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Prof. Paulo Roberto

FLEXÃO DO INFINITIVO

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03/09/2010 - 07h:43

1. FLEXÃO OBRIGATÓRIA:
 Quando ligado a sujeito claro, expresso, na mesma oração:
Exemplos:
 Chegou o momento de os empresários arregaçarem as mangas...
 ...para os candidatos exporem seu programa de governo...

2. FLEXÃO FACULTATIVA:
 Nas orações ( coordenadas ou subordinadas) seguintes àquela em que o sujeito expresso já processou a flexão do infinitivo:
Exemplos:
 Chegou o momento de os empresários arregaçarem as mangas para ajudar/ajudarem o presidente Lula e produzir/produzirem mais a fim de proporcionar/proporcionarem o crescimento das taxas de emprego e...

3. FLEXÃO PROIBIDA:
 Quando o infinitivo estiver auxiliado:
Exemplos:
 Os gestores modernos não conseguem, atualmente, implantarem programas sociais que... / Errado! /
 Os gestores modernos não conseguem, atualmente, implantar programas sociais que... / Correto!/
 Podem vocês me explicarem o que aconteceu? /Errado!/
 Podem vocês me explicar o que aconteceu? /Correto!/

 Quando o infinitivo estiver ( auxiliado) precedido de gerúndio:
Exemplos:
 ...devendo os contribuintes enviarem à Receita.../Errado!/
 ...devendo os contribuintes enviar à Receita.../Correto!/

 Quando o infinitivo estiver precedido de verbo causativo/sensitivo (fazer, mandar, deixar / ver, ouvir, sentir ) com complemento pronominal (pronome oblíquo átono):
Exemplos:
 Eu os fiz calarem a boca .../ Errado! /
 Eu os fiz calar a boca ... / Correto! /
 ...não nos deixeis cairmos em tentação .../Errado!/
 ...não nos deixeis cair em tentação... / Correto! /
 Vi-os saírem cedo.../ Errado!/
 Vi-os sair cedo... /Correto!/

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Samara - 06.09.2010 - 01:42

Prof. Paulo, Excelente explicação, tal como são cobradas nas questões de concursos. Parabéns pela didática.

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FLEXÃO DO INFINITIVO

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03/09/2010 - 07h:36

1. FLEXÃO OBRIGATÓRIA:
 Quando ligado a sujeito claro, expresso, na mesma oração:
Exemplos:
 Chegou o momento de os empresários arregaçarem as mangas...
 ...para os candidatos exporem seu programa de governo...

2. FLEXÃO FACULTATIVA:
 Nas orações ( coordenadas ou subordinadas) seguintes àquela em que o sujeito expresso já processou a flexão do infinitivo:
Exemplos:
 Chegou o momento de os empresários arregaçarem as mangas para ajudar/ajudarem o presidente Lula e produzir/produzirem mais a fim de proporcionar/proporcionarem o crescimento das taxas de emprego e...

3. FLEXÃO PROIBIDA:
 Quando o infinitivo estiver auxiliado:
Exemplos:
 Os gestores modernos não conseguem, atualmente, implantarem programas sociais que... / Errado! /
 Os gestores modernos não conseguem, atualmente, implantar programas sociais que... / Correto!/
 Podem vocês me explicarem o que aconteceu? /Errado!/
 Podem vocês me explicar o que aconteceu? /Correto!/

 Quando o infinitivo estiver ( auxiliado) precedido de gerúndio:
Exemplos:
 ...devendo os contribuintes enviarem à Receita.../Errado!/
 ...devendo os contribuintes enviar à Receita.../Correto!/

 Quando o infinitivo estiver precedido de verbo causativo/sensitivo (fazer, mandar, deixar / ver, ouvir, sentir ) com complemento pronominal (pronome oblíquo átono):
Exemplos:
 Eu os fiz calarem a boca .../ Errado! /
 Eu os fiz calar a boca ... / Correto! /
 ...não nos deixeis cairmos em tentação .../Errado!/
 ...não nos deixeis cair em tentação... / Correto! /
 Vi-os saírem cedo.../ Errado!/
 Vi-os sair cedo... /Correto!/

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Articulação verbal (quadros das conjunções- semântica e articulação dos tempos e modos verbais

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17/08/2010 - 10h:49

1. SUBORDINATIVAS ADVERBIAIS
CAUSAIS > porque; pois; porquanto; uma vez que; dado que; já que;
devido a; em decorrência de; em razão de; em virtude de
por (ao) + infinitivo ; (tempo composto: gerúndio + particípio )
Como (*) = só é “causal” quando inicia a frase.
Semântica: estabelece relação de causa > < conseqüência
>As ruas estão alagadas porque choveu muito.
>Em decorrência das fortes chuvas, as ruas ficaram alagadas
>Por poluir a atmosfera, somos culpados pelo superaquecimento
Tendo descumprido a legislação eleitoral, o candidato foi multado
(*) Como choveu muito, as ruas estão alagadas.

