelece claramente uma ordem, mas uma sugestão, um conselho.
Exemplos:
a) o texto que predomina num livro de autoajuda;
b) o manual de instruções de um eletroeletrônico;
c) o manual de instruções ( programação ) - dirigido a determinados funcionários de uma empresa – sobre metas, funções etc.;
d) uma ingênua receita de bolo escrita pela avó...


b) Injuntivo-prescritivo: a orientação é uma imposição, uma ordem baseada em condições sine qua non.
Exemplos:
a) a receita de um médico (a um paciente) transmitida à enfermeira responsável;
b) os artigos da Constituição ou do Código de Processo Penal;
c) a norma culta da Língua Portuguesa;
d) manuais de guerrilha;
d) as cláusulas de um contrato;
e) o edital de um concurso público...


TIPOLOGIA TEXTUAL

Alguns visitantes deste blog gostaram do comentário acima. Baby (BH,MG), Larissa(SP), Scoffid(RJ), Antônia Saraiva(Itapecerica, SP), Jefferson(SP), Fernanda – Féeh(Monte Alto,SP) e Vítor Santos(SP). Obrigado. Outros não me pareceram satisfeitos ou convencidos: Amanda(SP), Karol Barcelos(Fernandópolis,SP), Rafael Oliveira Santos(Guaianases), Vitória(SP), Samanta Santos(SP), Jaqueline(Alagoas-BA) e Lucas(Sumaré). É como se dissessem: Não entendi p... nenhuma!. Vamos, pois, abandonar termos técnicos, terminologias sofisticadas e usar a linguagem mais acessível possível, com exemplos bem práticos.

A Tipologia Textual define, em linhas gerais, os seguintes tipos (básicos) de texto em prosa:
1. Narrativo
2. Descritivo
3. Dissertativo

 Narrativo: texto utilizado para contar um caso, narrar fato(s), historiar acontecimentos, não importando se fictícios ou verídicos. Predominam neste texto os tempos pretéritos: perfeito ou imperfeito. A ação é um dos principais ingredientes da narração. O tempo é outro dos ingredientes. O autor, muitas vezes, utiliza personagens que dialogam.
Exemplos: uma crônica, um caso, um conto, uma notícia de jornal, uma partida de futebol, um romance, uma parábola, uma historinha infantil etc.
 Descritivo: é o texto do objeto - da impressão física, da imagem, da cor, do aroma, da beleza, da feiúra, do relevo, da paisagem, da precisão quanto aos aspectos físicos. Predomina o tempo pretérito imperfeito ou mesmo o presente ( indicativo e subjuntivo).
Exemplos: os aspectos físicos e tipos humanos de uma favela carioca, a obra de um sociólogo que descreve o biótipo de um determinado povo, o texto de um “folder” turístico etc.
 Dissertativo: é o texto da idéia - da opinião, do ponto de vista. Privilegia o discurso indireto ( 3ª pessoa ), embora possa redigido na 1ª pessoa. Aborda, quase sempre, um tema palpitante do comportamento humano: justiça social, ética (práticas aéticas), ecologia (crimes ambientais), paz (violência urbana), democracia, liberdade, futuro do homem ( seus medos e anseios) etc.
Exemplos: um editorial de jornal, um artigo do Diogo Mainardi (Veja), um texto de pensamentos filosóficos etc.

Exemplo prático de tipos textuais:
Embora possa parecer simplório ( e talvez o seja mesmo ), vou tentar um último recurso didático para os blognautas que disseram: Não entendi p... nenhuma!

