O próximo colaborador a listar os melhores filmes da década é o André Gonçalves.
O cara é poeta, fotógrafo, publicitário, tem livro, fotos publicadas em livros e jornais pelo país, já foi profissional do Ano, um dos mais importantes prêmios da publicidade do Brasil, é doente por cinema e tudo mais.
Falei pra ele que seria um Top 10 e que poderia colocar vários bônus.
Só que eu recebi dele uma lista com 1257 filmes (?). Brincadeira. Foram muitos, 33 no total, e eu fique com tanta pena de cortar os filmes que vou dividir os nomes em duas partes.
É muito filme bom!
Abaixo a 1° parte dos filmes do André, os comentários são dele mesmo.
Brilho Eterno de Uma Mente sem Lembranças Direção: Michel Gondry
É, fácil, fácil, o filme que mais gosto em toda a história da Humanidade, e dificilmente irá perder este posto. Lembro que vejo o cinema como algo que vai muito além do racional, e esse filme provoca em mim uma empatia que nenhuma argumentação lógica pode explicar. Gosto de tudo. Música letra e dança.
Quero Ser John Malkovitch (1999) Direção: Spike Jonze Roteiro: Charlie Kaufman
Por John Malkovitch, pelo portal atrás do armário, pelo andar 7 ½, pela cena do restaurante, pela queda na beira da estrada, por Cameron Diaz e seus animais, por Charlie Kaufmann, por Spike Jonze e por todas as vezes que assisti me fazer questionar quem realmente sou.
Little Miss Sunshine Direção: Jonathan Dayton, Valerie Faris Roteiro: Michael Arndt
Porque eu vejo todas as personagens da minha vida viajando dentro de uma Kombi amarela. É o segundo filme mais lindo da história da Humanidade.
O Fabuloso Destino de Amelie Poulain Direção: Jean-Pierre Jeunet Roteiro: Jean-Pierre Jeunet,Michael Moore
Pela direção de arte, pela fotografia, por Audrey Tatou, pela delicadeza, por Paris e pelos pequenos detalhes.
Cidade de Deus Direção: Kátia Lund, Fernando Meirelles Roteiro: Bráulio Mantovani
Pelo ritmo, pela trilha, pela direção deliciosa de ver. E por Zé Pequeno, porra.
Amores Brutos Direção: Alejandro González Iñárritu
Pela pegada de Alejandro Gonzalez Inarritu, pela montagem, pelas cores, pela trilha, pelo final.
Wall E Direção e Roteiro: Andrew Stanton
Fica como representante dos filmes de animação porque acho que ele mostra tudo que os outros anteriores mostraram, com um pequeno detalhe: você embarca na fantasia e esquece, sinceramente, que é uma animação.
Kill Bill Direção e Roteiro: Quentin Tarantino
Pela ousadia, por Uma Thurmann (apesar da feiúra do pé dela) e por Tarantino.
Os Infiltrados Direção: Martin Scorsese Roteiro: William Monahan
Que final é aquele?
Medos Privados Em Lugares Públicos
Entre inúmeros motivos, pelo fato de todos os personagens serem iguais a nós, com seus segredinhos guardados em cantinhos que ninguém encontra.
Mar Adentro Direção e Roteiro: Alejandro Amenábar
Pelo dilema ético/filosófico/antropológico, por não cair na pieguice, pela voz de Javier Barden dizendo “Mar adentro”.
Réquiem para um sonho Direção e Roteiro: Darren Aronofsky
Pela angústia libertadora que provoca. Todo mundo precisa passar por essa angústia.
Peixe Grande Direção: Tim Burton Roteiro: John August
Quem gosta de histórias tem de gostar de Peixe Grande. Tim Burton em seu momento mais bonito.
Batman, O Cavaleiro das Trevas Direção: Christopher Nolan Roteiro: Christopher Nolan,Jonathan Nolan
Por Heath Ledger e seu Coringa, um dos personagens mais espetaculares de todos os tempos. Inesquecível.
Sobre Meninos e Lobos Direção: Clint Eastwood Roteiro: Brian Helgeland
Porque pela primeira e única vez eu senti vontade de ser alguém que não eu: queria ser Sean Penn por pelo menos um dia. Pela cena de Jimmy Marcus ao descobrir que a filha está morta, e por todo o resto. Tim Robbins incluso.