Prof. Paulo Roberto

O PRONOME SE - FUNÇÕES E CLASSIFICAÇÃO

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01/01/2010 - 12h:17

Vários são os blognautas com dúvidas a respeito das funções e da classificação da palavra “se”.

1. PARTÍCULA APASSIVADORA:
 VERBO SEM SUJEITO ATIVO:
VENDE-SE
 COMPLEMENTO DIRETO = o quê? quem?
UMA GELADEIRA SEMINOVA
Outros exemplos:
Exige-se uma explicação convincente
Nunca se punem os verdadeiros culpados
Estabeleceu-se uma nova regra na economia global
Não se discutiu a questão ética
Aluga-se um vestido de noiva
Aos pobres dá-se o resto que sobra das elites

2. INDICE DE INDETERMINAÇÃO DO SUJEITO:
 VERBO SEM SUJEITO ATIVO:
NECESSITA-SE
 COMPLEMENTO INDIRETO ( PREPOSICIONADO ): de quê? em quê? de quem? com quê? etc.
DE DUAS BABÁS
Outros exemplos:
Fala-se de um novo reajuste...
Não se acredita em promessas de político
Não se acaba com a criminalidade infantil reduzindo a maioridade penal
Luta-se por um mundo melhor

2.b. INDICE DE INDETERMINAÇÃO DO SUJEITO:
 VERBO SEM SUJEITO ATIVO ( intransitivo ou ‘intransitivado’, pois falta-lhe qualquer complemento )
VIVE-SE
 AGENTE CIRCUNSTANCIAL ( onde? como? quando? ):
NUM MUNDO VIOLENTO
Outros exemplos:
Mata-se à toa no Oriente Médio
Aqui se faz, aqui se paga
Morre-se de tédio em Paris
Bebe-se muito no carnaval
Vive-se bem em Teresina
3. OBJETO DIRETO:
 SUJEITO ATIVO:
O MENINO DESCUIDADO
 VERBO TRANSITIVO DIRETO:
FERIU-SE
Exemplos de objeto direto reflexivo ( ação do sujeito na pessoa do próprio sujeito ):
Maria trancou-se no quarto, despiu-se, viu-se no espelho... e chorou.
O menino se banhou
Ele não se contentou com aquela situação
Vargas matou-se com um tiro no peito
Exemplos de objeto direto reflexo-recíproco (ação de elementos do sujeito entre eles ):
Dias e Mendes cumprimentaram-se
Cristina e Fernando se amam
João e Maria abraçaram-se, beijaram-se...e tiveram um filho.

4. OBJETO INDIRETO:
 SUJEITO ATIVO:
ALGUNS POLÍTICOS
 VERBO “BITRANSITIVO” (transitivo direto e indireto):
ARROGAM-SE O DIREITO DE PODER TUDO
Outros exemplos:
Lula se pergunta: esses partidos são meus aliados ou um furúnculo?
A solitária quarentona deu-se um presente no Dia dos Namorados.

5. SUJEITO:
 SUJEITO:
A MENINA
 VERBOS CAUSATIVOS/SENSITIVOS (fazer, deixar, mandar / ver, ouvir, sentir...):
VIU-SE
 VERBO NO INFINITIVO:
TRANSFORMAR EM MULHER
Observação: no presente caso, a palavra “se” exerce a função de objeto direto do causativo/sensitivo e sujeito do infinitivo.
Outros exemplos:
Não se deixe enganar
O cego deixava-se guiar pelo fiel vira-lata.
O pior é que ninguém se ouve cantar no banheiro...
A gente se deixa iludir facilmente.
O presidente se sentiu fortalecer com o alto índice de popularidade

6. PARTÍCULA DE REALCE ( EXPLETIVA):
 COM O VERBO “IR”:
MARIA SE FOI
Observação: perceba que a palavra “se” apenas enfatiza a ação e pode ser retirada da frase.
Outros exemplos:
Vão-se os anéis de casados...e ficam somente as marcas desagradáveis...
Não se vá!
Ela foi-se definitivamente.
Vá-se embora!

7. PARTE INTEGRANTE DO VERBO:
 VERBOS PRONOMINAIS ( arrepender-se, indignar-se, atrever-se, suicidar-se, apaixonar-se, dignar-se, vangloriar-se, queixar-se, esquecer-se...):
JUDAS ARREPENDEU-SE E SUICIDOU-SE
Outros exemplos:
Quero que V. Ex.ª se digne apreciar este projeto.
Pedro apaixonou-se pela loira, mas queixa-se sempre de sua estupidez.