TEMPORAIS > quando; enquanto; assim que; logo que; desde que; depois que;
antes que; senão quando; sempre que; até que; no momento em que
na hora em que; justo quando; mal; apenas; nem bem
ao + infinitivo; gerúndio; particípio
Semântica: estabelece relação de temporalidade.
> Maria chorou muito quando o noivo partiu.

CONCESSIVAS > desenvolvidas: embora; conquanto; posto que; se bem que; mesmo que; ainda que; por mais que;
 reduzidas: apesar de; não obstante; a despeito de;
mesmo + gerúndio
Estabelece concessão ou contraposição.
>Lula não dará aumento, embora reconheça a defasagem salarial
Articulação (desenvolvidas)> projeta o verbo no subjuntivo:
>presente; futuro do presente > pres. do subjuntivo
> qualquer pretérito > imperfeito do subjuntivo

CONSECUTIVAS > tão..que; tamanho.. que; tanto...que; de jeito que; de sorte que
Semântica: relação de consequencia.
>Estava tão distraída que quase foi atropelada.

CONFORMATIVAS > como; conforme; segundo; consoante; do mesmo modo que.
> Ficarei prevenido conforme me advertiram
> Segundo disse o presidente, esta crise não atingirá o Brasil.




FINAIS > desenvolvidas> para que; a fim de que
reduzidas>com o intuito de; com o objetivo de; com a intenção de; com vistas a
para + infinitivo
Semântica: relação de finalidade, fim
>Estou aqui para que você me ajude neste trabalho
>Falarei com o diretor com o intuito de dissuadi-lo desta ideia.
Articulação(desenvolvidas)> projeta o verbo no subjuntivo:
>presente; futuro do presente > pres. do subjuntivo
> qualquer pretérito > imperfeito do subjuntivo

PROPORCIONAIS > à medida que; à proporção que
quanto mais...tanto mais; quanto menos...menor
quanto maior...melhor...
Semântica: estabelece relação de paridade.
> Tornamo-nos mais sábios à medida que envelhecemos.

CONDICIONAIS > desenvolvidas: se; caso; contanto que; a menos que; a não ser que; desde que;
reduzidas> salvo se; exceto se
gerúndio
Semântica: estabelecem relação de condição, ressalva.
>Posso ajudá-lo se você quiser se ajudar.
Articulação(desenvolvidas)> projeta o verbo no subjuntivo:
>presente; futuro do presente > pres. do subjuntivo
> qualquer pretérito > imperfeito do subjuntivo
(*): a conjunção “se” projeta o futuro do subjuntivo

COMPARATIVAS > como; tal qual; tanto quanto; melhor (do) que; pior (do) que;
mais (do) que; menos (do) que
Semântica: estabelecem comparação.
> Márcia é mais inteligente do que sua irmã.

===================================================================
2. SUBORDINATIVAS SUBSTANTIVAS
VOLITIVAS> espero que, quero que, desejo que, ordeno que, imploro que, suplico que; urge que; tomara que
Semântica: estabelecem vontade, expectativa, desejo, urgência
Articulação(desenvolvidas)> projeta o verbo no subjuntivo:
>presente; futuro do presente > pres. do subjuntivo
> qualquer pretérito > imperfeito do subjuntivo
==================================================================

3. COORDENATIVAS
QUADRO DAS CONEXÕES E EXPRESSÕES INDEPENDENTES ( COORDENATIVAS )

ADITIVAS > e; nem; também; além de; não só..mas também; tanto como
Semântica: estabelecem mera adição.
>Pedro não veio trabalhar nem se justificou

EXPLICATIVAS > pois; porque; isto é; ou seja; por exemplo; a saber; com efeito;
Semântica: estabelecem uma explanação em relação à precedente
>Deve ter chovido muito, porque as ruas estão alagadas.