Certo dia, você encontra – jogado num canto qualquer de sua casa – um velho caderno de anotações de sua avó ( que gostava de escrever feito uma Cora Coralina da prosa ). Você abre o caderno e, nas páginas encardidas pelo tempo, você começa a ler.
1ª página. Fui criada ( e até hoje moro ) numa casa simples, mas de cômodos bem amplos e confortáveis. Um jardim colorido e aromático. Beija-flores por aqui não faltam. Tenho duas filhas. Ana, uma menina alta, meio desengonçada, mas de um brilho especial nos olhos muito pretos. Virgínia, uma menina muito magra, gestos e rosto delicados, tem uma cabeleira tão ruiva que poderia ser confundida com uma dessas atrizes do cinema americano....
Não precisa continuar. Você já percebeu que se trata de um texto descritivo.

2ª página. Certo dia, minhas duas filhas e eu fomos passear pelo sítio. Na margem do rio havia uma pequena canoa. O espírito de aventura falou mais alto. Entramos na canoa e, no meio do leito, notamos a água infiltrando-se. Percebi o desespero das meninas, mas tive de aparentar toda a calma e...
Já basta. Percebe-se que se trata de um texto narrativo.

3ª página. A vida de uma mulher não é fácil em parte alguma deste mundo. A sociedade machista impõe-lhe regras e destinos que ela jamais pode escolher. A mulher será sempre uma escrava totalmente submissa ao marido, às tradições, aos costumes e à hipocrisia chauvinista dos...
OK. Este é o exemplo clássico do texto dissertativo.

4ª página. Minhas receitas preferidas. Bolo de Banana. Caramelize uma forma com açúcar, corte 10 bananas no sentido do comprimento, coloque-as na forma, bata 4 ovos com uma xícara de leite, duas de farinha de trigo e uma colher de fermento. Despeje a massa na forma, polvilhe (a gosto) com canela e açúcar e leve ao forno pré-aquecido em 180ºC. Deixe...
Chega. Este é um texto injuntivo (instrucional).

5ª página. Como fazer um parto de emergência ( recado para minhas filhas e netas). Mantenha a calma. Prepare uma superfície limpa para ela se deitar. Pegue uma tesoura e três pedaços de linha de 25cm. Ferva tudo por 10 minutos. Dobre um cobertor e coloque-o sobre a futura mamãe. Lave bem as mãos e as unhas com água e sabão. Quando as contrações aumentarem...
Basta. Este é um texto injuntivo-prescritivo.

comentários

Jéssica Sousa - 28.05.2009 - 16:58

Professor Paulo, aproveito aqui o comp do curso e faço minhas as palavras da Lucinha. Muito bom seu comentário sobre texto injuntivo e tipologia textual. Na prova da Abin ( Cespe ) houve uma pergunta sobre isso. Os sites que encontrei em todo todo o país não colaboraram em nada. Obrigada. Jéssica

Deixe seu comentário





Envie mas informações sobre essa matéria





VOZ ATIVA X VOZ PASSIVA – TRANSPOSIÇÃO, UMA QUESTÃO DA CARLOS CHAGAS

2 comentários
Avalie ( 0 de 5 )
12/05/2009 - 08h:31

A internauta Lúcia acessa este blog com dúvidas a respeito de uma questão típica da FCC: a transposição da ativa para a passiva.
A voz passiva analítica é oriunda da ativa com inversão dos termos sintáticos sujeito e objeto direto.

VA > Evo Morales e Rafael Correa traíram Lula.
VP > Lula foi traído por Evo Morales e Rafael Correa.

SA = AP ( sujeito da Ativa transforma-se em agente da Passiva )
OdA = SP ( objeto direto da Ativa transforma-se em sujeito da Passiva )

1. Construção da Passiva Analítica:
> SUJEITO + SER + PARTÍCIPIO + (AGENTE)
> ..Lula........... foi........ traído....... por Morales e Correa.

2. Condição principal para a transposição: a presença doobjeto direto na Ativa. Uma frase pode naturalmente sofrer alteração verbal ( voz ) desde que o complemento verbal seja direto.