8. CONJUNÇÃO CONDICIONAL:
 SE = CASO
SE BEBER, NÃO DIRIJA!
Observação: no presente caso, o “se” não é pronome, mas conjunção subordinativa adverbial, em que estabelece uma condição.
Outros exemplos:
Se chover, não irei.
O Brasil só será uma nação feliz se distribuir suas riquezas de forma justa.
Se você quer descobrir o caminho para a paz, percorra-o desarmado.


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REFORMA ORTOGRÁFICA - TODAS AS VÍTIMAS (DA ACENTUAÇÃO GRÁFICA)

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30/12/2009 - 08h:51

(Todas as palavras acentuadas atingidas pelo Decreto 6583)

OS DITONGOS ABERTOS ÓI , ÉI ( quando não estão no final da palavra ):
Eram assim:
apnéia, assembléia, azaléia, alcatéia, cefaléia, boléia, colméia, centopéia, diarréia, diarréico, dispnéia, epopéia, esfenóide, estréia, européia, geléia, idéia, odisséia, onomatopéia, platéia, prosopopéia, panacéia, ribonucléico tireóide, traquéia, seborréia, verborréia, alcalóide, andróide, apóia, apóio, apóiam, apóie, apóiem, asteróide, bóia, bóio, bóiam, corticóide, estóico, debilóide(**),heróico, jibóia, jóia, paranóia, sequóia, paranóico, tramóia, Andréia(*), Tróia, Coréia, Basiléia, Eritréia, Gurguéia, Criméia...
Ficaram assim:
apneia, assembleia, azaleia, alcateia, cefaleia, boleia, colmeia, centopeia, diarreia, diarreico, epopeia, esfenoide, estréia, europeia, geleia, ideia, odisseia, onomatopeia, plateia, prosopopeia, panaceia, ribonucleico, traqueia, tireoide, dispneia,,seborreia, verborreia, alcaloide, androide, apoia, apoio, apoiam, apoie, apoiem, asteroide, boia, boio, boiam corticoide, estoico, debiloide, heroico, jiboia, joia, paranoia, sequoia, paranoico, tramoia, Andreia(*), Troia, Basileia, Coreia,Eritreia, Gurgueia, Crimeia

(*) Obs.: os nomes próprios pessoais, como Andréia, Léia, Ediléia, Cléia etc., têm uma grafia particular, semi-imunes às normas ortográficas.
(**) Obs.: o termo debiloide é gíria, mas incorporado aos neologismos.

OS HIATOS APÓS DITONGO:
Eram assim:
baiúca, feiúra, bocaiúva
Ficaram assim:
baiuca, feiura, bocaiúva
Obs.: Piauí, maoísta não perderam o acento gráfico.

AS HOMÓFONAS:
Eram assim:
pára (verbo), côa (verbo), pêra (fruta), pêlo (cabelo), pólo
Ficaram assim:
para, coa(*), pera, pelo, polo

OS HIATOS METAFÔNICOS “ÔO” E “ÊEM”
Eram assim:
abençôo, amaldiçôo, caçôo (verbo caçoar), dôo (verbo doar), perdôo, povôo (verbo povoar) corôo (verbo coroar), destôo (verbo destoar), ensabôo, enjôo, amaldiçôo, sobrevôo, crêem, descrêem, dêem, lêem, relêem, vêem, revêem, prevêem, antevêem, provêem
Ficaram assim:
abençoo, amaldiçoo, caçoo, doo, perdoo, povoo, coroo, coroo, ensaboo, enjoo, amaldiçoo, sobrevoo, creem, descreem, deem, leem, releem, veem, reveeem, preveem, anteveem, provêem

A VOGAL “U” TÔNICA EM “QÚE”, “GÚE” , “GÚI”
Eram assim:
apazigúe, apazigúem, argúi, argúis, argúem, averigúe, averigúem, obliqúe, obliqúem
Ficaram assim:
apazigue, apaziguem, argui, arguis, arguem, averigue, averiguem, oblique, obliquem
Obs.: o novo VOLP admite essas formas verbais com acento paroxítono:
apazígue, apaziguem, averígue, averíguem, oblíque, oblíquem


O TREMA:
Fica extinto da grafia na língua portuguesa:
Eram assim:
argüir, tranqüilo, seqüência, freqüência, nicaragüense, seqüestro, qüinqüênio, pingüim, agüentar, argüição, lingüiça, bilíngüe, pingüim, qüinqüelíngüe, conseqüência, eloqüente, agüinha etc.
Ficaram assim:
arguir, tranquilo, sequência, frequência, nicaraguense, sequestro, quinquênio, pinguim, aguentar, arguição, lingüiça, bilíngue, pinguim, quinquelíngue, consequência, eloquente, aguinha etc.