ADVERSATIVAS > mas; porém; todavia; contudo; entretanto; no entanto
senão; aliás; ainda assim
Semântica: estabelecem uma contrariedade, oposição.
>Vou, mas meu coração pede-me o contrário.

ALTERNATIVAS > ou; ou...ou; já; quer...quer; seja...seja; ora...ora
>Semântica: indicam idéias alternadas, (de)exclusão, escolha
>Eliane passará neste concurso, ou não me chamo Paulo.

CONCLUSIVAS > logo; portanto; por isso; por conseguinte; consequentemente;
enfim; então; assim; destarte; pois ( após o verbo da oração )
Semântica: estabelecem conclusão, ilação ou consequência.
>Penso, logo existo.
_____________________________________________________________________

Obs.: deve-se atentar para o fato de que as conexões “pois” e “porque” nem sempre são causais. São coordenadas explicativas ( e não subordinadas causais ) em dois casos:

1> Quando introduzem a conseqüência ( não a causa ):
>Deve ter chovido muito, pois as ruas estão alagadas
.....................................................consequência > “pois” = coordenativa explicativa
Quando introduzem a causa , são adverbiais causais:
>As ruas estão alagadas pois choveu muito
....................................................causa > “pois” = subordinativa causal

2 > Quando se pospõem a oração imperativa:
>Saia daí, pois esse lugar vai explodir!
>Não desistamos agora, pois o país precisa de nossa luta!



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CESPE ) MPU): OUTRA QUESTÃO TRADICIONAL DO CESPE: AS FUNÇÕES DO “SE”

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13/08/2010 - 19h:14

Muitos visitantes têm acessado este blog , trazendo dúvidas sobre as funções da palavra “se”. Repito o comentário ( feito em tom de brincadeira e sem nenhuma pretensão didática) em 1º de maio deste ano.

O “SE Chantagista” > Conjunção Adverbial (Condicional): estabelece uma condição
>Se você trabalhar direito, eu lhe pago o que é justo.
>Se beber, não dirija.
>Se você ficar comigo esta noite, eu lhe darei tudo o que uma mulher deseja.

O “SE Covarde” > Índice de Indeterminação do Sujeito : não mostra a cara do sujeito. Prefere escondê-lo, indeterminá-lo. É da família dos Pronomes Oblíquos Átonos.
>Precisa-se de uma noiva.
>Não se acredita em promessas de político.
>Aqui se faz, aqui se paga.

O “SE Mahatma Gandhi” > Partícula Apassivadora: é o grande pacificador, transforma objeto direto em sujeito passivo. É também da família dos Pronomes Oblíquos .
>Troca-se o voto por um emprego.
>Domam-se leões.
>Vende-se um cão: o melhor amigo de quem pagar mais.

O “SE Faz-Tudo”: Objeto e Sujeito: é ambivalente, exerce duas funções ao mesmo tempo. O legitimo factótum. Uma mulher moderna, que comanda a cozinha e trabalha fora. Tem as funções de objeto direto dos causativos/ sensitivos ( fazer, deixar, mandar, ver, ouvir, sentir ) e, ao mesmo tempo, de sujeito do infinitivo.
>O cego deixa-se guiar...
>A menina viu-se transformar em mulher.
>Lula deixou-se enganar por Chávez, Morales e Correa.

O “SE Bijuteria” > Expletivo ou Partícula de Realce: é apenas um enfeite. Não tem valor sintático ou morfológico. Um ornamento que pode ser descartado. Quase sempre está ao lado do verbo ir.
>Ela se foi.
>Vá-se daqui!
>Vão-se os anéis de casados e ficam apenas as marcas indesejadas.

O “SE Bumerangue”> Objeto Reflexivo : vai e volta. Você age, mas sua ação volta contra você. É também um Pronome Oblíquo....
Às vezes é Objeto Direto Reflexivo:
>Maria trancou-se no quarto, viu-se no espelho e despiu-se decepcionada.
>Bush feriu-se com as próprias armas: a arrogância e a prepotência.
Outras vezes, Objeto Indireto Reflexivo:
>Lula deve se perguntar: isso é um furúnculo ou são os partidos aliados?
>Aquela senhora solitária se deu uma flor no Dia dos Namorados.

O “SE Promíscuo” > Objeto Direto Recíproco: os sujeitos vivem numa promiscuidade só. Ninguém sabe o que é de quem.
>Francisco e Maria abraçaram-se, beijaram-se...e tiveram um filho.
>Palestinos e judeus matam-se em nome de Alá e Abraão.