PODEM passar da Ativa para a Passiva as seguintes frases ( têm objeto direto ):
Obama visitou a China
A “gripe suína” ameaça o mundo.
A China superou os EUA e o Japão nas exportações.
Jenson Button e Barrichello vencem o GP da Espanha.
Médicos diagnosticam um câncer no sistema linfático da ministra Dilma Roussef.


NÃO PODEM passar da Ativa para a Passiva ( não têm objeto direto ):
A China investe em alta tecnologia
As superpotências necessitam dos países emergentes
A OMC quer acabar com a farra dos subsídios
Ninguém acredita em promessas de políticos
Obama não resistiu ao carisma de Lula.

3. Na passagem Ativa>Passiva, o verbo da Ativa toma a forma de particípio auxiliado pelo verbo ser, que lhe subtrai o tempo, modo ou forma ( auxiliado ou não):
Morales trai Lula ( presente )
Lula é traído por Morales

Morales trairia Lula ( futuro pretérito )
Lula seria traído por Morales

Morales traía Lula ( imperfeito )
Lula era traído por Morales

Se Morales traísse Lula ( imperfeito subjuntivo )
Se Lula fosse traído por Morales

Ainda que Morales traia Lula ( presente subjuntivo )
Ainda que Lula seja traído por Morales

4. Se o verbo da Ativa estiver auxiliado, a transposição repete o auxiliar:
Morales está traindo Lula
Lula está sendo traído por Morales

Morales poderá trair Lula
Lula poderá ser traído por Morales

Morales deve estar traindo Lula.
Lula deve estar sendo traído por Morales.

5. Excepcionalmente o objeto direto do verbo haver não admite a transposição Ativa>Passiva.
As frases abaixo, apesar do objeto direto, não admitem ser passadas para a Passiva:
Houve um acidente na avenida.
Haverá novos encontros do partido.
Não há vítimas.
Deve haver outros motivos.


6. São consideradas falsas passivas (constituem, portanto, erros de construção sintática) as frases oriundas de Ativas com verbos transitivos indiretos:
O filme Se Eu Fosse Você-2 foi assistido por 6 milhões de brasileiros ( erro! )
(VA> 6 milhões de brasileiros assistiram ao filme Se Eu Fosse Você-2 )
O assunto foi referido pelo líder do governo. ( erro! )
(VA> O líder do governo referiu-se ao assunto)
O ataque foi resistido pelos palestinos. ( erro! )
(VA> Os palestinos resistiram ao ataque)
O guarda de trânsito não é pago somente para multar. ( erro! )
(VA> Não pagam ao guarda de trânsito somente para multar)



____________________________________________________________________
CURSO PAULO ROBERTO - PORTUGUÊS PARA CONCURSOS
TERESINA - TELEFONE: 3217 3626 – REDAÇÃO PARA CONCURSOS

comentários

Jéssica Sousa - 20.05.2009 - 16:03

Professor Paulo Roberto, gostei muito do comentário sobre a questão da C Chagas da voz do verbo. Mas queria que desse uma orientação geral sobre toda a prova da Fundação Carlos Chagas. Acho que muiotos do Piauí querem isso por causa dos próximos concursos no Maranhão. Obrigada desde já Jéssica Sousa ( sua fã aqui no curso )

Deixe seu comentário





Envie mas informações sobre essa matéria





GRAMÁTICA, REGÊNCIA, COLOCAÇÃO E O CASO DO PROFESSOR PROTÓGENES, O OBCECADO.