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FRANCISCO JOSE LEAL DE PAIVA - 19.02.2010 - 11:08

CARO PROFESSOR, SAUDAÇOES! ESTOU COM UMA DÚVIDA EM RELAÇAO A ACENTUAÇAO GRÁFICA E GOSTARIA QUE O SR. ME AJUDASSE. EM UMA AULA QUE ASSISTI COM O SR. OUVI QUE ACENTUAM-SE TODAS AS OXITONAS TERMINADAS EM VOGAL SEGUIDAS OU NAO DE "S", POREM ENCONTREI AS PALAVRAS PEQUI E PERU SEM ACENTO. COMO EXPLICAR? GRATO PELA ATENÇAO!

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REFORMA ORTOGRÁFICA - TODAS AS VÍTIMAS (DA ACENTUAÇÃO GRÁFICA)

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30/12/2009 - 08h:43

Todas as palavras acentuadas atingidas pelo Decreto 6583
OS DITONGOS ABERTOS ÓI , ÉI ( quando não estão no final da palavra ):
Eram assim:
apnéia, assembléia, azaléia, alcatéia, cefaléia, boléia, colméia, centopéia, diarréia, diarréico, dispnéia, epopéia, esfenóide, estréia, européia, geléia, idéia, odisséia, onomatopéia, platéia, prosopopéia, panacéia, ribonucléico tireóide, traquéia, seborréia, verborréia, alcalóide, andróide, apóia, apóio, apóiam, apóie, apóiem, asteróide, bóia, bóio, bóiam, corticóide, estóico, debilóide(**),heróico, jibóia, jóia, paranóia, sequóia, paranóico, tramóia, Andréia(*), Tróia, Coréia, Basiléia, Eritréia, Gurguéia, Criméia...
Ficaram assim:
apneia, assembleia, azaleia, alcateia, cefaleia, boleia, colmeia, centopeia, diarreia, diarreico, epopeia, esfenoide, estréia, europeia, geleia, ideia, odisseia, onomatopeia, plateia, prosopopeia, panaceia, ribonucleico, traqueia, tireoide, dispneia,,seborreia, verborreia, alcaloide, androide, apoia, apoio, apoiam, apoie, apoiem, asteroide, boia, boio, boiam corticoide, estoico, debiloide, heroico, jiboia, joia, paranoia, sequoia, paranoico, tramoia, Andreia(*), Troia, Basileia, Coreia,Eritreia, Gurgueia, Crimeia

(*) Obs.: os nomes próprios pessoais, como Andréia, Léia, Ediléia, Cléia etc., têm uma grafia particular, semi-imunes às normas ortográficas.
(**) Obs.: o termo debiloide é gíria, mas incorporado aos neologismos.

OS HIATOS APÓS DITONGO:
Eram assim:
baiúca, feiúra, bocaiúva
Ficaram assim:
baiuca, feiura, bocaiúva
Obs.: Piauí, maoísta não perderam o acento gráfico.

AS HOMÓFONAS:
Eram assim:
pára (verbo), côa (verbo), pêra (fruta), pêlo (cabelo), pólo
Ficaram assim:
para, coa(*), pera, pelo, polo

OS HIATOS METAFÔNICOS “ÔO” E “ÊEM”
Eram assim:
abençôo, amaldiçôo, caçôo (verbo caçoar), dôo (verbo doar), perdôo, povôo (verbo povoar) corôo (verbo coroar), destôo (verbo destoar), ensabôo, enjôo, amaldiçôo, sobrevôo, crêem, descrêem, dêem, lêem, relêem, vêem, revêem, prevêem, antevêem, provêem
Ficaram assim:
abençoo, amaldiçoo, caçoo, doo, perdoo, povoo, coroo, coroo, ensaboo, enjoo, amaldiçoo, sobrevoo, creem, descreem, deem, leem, releem, veem, reveeem, preveem, anteveem, provêem

A VOGAL “U” TÔNICA EM “QÚE”, “GÚE” , “GÚI”
Eram assim:
apazigúe, apazigúem, argúi, argúis, argúem, averigúe, averigúem, obliqúe, obliqúem
Ficaram assim:
apazigue, apaziguem, argui, arguis, arguem, averigue, averiguem, oblique, obliquem
Obs.: o novo VOLP admite essas formas verbais com acento paroxítono:
apazígue, apaziguem, averígue, averíguem, oblíque, oblíquem


O TREMA:
Fica extinto da grafia na língua portuguesa:
Eram assim:
argüir, tranqüilo, seqüência, freqüência, nicaragüense, seqüestro, qüinqüênio, pingüim, agüentar, argüição, lingüiça, bilíngüe, pingüim, qüinqüelíngüe, conseqüência, eloqüente, agüinha etc.
Ficaram assim:
arguir, tranquilo, sequência, frequência, nicaraguense, sequestro, quinquênio, pinguim, aguentar, arguição, lingüiça, bilíngue, pinguim, quinquelíngue, consequência, eloquente, aguinha etc.