O “SE Indeciso” > Conjunção Integrante: é o se da dúvida, está sempre na incerteza. Também cognominado de “Vacilão”. Nunca sabe de nada. Adora ficar ao lado do verbo saber.
>Não sei se vou, não sei se fico.
>Fiquem atentos: observem se os deputados estão viajando de avião com a Galisteu.

O “SE Enrustido” > Parte Integrante do Verbo: é bastante introspectivo. Está implícito em ações que só dizem respeito ao próprio sujeito. Fica sempre ao lado dos Verbos Pronominais ( queixar-se, atrever-se, arrepender-se, referir-se, suicidar-se, apaixonar-se, indignar-se, vangloriar-se etc.). Não exerce função alguma.
>Obama apaixonou-se por Lula e referiu-se a ele com a frase: “Esse é o cara!”
>Judas arrependeu-se e suicidou-se.


___________________________________________________________________
Curso Paulo Roberto - Português Total - Teresina, telefone: 3217 3626



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Cespe (MPU)- Questões mais recorrentes: emprego da preposição, crase e tipologia textual

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10/08/2010 - 09h:20

Lucyana Campos acessa este blog , agradecendo-nos pelos sucessos obtidos em concursos recentes. É aluna de nosso curso e leitora assídua desta nossa página ( blogs do Sistema Meio Norte de Comunicação ).

Visitantes deste blog nos pedem algumas orientações sobre a metodologia do Cespe, que aplicará as provas do concurso MPU, em setembro.

Entre os assuntos religiosamente arguídos, estão o emprego da preposição, a crase e a tipologia textual.

CRASE
Para entender a crase em sua fundamentação ( O Cespe sempre “cobra” a justificativa do fenômeno ), leiamos as seguintes observações:
1. Crase natural: não depende da coincidência textual, pois se trata de locuções consagradas:
a) locução adverbial feminina (tempo, modo, lugar): às vezes, à tarde, às mil maravilhas, à vontade, à beira-mar, à esquerda etc. ;
b) locução prepositiva feminina ( a + F + de ): à custa de, à exceção de, à cata de;
c) locução conjuntiva feminina ( a + F + que ): à medida que, à proporção que.

2. Crase circunstancial: depende da regência (antecedente) e da morfossintaxe (subseqüente):
REGÊNCIA (prep. “a”)................À ..............MORFOSSINTAXE (art. “a”)
1. verbo transitivo indireto..............À...............1. substantivo feminino
2. verbo cinemático(movimento).....À ............. 2. adjetivo feminino
3.substantivo abstrato......................À.............. 3. numeral feminino
4.adjetivo ( ou particípio )...............À...............4.aquele(s), aquela(s), aquilo

Exemplos:
>Amor à Pátria ( substantivo abstrato > substantivo feminino )
numeral feminino)
>Fui à pequena cidade onde meu pai nascera ( verbo cinemático > adjetivo fem.)
>...necessárias à implantação do projeto (adjetivo > substantivo feminino)
>Condenado à morte ( adjetivo-particípio > substantivo feminino )
>Não resistiu àquele olhar ( verbo trans. indireto + aquele )
>Fiel àquilo por que sempre lutou ( adjetivo + aquilo )

TIPOLOGIA TEXTUAL

A Tipologia Textual define, em linhas gerais, os seguintes tipos (básicos) de texto em prosa:
1. Narrativo
2. Descritivo
3. Dissertativo
 Narrativo: texto utilizado para contar um caso, narrar fato(s), historiar acontecimentos, não importando se fictícios ou verídicos. Predominam neste texto os tempos pretéritos: perfeito ou imperfeito. A ação é um dos principais ingredientes da narração. O tempo é outro dos ingredientes. O autor, muitas vezes, utiliza personagens que dialogam.
Exemplos: uma crônica, um caso, um conto, uma notícia de jornal, uma partida de futebol, um romance, uma parábola, uma historinha infantil etc.
 Descritivo: é o texto do objeto - da impressão física, da imagem, da cor, do aroma, da beleza, da feiúra, do relevo, da paisagem, da precisão quanto aos aspectos físicos. Predomina o tempo pretérito imperfeito ou mesmo o presente ( indicativo e subjuntivo).
Exemplos: os aspectos físicos e tipos humanos de uma favela carioca, a obra de um sociólogo que descreve o biótipo de um determinado povo, o texto de um “folder” turístico etc.
 Dissertativo: é o texto da idéia - da opinião, do ponto de vista. Privilegia o discurso indireto ( 3ª pessoa ), embora possa redigido na 1ª pessoa. Aborda, quase sempre, um tema palpitante do comportamento humano: justiça social, ética (práticas aéticas), ecologia (crimes ambientais), paz (violência urbana), democracia, liberdade, futuro do homem ( seus medos e anseios) etc.

