A disputa pelo Oscar de melhor filme está cada vez mais acirrada.
Na semana passada, no Globo de Ouro, os votantes deram a principal categoria para o blockbuster “Avatar”, surpreendendo muita gente, já que os 86 votos do núcleo estrangeiro da maior indústria de cinema do mundo, que geralmente premia filmes mais “artísticos”, deram a estatueta para o arrasta quarteirão de James Cameron.
Nesta sábado aconteceu o SAG, premiação do Sindicato dos Atores. Por lá algumas certezas para o Oscar nas categorias de interpretação: Mo'nique, por “Preciosa” e Christoph Waltz, pelo seu show em “Bastardos Inglórios” cravaram o favoritíssimo aos coadjuvantes.
Outro que parece intocável é Jeff Bridges pelo papel em “Coração Louco”, na categoria de Melhor Ator. Para Melhor atriz, no Sindicato dos Atores, Sanda Bullock levou, mas Meryl Streep ainda está no páreo.
Na principal categoria da noite, a de Melhor Elenco, o que equivale a melhor filme, venceu “Bastardos Inglórios”.
Não que o filme de Quentin Tarantino seja ruim, muito pelo contrário, mas a força de “Avatar” está deixando os concorrentes para trás, ou pelo menos estava.
A surpresa dos prêmios de sindicatos foi ontem. O Producers Guild, sindicato dos produtores premiou o drama bélico “Guerra ao Terror”, que venceu como melhor filme.
Ninguém esperava, já que “Avatar” era o gancho que todo produtor esperava: filme rentável e acima de tudo, está ditando uma nova forma de cinema. Mais dinheiro e menos preocupação com os retornos para a indústria.
Se após o Globo de Ouro todos achavam moleza a vitória de “Avatar” para melhor filme, engano. Os outros candidatos estão vivos e os prêmios de sindicatos, onde os votantes são os mesmo do Oscar, comprovam.
Em 10 dias conheceremos os candidatos ao Oscar.
Temos um jogo.