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A VOZ PASSIVA SINTÉTICA (PRONOMINAL) E A CONCORDÂNCIA VERBAL

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29/12/2009 - 12h:02

Bianchini, RS, não entendeu a posição do Cespe, no concurso do STJ, que proclamou como corretas as expressões: Mudam-se os hábitos ou Muda-se os hábitos.
Nem eu, Bianchini. Tem sido consensual entre os estudiosos apontar como sujeito (passivo) o complemento direto de verbos, quando se impessoaliza o sujeito ativo com a partícula “se”.
“A língua padrão pede que o verbo concorde com o termo que a gramática aponta como sujeito, como em Alugam-se casas.” Essas são palavras do filólogo Evanildo Bechara, em sua Moderna Gramática Portuguesa, pág. 563.
Assim, tem-se:
VTD + SE + PLURAL > verbo plural
Domam-se leões ferozes e encantam-se serpentes venenosas.
Trocam-se votos por um empreguinho de assessor.
Não se punem os agressores da natureza.

PASSIVA SINTÉTICA COM VERBO MODAL (AUXILIAR)
Quando a passiva pronominal for constituída de verbo no infinitivo auxiliado por um modal ( dever ou poder ), a exigência gramatical permanece.
Podem-se ver várias crateras na Lua.
Não se devem avaliar as pessoas pela aparência.
Devem-se manter os programas sociais eficientes.

_________________________________________________________
Observação,:
Quando se impessoaliza o sujeito ativo (com a partícula “se”) e o verbo é transitivo indireto, o complemento plural não pode ser apontado como sujeito, e, sim, como objeto indireto. O sujeito é indeterminado e o verbo flexiona-se no singular.

VTI + SE + PREPOSIÇÃO + PLURAL > verbo singular.
Trata-se de questões éticas.
Vota-se naqueles que enganam melhor.
Não se acredita em promessas de político.
Não se acaba com os crimes praticados por menores reduzindo a maioridade penal.
Fala-se de mudanças na sucessão presidencial.

comentários

MONICA MARQUES - 29.01.2010 - 16:32

Gostaria que o senhor me desse umas dicas do que preciso estudar para a parova de concurso para FMS de teresina, elaborada pela copese....atenciosamente, monica

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PRONOME QUEM – FUNÇÕES SINTÁTICAS

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27/12/2009 - 19h:32

Thiago, de Linhares (ES), acessa este blog com uma dúvida pertinente:
“Se o pronome relativo ‘quem’ está sempre preposicionado, como pode exercer função de sujeito?”
É verdade, Thiago, que o relativo quem, em sua forma sintética ( isto é, não pode ser desdobrável em aquele que) está sempre preposicionado e não pode ser sujeito.
Esta é a moça a quem você ama...( quem: objeto direto preposicionado )
Esta é a moça de quem você gosta ...(quem: objeto indireto )
Esta é a moça a quem você se refere ...( quem: objeto indireto )
Esta é a moça em quem você mais confia...( quem: objeto indireto )
Este é o bandido de quem todos têm medo...( quem: complemento nominal)
Este é o homem a quem a polícia identificou como o assassino..(quem: objeto direto preposicionado)

Observe que na primeira e última frases o pronome quem é precedido de uma “falsa preposição”, pois os verbos amar e identificar são diretos. Essa é uma das características desse pronome.

Mas o pronome quem tem outra morfossintaxe ( também como relativo): ele pode ser usado após verbo e, mesmo assim, como relativo. Neste caso, deve-se fazer uma leitura analítica: aquele que. E será sujeito:
Respeito quem me respeita...( quem: sujeito; leitura: respeito aquele que me respeita).
Não identificaram quem incendiou Roma.
O bom senso condena quem agride a natureza.