TEXTO INJUNTIVO (INSTRUCIONAL X PRESCRITIVO)

Vera, de Santo André (SP), acessa este blog e nos faz esta pergunta:
- Qual a diferença entre texto injuntivo e texto prescritivo? Esta pergunta foi colocada numa questão do Cespe – Abin (2008).
Deixe-me ver se consigo ajudá-la, Vera.
> Texto Injuntivo: qualquer texto que tenha a finalidade de instruir o leitor (interlocutor). Por esse motivo, sua estrutura se caracteriza por verbos no imperativo: ordenando ou sugerindo.
 a) Injuntivo-instrucional: quando a orientação não é coercitiva, não estabelece claramente uma ordem, mas uma sugestão, um conselho. Exemplos:
 a) o texto que predomina num livro de autoajuda;
 b) o manual de instruções de um eletroeletrônico;
 c) o manual de instruções ( programação ) - dirigido a determinados funcionários de uma empresa – sobre metas, funções etc.;
 d) uma ingênua receita de bolo escrita pela avó...
 b) Injuntivo-prescritivo: a orientação é uma imposição, uma ordem baseada em condições sine qua non. Exemplos:
 a) a receita de um médico (a um paciente) transmitida à enfermeira responsável;
 b) os artigos da Constituição ou do Código de Processo Penal;
 c) a norma culta da Língua Portuguesa;
 d) manuais de guerrilha;
 d) as cláusulas de um contrato;
 e) o edital de um concurso público...
 Obs.. : Alguns visitantes deste blog gostaram do comentário acima. Baby (BH,MG), Larissa(SP), Scoffid(RJ), Antônia Saraiva(Itapecerica, SP), Jefferson(SP). Para outros, persistem ainda algumas dúvidas. Vamos, pois, dar exemplos bem práticos.

Exemplos: um editorial de jornal, um artigo do Diogo Mainardi (Veja), um texto de pensamentos filosóficos etc.

EXEMPLOS PRÁTICOS DE TIPOS TEXTUAIS:
Certo dia, você encontra – jogado num canto qualquer de sua casa – um velho caderno de anotações de sua avó ( que gostava de escrever feito uma Cora Coralina da prosa ). Você abre o caderno e, nas páginas encardidas pelo tempo, você começa a ler.
1ª página. Fui criada ( e até hoje moro ) numa casa simples, mas de cômodos bem amplos e confortáveis. Um jardim colorido e aromático. Beija-flores por aqui não faltam. Tenho duas filhas. Ana, uma menina alta, meio desengonçada, mas de um brilho especial nos olhos muito pretos. Virgínia, uma menina muito magra, gestos e rosto delicados, tem uma cabeleira tão ruiva que poderia ser confundida com uma dessas atrizes do cinema americano....
Não precisa continuar. Você já percebeu que se trata de um texto descritivo.
2ª página. Certo dia, minhas duas filhas e eu fomos passear pelo sítio. Na margem do rio havia uma pequena canoa. O espírito de aventura falou mais alto. Entramos na canoa e, no meio do leito, notamos a água infiltrando-se. Percebi o desespero das meninas, mas tive de aparentar toda a calma e...
Já basta. Percebe-se que se trata de um texto narrativo.
3ª página. A vida de uma mulher não é fácil em parte alguma deste mundo. A sociedade machista impõe-lhe regras e destinos que ela jamais pode escolher. A mulher será sempre uma escrava totalmente submissa ao marido, às tradições, aos costumes e à hipocrisia chauvinista dos...
OK. Este é o exemplo clássico do texto dissertativo.
4ª página. Minhas receitas preferidas. Bolo de Banana. Caramelize uma forma com açúcar, corte 10 bananas no sentido do comprimento, coloque-as na forma, bata 4 ovos com uma xícara de leite, duas de farinha de trigo e uma colher de fermento. Despeje a massa na forma, polvilhe com canela e açúcar e leve ao forno pré-aquecido em 180ºC. Deixe...
Chega. Este é um texto injuntivo (instrucional).
5ª página. Como fazer um parto de emergência ( recado para minhas filhas e netas). Mantenha a calma. Prepare uma superfície limpa para ela se deitar. Pegue uma tesoura e três pedaços de linha de 25cm. Ferva tudo por 10 minutos. Dobre um cobertor e coloque-o sobre a futura mamãe. Lave bem as mãos e as unhas com água e sabão. Quando as contrações aumentarem...
Basta. Este é um texto injuntivo-prescritivo.