1 comentário
Avalie ( 0 de 5 )
08/05/2009 - 13h:37

Acordo hoje mal-humorado. Minha mulher me abandonou na noite anterior. O fim de um casamento de 12 anos. Tudo por causa do seguinte diálogo:
- Amor, tu mesmo pega a sua toalha. Tá na porta do armário...Você calçou o chinelão? Ele está embaixo de tua escrivaninha.
De dentro do banheiro, eu resmunguei algo. Não houve resposta. Ela estava na cozinha e tive que berrar:
- Dá para você ter coerência com as pessoas gramaticais?
- O quê?
Eu berrei o mais alto que pude:
- Você mistura tudo: tu com você, seu com tua...Você escolhe: ou 2ª ou 3ª pessoa!
Da cozinha veio um grito de ódio:
- Vão pro inferno!
Eu perguntei:
- Quem?
O grito, agora, estava carregado de ódio, amargura e ironia:
- Tu e sua gramática!!!
Deixei a água cair, ensaboei-me com força, enxuguei-me e saí do banheiro em direção à cozinha. Ia tentar um diálogo, mas ela foi mais rápida:
- Protógenes, escute aqui...
Eu fiquei com medo. Ela nunca me tratava pelo verdadeiro nome. Protógenes. Por que meu pai escolhera esse diabo de nome? Uma cruz que carrego desde que nasci.
- Ei, amor! Por que me trata assim?
- Assim, como?
- Protógenes...
- Porque estou com raiva. Com ódio dessa sua mania de corrigir os outros. Gramática. Gramática. Só gramática! Por isso estou dizendo esse teu nome ridículo: Protógenes! Protógenes! Protógenes!
A raiva contida (em muitos anos) de minha mulher ia se transformando em ódio, ira, numa verdadeira catarse. Eu deveria naquele momento ter mordido a língua, ficar calado, mas não me contive e fui vingativo:
- Thabatta. Thabatta. Thabatta! Com tê-agá e dois tês. Parece nome de travesti brasileira(o) na Itália ou na Espanha.
Então ela desandou a chorar. Minha mulher se chama Thabatta. Ela, como eu, odeia o próprio nome. Apesar do choro, não tentei acarinhá-la. Não adiantaria. Fiquei ali, parado, ouvindo o choro quase convulsivo de Tha. Era assim que eu a tratava carinhosamente: Thá. E ela me chamava de Amor ou Pró.
Após uns 3 minutos de choro, aconteceu o diálogo (ou o quase-monólogo de Thabatta) que selaria irrevogavelmente o fim de um casamento de 12 anos.
- Você está cada vez mais insuportável. Essa mania de corrigir todo mundo.
- Entenda, querida, sou professor de Português. Não posso admitir que...
- Não pode, o quê! Você confunde uma conversa formal com uma coloquial. Estou de roupão de banho: não dá pra ver que isso é um momento informal? Você virou um chato. Ninguém te suporta. E não me corrija por causa dessas porcarias de pronomes!
- Eu...
- Você é um obcecado, Protógenes! Lembra o aniversário do Pereira? Você o corrigiu publicamente na hora do brinde...
- Mas ele disse: “Neste dia, onde estou reunido com meus amigos, quero convidar-lhes para um brinde...” O correto é “convidá-los”...E “dia” não é local. O pronome “onde” é um relativo de local e foi mal empregado...
- E o casamento da Pricila? Você humilhou o pobre do padre Terêncio....
- O padre disse aos noivos “Deus lhes abençoe”. O certo é “Deus os abençoe”. Um caso grave de erro de regência.
- Dane-se a regência, Protógenes! Aquilo era uma festa de casamento!

Eu tentei argumentar:
- Aquele velho padre conhece o latim. Mas não conhece o português.
- E daí? Você está perdendo até seus amigos de cerveja. Arranja um inimigo a cada dia. Até nosso filho tem medo de você. Lembra-se de anteontem? Quase bateu no menino porque ele disse no café da manhã: “Me passe a manteiga”.
- Erro de colocação pronominal: temos que corrigir desde cedo...
- Droga, Protógenes! Um menino de 11 anos que tem pavor de conversar com o pai! Um absurdo. Isso é paranóia! Chega, Protógenes. Para mim, basta! Vou-me embora com meu filho!
E ela foi mesmo.
Agora, pela manhã, sinto-me à beira de um ataque de mau humor. Perdi minha mulher e meu filho. Todo mundo, numa situação assim, fica mal-humorado. Mas o meu mau humor é o maior que um homem pode suportar, porque estou lendo o bilhete que minha (ex)mulher deixou pregado na geladeira.
- Adeus. Apesar de tudo, eu lhe amo... Tha.
Este bilhete é pura ironia, é uma vingança dela. Eu sei que ela sabe que o certo é “eu o amo”. Ela sabe que o verbo amar é transitivo direto...