Há, ainda, uma segunda possibilidade de o pronome quem exercer função de sujeito. Isso ocorre quando o pronome vier precedido de substantivo abstrato.
Tenho respeito a quem respeita a natureza. ( quem: sujeito; leitura: Tenho respeito àquele que respeita a natureza).
Devemos ter medo de quem agride o meio ambiente.
Deposito total confiança em quem respeita a natureza.
Observe que, nos exemplos acima, o pronome quem está preposicionado; mas a preposição condiciona somente a primeira parte do desdobramento: aquele. A segunda parte – que – está livre para exercer função transportadora de sujeito.
_____________________________________________________________
Observação 1.:
Conquanto não haja uma opinião pacífica entre os estudiosos, o pronome quem, após o verbo saber, não seria relativo ( pois não será desdobrável em aquele que ).
Não sei quem disse isso.
Alguns proclamam que, em tal exemplo, “quem” nada mais é que uma conjunção integrante. Prefiro, contudo, outra análise: o verbo saber é mal escolhido. Melhor seria a construção:
Não conheço quem disse isso...( aquele que disse isso: sujeito )
E no exemplo “Não sei quem disse isso”, o pronome quem é interrogativo indireto
__________________________________________________________
Observação 2.:
O pronome quem pode ser interrogativo ou interjeitivo ( exclamativo ).
Quem disse isso?
Quem me dera!
E poderá exercer funções sintáticas transportadas normais de um pronome substantivo..

Quem = sujeito
Quem matou a menina Isabela?
Quem me dera!
Quem diria!
Quem descobriu o Brasil?

Quem = objeto direto
Quem você escolheu?
Quem Lula nomeará como seu sucessor?

Quem = objeto indireto
De quem você mais gosta?
A quem você se refere?
Em quem você votará para presidente?

Quem = complemento nominal
De quem você tem medo?

Quem = predicativo
Quem sois vós?
Quem ela pensa que é?

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Lucia - 28.12.2009 - 08:33

Bom dia professor Paulo Roberto, estamos mais uma vez aqui em seu curso aproveitando de sua boa vontade. A Semirinha gostou muito de suas explicações sobre o pronome QUEM, mas eu achei muito complexas todas as funções que uma palavbra pode exercer. Feliz Ano Novo. E obrigada pelos ensinamentos. Lucinha e Semiramis.

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OS DEFECTIVOS

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15/12/2009 - 20h:13

- Vossa Excelência deveria se adequar a esse novo programa, governador.
O secretário falava baixo, temendo irritar o chefe.
- Não me adéquo – disse firme o governador.
O secretário ficou vermelho e balbuciou:
- Esse verbo é defectivo, excelência.
- O que foi que você disse? – perguntou o governador, sem muito interesse na resposta, limpando o nariz e mexendo agitado nuns papéis sobre a mesa.
- É que...deixe pra lá...Mas esse programa, excelência...nossas leis impedem...
- Leis? Eu abulo todas elas, se preciso.
- Esse também é defectivo! – quase gritou o secretário, corado de vergonha.
- O quê? Tá ficando maluco, Pereirinha!? Não diz coisa com coisa!
O governador, preocupado com os problemas político-administrativos que enfrentava, encarou seu secretário com ar de quem estivesse pensando: “Eu, com tantos problemas importantes, ainda tenho que me preocupar com a caduquice desse secretário gagá...”
Pereirinha, o mais fiel secretário do governador, resolveu mandar a Gramática às favas. Evitaria, custasse a própria dignidade ou a vida, irritar o seu governador.
-Vossa Excelência é cauteloso – disse o Pereirinha, bajulador, com ar de quem pedia uma aflita desculpa -. Mas deve se precaver...Já perdemos a maioria na Assembléia.
- Não me precavenho p...nenhuma e lhe garanto que reavejo essa maioria na hora em que eu quiser!
O fiel Pereirinha quase teve um ataque. Era um apaixonado pela Gramática Normativa. Ex-professor de Português, passou a se dedicar exclusivamente à assessoria da carreira política do velho cacique e amigo, agora alçado ao cargo de governador. Amava tanto a “bela e inculta Flor do Lácio” que às vezes se lamentava pela troca, como agora, torturando-se ao ouvir o insensível e inculto amigo-governador cometendo declinações proibidas, profanando preciosas leis morfossintáticas que restringem algumas pessoas gramaticais dos traiçoeiros verbos defectivos. Verbos deficientes, coitados, pois lhes falta a primeira pessoa do presente do indicativo. Sempre é preciso muito cuidado para lidar com os verbos adequar, precaver, reaver, abolir, explodir, demolir, carpir, computar, falir e outros. ..E o governador a usá-los inculta e impiedosamente na primeira pessoa.
Mas o secretário Pereirinha era, também, um apaixonado pela vitoriosa carreira política do ignorante, mas astuto amigo-governador.
-Eu explodo aquela Casa. Eu demulo aquela Assembléia de merda se for o caso – vociferava o governador.
“Ai, meu Deus! Se não lhe conhecesse a ignorância, juraria que o governador escolhe todos os defectivos só para me torturar”, refletia, atormentado, o pobre Pereirinha. E arriscou-se:
- O senhor já contou os votos da oposição?
- Votos da oposição a gente não computa. A gente compra
– bradou o governador, arrogante.
“Minha nossa! Até o verbo computar?”. O secretário desesperava-se, à beira de um araque histérico.
- E se a oposição endurecer, governador?
- Eu carpo!
- Heim?
- Nunca ouviu falar desse verbo? Logo você, meu caro Pereirinha, um grande professor de português! O verbo carpir, cortar. Se endurecerem em carpo..Ou melhor: eu capo!