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REFORMA ORTOGRÁFICA: O HÍFEN E OS PREFIXOS

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03/08/2010 - 06h:45

PREFIXOS ( e falsos prefixos ):
contra – extra – infra – ultra – supra – auto – ante – anti – sobre – entre – semi – neo – pseudo – super – inter – hiper – ab – sob – sub
ELEMENTOS DE COMPOSIÇÃO GRECO-LATINOS:
bio – hetero – homo – agro – aero – eletro – macro – mega - micro – mini – multi – nano – narco – tele – psico – orto – quilo – socio – poli – ciber – vídeo ...

HÍFEN OBRIGATÓRIO:

1. ANTES DE “H”:
extra-horário; sub-humano; sub-humanidade; sub-hepático; anti-hemorrágico; anti-higiênico; semi-hermético; sobre-humano; ultra-hegemônico; mega-hélice...

Obs. : o novo VOLP registra também a ausência do hífen com o prefixo sub antes de h:
subumano, subumanidade etc.

2. CONSOANTE COINCIDENTE:
super-resistente; inter-regional; sub-base; sub-braquial; inter-relação; ciber-revolução etc.

3. VOGAL COINCIDENTE ( repetida ):
contra-ataque; infra-assinado; mega-astro; micro-organismo; auto-orientação; anti-inflamatório; arqui-inimigo; micro-ondas; anti-inflacionário; semi-imune etc.

4. B + R:
sub-raça; sub-reptício; sub-região; sub-reitoria

HÍFEN PROIBIDO:
1 Nos demais casos (o prefixo “CO” inclui-se em todos os casos de proibição do hífen ):
subsecretário; biotecnologia; aeroespacial; macroeconomia; agroexportador; multilateral; nanotecnologia; narcoguerrilha; socioeconômico; microvisão; autoestima; autoajuda; antiderrapante; megaestrela; superinteressante; submundo; eletroportátil; semiaberto; antiético; teletransportado; socioambiental; politraumatismo; ultraviolento...( e... coerdeiro, cotangente, cosseno, coirmão, coautor...)

2. Elementos terminados em VOGAL antes de R ou S: dobram-se essas consoantes:
antessala; biorritmo; minissaia; megarrebelião; entressafra; contrarreforma; microrregião; heterossexual; autorregulador; semirreta; contrassenso, contrarregra etc.

Obs.: com os prefixos VICE, RECÉM, ALÉM, EX( anterior ): hífen obrigatório:
vice-reitor; além-mar; recém-casado; recém-nascido; ex-marido; ex-deputado; ex-namorado; recém-admitido...

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Lucyanna Campos - 03.08.2010 - 19:16

As informações clareiam bastante o novo acordo! Desta maneira fica mais fácil! Fui e continuo sendo sua aluna no curso. Fui aprovada nos últimos concursos da FMS- Teresina (abril/2010) para os cargos de Enfermeiro ESF (1º lugar) e Enfermeiro Plantonista( 6º lugar) e 90% do meu Português reaprendi de uma forma nova e proveitosa com vc no curso. O blog nos ajuda bastante!

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SUJEITO INDETERMINADO ( Cespe e Esaf )

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15/07/2010 - 08h:22

Lúcia acessa este blog e nos pede que comentemos sobre o sujeito indeterminado (que é constantemente cobrado nas provas do Cespe e da Esaf).
Antes, é preciso observar que indeterminamos o sujeito sob as seguintes orientações:

1. A intenção:
a) não sabemos quem é o sujeito:
Roubaram meu celular.
Assaltaram a padaria da esquina.

b) sabemos, mas queremos preservar o anonimato:
Precisa-se de dois seguranças
Procura-se por uma noiva

c) sabemos, mas a figura do autor(sujeito) é irrelevante:
Mataram o John Lennon...
Jogaram sapatos na cara de George W. Bush.