comentários

Tânia Ludwig - 30.06.2009 - 06:17

Olá, sou brasileiro, moro na Áustria, estou aprendendo alemäo,e troco aulas com uma austríaca, ela me ensina alemäo e eu à ela português. Hoje disse a frase: eu amo voês e ela me perguntou porquê näo eu vos amo? Eu näo soube responder, sai frustada. Porque näo posso dizer eu te amo, se o pronome do du é te? Fiquei totalamente confusa.

Deixe seu comentário





Envie mas informações sobre essa matéria





AS FUNÇÕES DO “SE” (E SEUS DIVERSOS APELIDOS)

4 comentários
Avalie ( 0 de 5 )
01/05/2009 - 15h:02

Muitos visitantes têm acessado este blog , trazendo dúvidas sobre as funções da palavra “se”. Hoje é 1º de Maio ( com inicial maiúscula: isso significa que é feriado ). Prefiro, pois, divertir-me, brincar com meus ilustres visitantes. Vou colocar codinomes na palavra se. Desculpem-me a brincadeira. Vamos à diversão!

O SE Chantagista: estabelece uma condição e é da família das Conjunções Adverbiais (Condicionais):
Se você trabalhar direito, eu lhe pago o que é justo.
Se beber, não dirija.
Se você ficar comigo esta noite, eu lhe darei tudo o que uma mulher deseja.


O SE Covarde: não mostra a cara do sujeito. Prefere escondê-lo, indeterminá-lo. É da família dos Pronomes Oblíquos, também chamado de Índice de Indeterminação.
Precisa-se de uma noiva.
Não se acredita em promessas de político.
Aqui se faz, aqui se paga.


O SE Domador (de leões): transforma objeto direto em sujeito passivo. É também da família dos Pronomes e recebe o nome de Partícula Apassivadora.
Troca-se o voto por um emprego.
Domam-se leões.
Vende-se um cão: o melhor amigo de quem pagar mais.


O SE Faz-Tudo: é ambivalente, exerce duas funções ao mesmo tempo. O legitimo factótum. Uma mulher moderna, que comanda a cozinha e trabalha fora. Tem as funções de objeto direto dos causativos/ sensitivos ( fazer, deixar, mandar, ver, ouvir, sentir ) e, ao mesmo tempo, de sujeito do infinitivo.
O cego deixa-se guiar...
A menina viu-se transformar em mulher.
Lula deixou-se enganar pelos “amigos” populistas: Chávez, Morales e Correa.


O SE Bijuteria: é apenas um enfeite. Não tem valor sintático ou morfológico. Um ornamento que pode ser descartado. É também conhecido como Expletivo.
Quase sempre está ao lado do verbo ir.
Ela se foi.
Vá-se daqui!
Vão-se os anéis de casados e ficam apenas as marcas indesejáveis.


O SE Bumerangue: vai e volta. Você age, mas sua ação volta contra você. É também um Pronome Oblíquo, conhecido como Objeto Reflexivo....
Às vezes Objeto Direto Reflexivo:
Maria trancou-se no quarto, viu-se no espelho e despiu-se decepcionada.
Bush feriu-se com as próprias armas: a arrogância e a prepotência.
Outras vezes, Objeto Indireto Reflexivo:
Lula deve se perguntar: isso é um furúnculo ou são os partidos aliados?
Aquela senhora solitária se deu uma flor no Dia dos Namorados.