E o governador deu uma risadinha sádica, rindo da própria piada...Enquanto isso, lá fora do Palácio, o povo e as instituições faliam.

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Lúcia Alves Sousa - 21.12.2009 - 18:46

Olá professor, estamos aqui em seu curso. Lemos o texto dos Defectivos e adoramos. Como sempre muito bem humorado e didático. Aproveitamos para desejar-lhe um Feliz Natal e um 2010 repleto de paz. Lucinha e Semiramis

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REFORMA ORTOGRÁFICA: OS DIACRÍTICOS E OUTRAS BOBAGENS

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14/12/2009 - 16h:53

Um professor de português ( juro que não era eu ) tentava ensinar a um menino rude. O pai do menino, um rico empresário, dissera:
- Pago o que você cobrar, professor. Mas enfie alguma coisa na cabeça desse menino! Esse jumento não consegue decorar a letra do Parabéns pra Você.
Na rica mansão do empresário, numa sala de aula improvisada, o professor dizia:
- Hoje nós vamos falar sobre os diacríticos.
O menino nem pestanejou. Apertava os dedos com a unha do polegar, olhava a parede nua, fungava e, às vezes olhava para o professor, como se dissesse: “Vá à merda!”
Pacientemente o professor continuava:
- Diacríticos são esses sinaizinhos que colocamos em café, anão, avô, lingüiça...Entende?
O adolescente balançou a cabeça. O professor animou-se: a primeira vez, em duas semanas de aulas, que aquele mentecaptozinho dava algum sinal de comunicação.
- O de café é o acento agudo; o de anão é o til; os dois em lingüiça são o trema e a cedilha...
O menino enfiou a mão no bolso, tirou um pedaço de goma de mascar já reiteradamente mascado, branco, sem sabor, sem vida e meteu-o na boca. O barulho dos maxilares massacrando o chiclete irritava o professor. Mas o pai daquele pequeno imbecil de 13 anos pagava bem.
- Há também o acento grave. Você conhece? Escreva aí: “Vou à padaria”.
O menino, sem demonstrar emoção alguma, firmou o toco de lápis sobre o caderno e desenhou algo semelhante à frase.
- Neste “a” aqui você tem que colocar um...um pauzinho deitado para trás. É o acento grave da crase.
O menino fez um risco inclinado sobre o “a” apontado e, em seguida, meteu o cotovelo sobre o caderno, o queixo sobre a mão fechada e, entretendo-se novamente com o velho chiclete, ficou olhando fixamente o nada da parede branca e nua.
O professor ficou imaginando qual seria a dimensão do cérebro daquele idiotazinho rico. Um caroço de azeitona? Provavelmente menor...Mas o pai dele pagava bem.
- Os diacríticos...Estamos tendo uma Reforma Ortográfica nesses sinaizinhos. Sabia?
Como resposta, o menino enfiou o dedo no nariz e, com o mesmo dedo, coçou, indiferente, a virilha.
“Uma Reforma tão idiota quanto você” – pensou o professor.
Desistiu do comentário e disse:
- Há também o hífen. Você sabe o que é?
O pequeno energúmeno mastigava o chiclete, olhava a parede nua e branca, como se estivesse sozinho na sala. Já sem se interessar se o menino entendia ou ouvia, apenas fazendo jus à “grana preta” que recebia do pai daquele protozoário, o professor dizia:
- O hífen é aquele tracinho que colocamos entre as pernas das palavras prefixadas ou compostas.
O menino mexeu-se. Seus olhos de peixinho morto finalmente davam sinais de vida. Olhou fixamente os olhos do professor, e este, intuitiva e calmamente, repetiu:
- ...a gente coloca e-n-t-r-e as p-e-r-n-a-s das palavras compostas...
Os olhos do adolescente brilharam. Até que enfim havia ali um sinal de vida inteligente.
- Preciso fazer xixi – ordenou o menino rico...e saiu voando para o banheiro.