2. A construção morfossintática:
a) verbo transitivo direto na 3ª pessoa do plural:
Tentaram matar o Papa
Andam dizendo absurdos sobre aquele rapaz
Mudaram as regras ortográficas
Comeram o bolo que deixei na geladeira.
Criaram um novo imposto
Dizem que, no fundo, Lula sonha com o 3º mandato.

b) verbo transitivo indireto ( 3ª do singular ) + preposição + SE:
Precisa-se de duas babás
Não se acredita em promessas de político
Trata-se de questões éticas
Não se acaba com a delinquência do menor reduzindo a maioridade penal
Fala-se de uma mudança no Senado
Lucra-se com as guerras...Lucrar-se-ia muito mais com a paz

c) verbo intransitivo ( ou “intransitivado”) + SE:
Vive-se intranquilo em tempos de crise
Come-se pessimamente neste restaurante
Mata-se à toa no Oriente Médio
Bebe-se muito no carnaval


____________________________________________________________
Obs.: às vezes, o verbo direto na 3ª do plural não indetermina o sujeito quando ele já estiver identificado.
Exemplo:
Assaltaram a padaria da esquina. Segundo a polícia, um homem e uma mulher invadiram o estabelecimento por volta da meia-noite. Levaram todos os pães.
> O sujeito de “Assaltaram” é indeterminado; mas o sujeito de “Levaram” é “Eles”(elíptico), pois já está identificado pelo texto.





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NOTA DE ESCLARECIMENTO

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15/07/2010 - 08h:01

Este blog deixou de postar comentários nos últimos dias em decorrência da ausência temporária do professor Paulo Roberto. Em breve traremos novos comentários e respostas aos que acessam este blog. Obrigado.
Paulo Roberto

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VOZES DO VERBO: ATIVA X PASSIVA – TRANSPOSIÇÃO: UMA QUESTÃO DA CARLOS CHAGAS

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21/06/2010 - 08h:04

A voz passiva analítica é oriunda da ativa com inversão dos termos sintáticos sujeito e objeto direto.
VA > Evo Morales e Rafael Correa traíram Lula.
VP > Lula foi traído por Evo Morales e Rafael Correa.

SA = AP ( sujeito da Ativa transforma-se em agente da Passiva )
OdA = SP ( objeto direto da Ativa transforma-se em sujeito da Passiva )

1. Construção da Passiva Analítica:
> SUJEITO + SER + PARTÍCIPIO + (preposição) + (AGENTE)
> ..Lula........... foi........ traído....... por Morales e Correa.

2. Condição principal para a transposição: a presença do objeto direto na Ativa. Uma frase pode naturalmente sofrer alteração verbal ( voz ) desde que o complemento verbal seja direto.

PODEM passar da Ativa para a Passiva as seguintes frases ( porque têm objeto direto ):
>Obama visitou a China
>A “gripe suína” ameaça o mundo.
>A China superou os EUA e o Japão nas exportações.
>Médicos diagnosticam um câncer no sistema linfático da ministra Dilma Roussef.
>Até agora, o superaquecimento global não sensibilizou os EUA.

NÃO PODEM passar da Ativa para a Passiva ( não têm objeto direto ):
>A China investe em alta tecnologia
>A OMC quer acabar com a farra dos subsídios
>Ninguém acredita em promessas de políticos
>Obama não resistiu ao carisma de Lula.
>A salvação do Planeta depende de ações do homem.

3. Na passagem Ativa>Passiva, o verbo da Ativa toma a forma de particípio auxiliado pelo verbo ser, que lhe subtrai o tempo, modo ou forma:
>Morales trai Lula ( presente )
>Lula é traído por Morales
>>>>>>Morales trairia Lula ( futuro pretérito )
>>>>>>Lula seria traído por Morales
>Morales traía Lula ( imperfeito )
>Lula era traído por Morales
>>>>>>Se Morales traísse Lula ( imperfeito subjuntivo )
>>>>>>Se Lula fosse traído por Morales

4. Se o verbo da Ativa estiver auxiliado, a transposição repete o auxiliar:
>Hugo Chávez está enganando Lula
.Lula está sendo enganado por Hugo Chávez
>>>>>>Hugo Chávez poderá trair Lula
>>>>>>Lula poderá ser traído por Hugo Chávez

5. Toda sua atenção deverá estar voltada para o objeto direto. Ele será o sujeito da passiva:
VA > O eleitor julgará Dilma e Serra
VP > Dilma e Serra serão julgados pelo eleitor
...VA > O povo desconhece a maioria dos candidatos dos partidos nanicos.
... VP > A maioria dos candidatos dos partidos nanicos é desconhecida pelo povo
Ou
... VP > A maioria dos candidatos dos partidos nanicos são desconhecidos pelo povo

6. Excepcionalmente o objeto direto do verbo “haver” não admite a transposição Ativa>Passiva.
As frases abaixo, apesar do objeto direto, não admitem ser passadas para a Passiva:
>Houve um acidente na avenida.
>Haverá novos encontros do partido.
>Não há vítimas.