O SE Promíscuo: os sujeitos vivem numa promiscuidade só. Ninguém sabe o que é de quem. É também conhecido como Objeto Direto Recíproco.
Francisco e Maria abraçaram-se, beijaram-se...e tiveram um filho.
Judeus e palestinos matam-se em nome de Alá e Abraão.


O SE Indeciso: está sempre na dúvida, na incerteza. Também cognominado de “Vacilão”. Nunca sabe de nada. Adora ficar ao lado do verbo saber. Morfologicamente é classificado como Conjunção Integrante.
Não sei se vou, não sei se fico.
Fiquem atentos: observem se os deputados estão viajando de avião com a Galisteu.


O SE Enrustido: é bastante introspectivo. Está implícito em ações que só dizem respeito ao próprio sujeito. Fica sempre ao lado dos Verbos Pronominais( queixar-se, arrepender-se, referir-se, suicidar-se, apaixonar-se, indignar-se etc.). Não exerce função alguma, pois é Parte Integrante do Verbo.
Obama apaixonou-se por Lula e referiu-se a ele com a frase: “Esse é o cara!”
Judas arrependeu-se e suicidou-se.



___________________________________________________________________
Curso Paulo Roberto - Português Total - Teresina, telefone: 3217 3626

comentários

Juliana - 06.05.2009 - 16:48

Nem vim aqui procurando isso mais adorei!!!

Deixe seu comentário





Envie mas informações sobre essa matéria





A ESAF....E A CRASE

1 comentário
Avalie ( 5 de 5 )
13/04/2009 - 10h:24

Lúcia Alves acessa este blog trazendo uma dúvida..... Na última prova da Esaf (ANA – Agência Nacional de Águas – Analista Administrativo), aplicada em fevereiro de 2009, no trecho ...nos recursos hídricos necessários à sua atividade....o emprego da crase justifica-se: 1) pela regência de “recursos”; 2) pela presença de artigo definido feminino antes de “sua”. A Esaf analisa essas afirmações como justificativa incorreta. Estão incorretas ambas as afirmações?

Não, Lúcia. A 1ª afirmação está realmente incorreta, pois a palavra que rege a preposição “a” é o adjetivo necessários. Mas a 2ª afirmação é correta. O emprego do artigo definido antes de possessivo é admissível, apesar de se tratar de um galicismo. Tanto se pode dizer “Sua atividade é lucrativa”, como “A sua atividade é lucrativa”. Por isso é que o acento indicativo de crase é facultativo antes de possessivos femininos adjetivos. O item, entretanto, está incorreto porque a 1ª afirmação não é correta.

Para entender a crase em sua fundamentação ( Esaf e Cespe, diferentes da Carlos Chagas, sempre cobram a fundamentação ), posso ajudá-la, Lúcia.
1. Crase natural: não depende da coincidência textual, pois se trata de locuções consagradas:
a) locução adverbial feminina (tempo, modo, lugar): às vezes, à tarde, às mil maravilhas, à vontade, à beira-mar, à esquerda etc. ;
b) locução prepositiva feminina ( a + F + de ): à custa de, à exceção de, à cata de;
c) locução conjuntiva feminina ( a + F + que ): à medida que, à proporção que.

2. Crase circunstancial: depende da regência (antecedente) e da morfossintaxe (subseqüente):
REGÊNCIA (prep. “a”)................À ..............MORFOSSINTAXE (art. “a”)
1. verbo transitivo indireto..............À...............1. substantivo feminino
2. verbo cinemático(movimento).....À ............. 2. adjetivo feminino
3.substantivo abstrato......................À.............. 3. numeral feminino
4.adjetivo ( ou particípio )...............À...............4.aquele(s), aquela(s), aquilo