CURSO PROFESSOR PAULO ROBERTO - FONE: 3217-3626
NOVAS TURMAS
Rua Benjamin Constant, 1349

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TODO O PAÍS ACESSA ESTE BLOG! OBRIGADO.

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07/12/2009 - 12h:02

Nossos visitantes 1
Letícia, de Itatiaia (RJ), acessa este blog e nos tece elogios sobre o comentário Texto Injuntivo X Texto Prescritivo. Obrigado, Letícia. Aliás, nossas explicações sobre Texto Injuntivo e Tipologia Textual já renderam mais de 200 comentários de todo o país ( e brasileiros que residem no exterior ). Ficamos felizes, pois a intenção deste blog é informar e tirar dúvidas sobre as dificuldades inerentes à Nossa Língua.
____________________________________________________________
Nossos visitantes 2
Eis alguns de nossos visitantes que elogiaram nossa “aula” sobre Texto Injuntivo ( a relação diz respeito somente aos comentários nos meses de outubro e novembro, 2009 ):
Letícia – Itatiaia - RJ
Isabelle – São José do Rio Preto, SP
Viviane Bandeira – João Pessoa, PB
Lucas – Teixeira de Freitas – BA
Izabela – Guarulhos – SP
Mírian – Valparaíso – DF
Viviane – Vila Velha – ES
Luna – Fortaleza – CE
Iara e Joyce – Pereira Barreto – SP
Giovana – Fortaleza – CE
Vanilson Robinson – Gouveia – MG
Luna – Floresta – PE
Suellen A. Frota – Porto Alegre - RS
Ângela – Porto Ferreira – SP
Beto – Parnamirim - RN

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Nossos visitantes 3
France Schut, de Camboriú, SC, diz-se leitor assíduo dos comentários deste blog. Obrigado, France, e pergunte quando surgirem dúvidas.

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Nossos visitantes 4
Remédios Bastos, de Teresina (PI), acessa este blog e se diz honrada por ter sido minha aluna. A honra é recíproca, Remédios. Conte sempre com minha amizade e minhas modestas orientações.

comentários

Francisca Braga - 13.01.2010 - 18:39

Fui aluna das turmas de teoria, redação e frequento a turma de questões há alguns anos. Não que eu não tenha aprendido, mas porque fiquei completamente "viciada" (no melhor sentido da palavra)na didática deste ilustre professor. Estudar português com o professor Paulo Roberto é desvendar com glória os mistérios de nossa complexa língua.

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ORAÇÃO SEM SUJEITO X IMPESSOALIZAÇÃO DO SUJEITO ATIVO - ( Cespe , Esaf )

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30/11/2009 - 12h:10

Duas de nossas visitantes acessam este blog com uma dúvida: impessoalizar o sujeito é o mesmo que “oração sem sujeito”? Segundo elas, Cespe e Esaf sempre abordam esse aspecto sintático.
A resposta é não!
Observem as frases abaixo:
A Imobiliária São José contrata dois corretores
A Imobiliária São José necessita de dois corretores.

Vejam que, em ambas as frases, há o sujeito (pessoal ativo): “A Imobiliária São José”.
Agora, leiam as frases:
Contratam-se dois corretores.
Necessita-se de dois corretores.

Vejam que, nas duas últimas frases, o sujeito (pessoal ativo) desapareceu. Houve, pois, a impessoalização do sujeito ativo. Mas isso não quer dizer que se trata de orações sem sujeito.
Quando queremos tornar o texto menos dialógico, mais impessoal, neutro, usamos o mecanismo da impessoalização do sujeito ativo. Os franceses empregam, para isso, o pronome “on” ( que é o nosso “se”). Herdamos esse galicismo sintático. No texto moderno, se não queremos manifestar claramente quem é o sujeito, empregamos esse elemento gaulês, o “se”. Em vez de “A sociedade brasileira exige mais rigor...”, escrevemos “Exige-se mais rigor...”, ou “O povo não acredita em promessas de político...”, escrevemos “Não se acredita em promessas de político”. Mas, nos dois exemplos acima, não ocorre oração sem sujeito! No primeiro exemplo, o sujeito é “mais rigor” ( passivo ); no segundo exemplo, o sujeito é indeterminado. Ocorreu apenas a impessoalização do sujeito ativo!