7. São consideradas falsas passivas (constituem, portanto, erros de construção sintática) as frases oriundas de Ativas com verbos transitivos indiretos:

>O filme Se Eu Fosse Você-2 foi assistido por 6 milhões de brasileiros ( erro! )
(VA> 6 milhões de brasileiros assistiram ao filme Se Eu Fosse Você-2 )

>>>>>>O assunto foi referido pelo líder do governo. ( erro! )
>>>>>>(VA> O líder do governo referiu-se ao assunto)

 O servidor público pago pelo contribuinte (erro!)
 (VA) O contribuinte para ao servidor público

AS VOZES DO VERBO
Ativa> corresponde à frase em que “não há construção verbal passiva”:
>O Brasil venceu a Costa do Marfim
>Todos acreditam na Seleção.
>Lula quer Dilma na Presidência
>Serra confia na vitória

Passiva: refere-se à frase com “construção passiva”
=Passiva analítica: SER + PARTICÍPIO
>O bolo foi comido pelo menino
=Passiva de estado: ESTAR (FICAR) + PARTICÍPIO
>Lula está rodeado de falsos amigos
=Passiva pronominal (sintética): VTD + SE + “COMPLEMENTO DIRETO”
>Teme-se uma nova crise econômica internacional
(O “complemento direto” torna-se “sujeito passivo” )
=Passiva reduzida: ADJETIVO + PREPOSIÇÃO + INFINITIVO
>Osso duro de roer
>Duro de matar
>Trabalho difícil de realizar

Observação: o que determina a voz passiva não é a passividade do sujeito , mas a construção passiva.
 O menino apanhou do pai
 A moça sofreu com a perda do namorado
 Eles receberam o merecido castigo
Estes são exemplos de voz ativa, apesar de denotarem a passividade do sujeito.

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SILVESTRE MOREIRA DA SILVA - 15.07.2010 - 10:27

As questões estão muito bem comentadas, mas o texto horroroso, o Lula é que se aliou a SARNEY, RENAN CALHEIROS, COLLOR, ROBERTO JEFERSON, deixa um companheiro de luta morrer em uma greve de fome para apoiar ROSEANA SARNEY. Isso tudo é que é traição, a seu povo e aos motivos que o fizeram chegar à Presidência.

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CONCORDÂNCIA VERBAL – UMA QUESTÃO DA CARLOS CHAGAS

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07/06/2010 - 18h:58

Francisca Braga, de Teresina(PI), acessa este blog com a dúvida: “Assistindo a uma revisão para um concursos a ser executado pela Fundação Carlos Chagas, fui surpreendida com a afirmação do professor de que - na frase ‘As três morais com que finalizam o texto não são muito animadoras’ – o erro está na flexão plural do verbo ser (são), que deveria flexionar-se no singular em razão da presença do advérbio ‘muito’. E a frase correta seria ‘As três morais com que finalizam o texto não é muito animadoras’.

Observe, Francisca, que por razões éticas eu não deveria fazer qualquer comentário. Entretanto, você não disse o nome do professor que fez a tal revisão. Por isso, não há por que deixá-la com dúvidas.
Esta frase poderia ter duas construções corretas possíveis:
1. ‘As três morais que finalizam o texto não são muito animadoras’
2. ‘As três morais com que finaliza o texto não são muito animadoras’
Em ambos os casos, o verbo ‘ser’ deve flexionar-se no plural (são), pois é o verbo da oração principal, cujo sujeito é plural (As três morais). O problema desta frase está na oração subordinada ( adjetiva restritiva ) “com que finaliza o texto”, cujo sujeito é “o texto”. Sem a preposição ‘com’ (que está proposta pela FCC ), a frase “As três morais que finalizam o texto não são muito animadoras” teria como sujeito, tanto da oração principal quanto da adjetiva restritiva, “As três morais”.
Portanto, a afirmação de que o verbo “ser” deve flexionar-se no singular pela presença do advérbio ‘muito’ é, simplesmente, improcedente.

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