Exemplos:
Amor à Pátria ( substantivo abstrato > substantivo feminino )
Referia-se às duas primas de Pedro ( verbo trans. indireto > numeral feminino)
Fui à pequena cidade onde meu pai nascera ( verbo cinemático > adjetivo fem.)
...necessárias à implantação do projeto (adjetivo > substantivo feminino)
Condenado à morte ( adjetivo-particípio > substantivo feminino )
Não resistiu àquele olhar ( verbo trans. indireto + aquele )
Fiel àquilo por que sempre lutou ( adjetivo + aquilo )

comentários

Sérgio Ricardo Rodrigues Silva - 16.04.2009 - 23:41

Professor, estava "navegando" e encontrei seu blog, diga-se de passagem excelente, não posso deixar de agradecer pelo belo trabalho que o senhor desenvolve em sala de aula, recentemente fui aprovado no concurso para a Procuradoria Geral de Justiça do Piauí - Analista Ministerial e sem dúvidas os seus ensinamentos foram decisivos. Aos concurseiros deixo minha dica: não deixem de fazer o curso Português Total do prof. Paulo Roberto, vai fazer diferença na sua aprovação. Obrigado, Abraço.

Deixe seu comentário





Envie mas informações sobre essa matéria





FRASES NOS OUTDOORS ...E OUTRAS DÚVIDAS

6 comentários
Avalie ( 0 de 5 )
03/04/2009 - 09h:32

Flávia, de Picos (PI), acessa este blog com a seguinte dúvida: em um outdoor de Teresina havia a frase:
A gente vai onde você está.
Sua dúvida sobre a correção da frase, Flávia, tem fundamento, pois os erros que se cometem no emprego do pronome onde ( relativo ou interrogativo ) não são poucos. Atualmente até se criou um nome para esse vício: o Ondismo.
Como relativo, o pronome onde deve ser usado quando o termo que o antecede significa lugar:
Os EUA e o Japão são os países onde a crise econômica causou os maiores danos.
Como interrogativo, a combinação aonde só deve ser usada em frases com verbos cinemáticos: os que indicam movimento, como ir, chegar, levar etc.
Aonde você foi ontem?
Aonde você quer chegar?
Aonde quer me levar?

A frase do outdoor, Flávia, não se pode condená-la, pois aonde é precedido pelo cinemático ir ( vai ). Entretanto, quanto à qualidade, a melhor frase seria:
A gente vai até onde você está.

----------------------------------------------------------------------------------------------------

Lucídio Alves, de Teresina, apresenta-nos a frase:
Faça publicar as cessões de servidores a outros órgãos...
E nos indaga: Por que não flexionar (no plural) o verbo “fazer”?
Frases como essa, Lucídio, têm natureza imperativa. O termo “cessões de servidores a outros órgãos” funciona como objeto direto de “publicar”. E na expressão “Faça publicar”, há uma ordem implícita ao agente público que publicará o ato, portanto há um sujeito implícito no imperativo: “Você”.



_________________________________________________________________
CURSO PAULO ROBERTO PORTUGUÊS PARA CONCURSOS Telefone:3217 3626

comentários

j - 02.07.2009 - 09:41

ccccccccc

Deixe seu comentário





Envie mas informações sobre essa matéria





Primeiro
Anterior
01

'O Portal Meio Norte é apenas meio contratado para divulgação deste material. Todo conteúdo, imagem e/ou opiniões constantes aqui neste espaço é de responsabilidade civil e penal exclusiva do blogueiro ou de quem utilizou sua senha pessoal para postar as informações. O material aqui divulgado não mantém qualquer relação com a opinião editorial da empresa.'

Arquivo

Julho / 2009
D
S
T
Q
Q
S
S
01020304
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

Coordenador:Ananias Ribeiro - ananiasribeiro@meionorte.com
Todos os direitos reservados. meionorte.com
meionorte.com: Anuncie | Cadastre-se | Trabalhe Conosco
Fale conosco: meionorte@meionorte.com | 86 2107.3032
Conheça o Jornalismo do Bem
Resoluçao indicada: 1024 x 768
Aprenda a ajustar sua resolução
Conheça nossa equipe