A oração sem sujeito exige verbos impessoais.
1. Haver ( no texto moderno – em suas acepções modernas -, esse verbo só não é impessoal quando é coadjuvante, auxiliar, e se coloca antes de particípio ou infinitivo )
2. Fazer ( no texto moderno, fazer é impessoal quando designa tempo ou clima).
3. Ser ( é impessoal quando relacionado ao tempo: data, horas...)
4. Fenomenais ( são impessoais os verbos que indicam fenômenos da natureza – chover, entardecer, amanhecer, trovejar, gear, nevar, relampear... – usados em sentido denotativo ).

Exemplos de ORAÇÕES SEM SUJEITO:
Naquela festa havia uns 300 convidados.
Houve várias discussões na reunião do partido.
Haja coração!
Não haverá mudanças...
Deve fazer uns dez dias...
Já faz meses...
Fez cinco anos...
Nos meses de outubro e novembro, faz muito calor em Teresina,
Faz horas...
São exatamente 10 da manhã.
Eram mais ou menos cinco da tarde.
Agora são 12 horas.
Era meio-dia e meia.
Hoje são 30 de novembro.
Amanhã será 1º de dezembro.
Chove muito em Santa Catarina.
Relampeava e trovejava bastante..
Já está nevando em Nova Iorque.

Obs. 1.: os verbos que indicam fenômenos da natureza não serão impessoais quando usados com desvio de sentido.
Nem que chova canivete ( o sujeito é canivete )
Choveram dólares na campanha daquele político ( sujeito dólares ).


Obs. 2.: pode-se escrever um texto impessoal, constituído inteiramente de orações sem sujeito:
Hoje são 30 de novembro e ainda não choveu no sul do Piauí. Faz 15 anos que não uma estiagem tão longa naquela região do Estado. Segundo analistas, haverá a pior safra de cereais dos últimos 10 anos.

comentários

Emmannuel Max - 19.12.2009 - 18:08

Professor obrigado!!!Estas observações são muito interessantes. Eu errei uma questão que dizia: o sujeito da frase "há equipes estudando..."é a palavra equipes. Percebo a necessidade de estar muito ligado para fechar uma prova,pois, todos sabemos que o verbo haver com sentido de existir é impessoal.Mas a banco faz de tudo para o candidato errar!!!

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VERBO INFORMAR...(e outros verbos da Redação Oficial): DÚVIDAS EM AMSTERDÃ

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25/11/2009 - 09h:11

Bruno Paulo, um brasileiro residente na Holanda, mais precisamente em Amsterdã (ou Amsterdam, em neerlandês), visita este blog e quer nosso comentário a respeito das frases: “Gostaríamos de informar-lhe que o cliente não compareceu” e “Gostaríamos de o informar que o cliente não compareceu”.

Já postamos um comentário relativo aos verbos da Redação Oficial: informar, convidar, solicitar etc. Especificamente quanto ao verbo informar, trata-se de verbo transitivo-relativo ( direto e indireto ), com predicação livre, ou seja, você escolhe o objeto direto e o indireto. Assim, pode-se construir:
Informar alguém ( objeto direto ) de algo (objeto indireto).
Informar alguém ( objeto direto ) sobre algo (objeto indireto).
Informar a alguém (objeto indireto) algo (objeto direto)


Se a pessoa (que recebe a informação) for representada por pronome, atente para o fato de que os pronomes “o”, “a” são objetos diretos; os pronomes “lhe” ou “a ele” são indiretos.
Assim, o correto é:
Gostaria de informar-lhe que o cliente não compareceu
Ou...
Gostaria de informá-lo de que o cliente não compareceu.


Veja, pois, Bruno, que a segunda frase por você sugerida “Gostaria de o informar que o cliente não compareceu” prejudica a “distribuição bitransitiva” do verbo. Além do que, há erro de colocação, pois a norma culta não abona a próclise dos pronomes “o” e “a” com verbo no infinitivo. Em vez de Gostaria de o informar...deve-se usar Gostaria de informá-lo.

Após essas considerações, vejamos outros exemplos:
Informo V. Ex.ª que recebi o convite... ( errado! )
Informo V. Ex.ª de que recebi o convite...( correto! )

Informo a V. Ex.ª de que recebi o convite ( errado! )
Informo a V. Ex.ª que recebi o convite...( correto! )

Devo informar a Diretoria que não irei ao encontro...( errado! )
Devo informar à Diretoria que não irei ao encontro...( correto! )

Devo informar à Diretoria de que não irei ao encontro...( errado! )
Devo informar a Diretoria de que não irei ao encontro...( correto! )

comentários

REMEDIOS BASTOS - 06.12.2009 - 12:40

gostaria que o prof. Paulo Roberto soubesse que é enorme a minha admiração por ele, um grande professor, tenho orgulho de ter um gênio como ele em nossa terra.PARABÉNS PROFESSOR!

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